5 ferramentas para criar uma empresa que cresce ouvindo os consumidores

Seus clientes estão falando, mas pelas suas costas? Entenda como criar antenas que capturam esses insights — e, a partir disso, propor mudanças no seu negócio.

Para um negócio continuar evoluindo, é muito importante se conectar cada vez mais com seus clientes. Isso significa estar próximo e ter os ouvidos bem abertos para escutar verdadeiramente não só o que ele acha sobre a empresa, seus produtos e serviços, mas também o que pode ser feito para que ele, além de continuar comprando, fale bem da sua marca para um monte de gente.

Eis aí um diferencial dos negócios que crescem, a proximidade com seus clientes.

Por isso mesmo reunimos algumas ideias do que você pode fazer a partir de hoje, sem muito esforço ou investimento, para criar uma cultura centrada no consumidor.

Equipe de atendimento e vendas

O time que está na linha de frente do seu negócio, em contato direto com o cliente, é uma das fontes mais ricas de escuta das opiniões, necessidades e desejos de quem compra de você. Para aproveitar essas interações da melhor maneira, fique atento a alguns detalhes:

– Antes de mais nada, a equipe precisa entender a importância de ouvir o cliente, qual é o processo que vai inserir na sua rotina para fazer isso de maneira automática e não esporádica, e ainda, o que ele faz depois com as informações obtidas;

– Comece a enxergar cada atendimento como uma fonte de informação estratégica para o negócio.

Liderança

Lembro-me de estar em um evento em que um dono de um posto de gasolina que também tinha loja de conveniência estava proferindo uma palestra. Ao final, no momento de perguntas, uma pessoa da plateia perguntou o que ele fazia na sua empresa para ouvir os clientes, qual software ele usava.

A resposta?

— Nenhum software, uso pessoas para isso.

Ele contou que os dois gerentes do posto têm definido que precisam estar todos os dias por pelo menos uma hora na pista do posto e dentro da loja de conveniência. Isso para, literalmente, puxar conversa com seus clientes.

Eles perguntam para quem está abastecendo:

Por que ele abastece lá? Do que ele gosta no posto? Do que ele não gosta? Qual sugestão de melhoria ele teria? Quando ele não abastece lá, onde acostuma ir e por quê? Conhece a loja de conveniência? De que produtos mais gosta? O que poderia ser oferecido na loja?

Quanta informação bacana sai desses momentos de interação com os clientes, concorda? Depois, essas informações são debatidas pelos dois gerentes com o dono em uma reunião semanal, que acontece sempre às segundas pela manhã. Dessa reunião, a partir do que foi ouvido do cliente saem ações, decisões e movimentos que tornam o negócio mais forte e atraente. Mas como priorizar diante de tantas sugestões? No caso deles, a ação é definida a partir da análise do impacto dela nos resultados do negócio versus investimento necessário.

Comitê de Clientes

Esse é outro mecanismo bem interessante. O Nordestão, rede de supermercados com 9 lojas em Natal, no Rio Grande do Norte, criou o que eles chamam de conselho de clientes. A equipe de gestão do conselho vai a cada loja conversar com os clientes durante suas compras e convida alguns deles para participar de uma reunião na própria loja. Além dos clientes, que sempre mudam em cada encontro do conselho, participam também membros da diretoria, do marketing, operações de loja, segurança, compras e o gerente geral da loja. A pauta das reuniões gira em torno de ouvir os clientes em relação ao que eles gostam e não gostam na loja, o que pode ser melhorado etc.

Cada loja tem os seus encontros. Quando o encontro termina, uma ata é gerada, organizada por áreas e entregue a cada responsável. Nenhuma crítica ou sugestão fica sem resposta, e os clientes contam que adoram participar. Para o Nordestão, é maravilhoso, pois, além de receber ótimas dicas do que está bom e do que pode ser melhorado, ainda aproxima as pessoas da marca.

O Sebrae do Rio Grande do Norte criou um movimento chamado Sebrae com Você, que tem o objetivo de ouvir seus clientes — interessados em empreender, microempreendedores e donos de pequenas empresas. Eles organizam um evento com mesas separadas por assuntos como, por exemplo, treinamento e orientação empresarial.

Em cada mesa há um consultor do Sebrae que vai atuar como mediador e facilitador de uma papo que vai durar 20 minutos. Há também uma outra pessoa para anotar os principais pontos discutidos. Após os 20 minutos, os participantes de cada mesa mudam para outra mesa em que irão falar por mais 20 minutos sobre um outro tema. Antes de dar início a esse tipo de rodada, eles assistem a uma palestra de 30 minutos sobre a importância de ouvir os seus clientes. E logo em seguida, participam e veem na prática uma forma de ouvi-los.

Os empreendedores amam esse evento que serve para que eles ajudem o Sebrae a atendê-los melhor e ainda aprendem dicas bem práticas de como ouvir seus clientes. Sem dúvida, são momentos bem produtivos para todos.

Pesquisa online

A rede de hotéis Accor faz pesquisas online constantemente. Um pouco depois do check-out, o hóspede recebe um e-mail perguntando sobre a sua estadia no hotel da rede. As pesquisas respondidas são enviadas para o gerente daquela unidade analisar e responder de imediato a possíveis insatisfações de um hóspede, aumentando as chances de retorno dele ao hotel.

O Outback, rede de restaurantes, também utiliza essa ferramenta para sistematizar o processo de escuta dos clientes. Para comunicá-los sobre isso, a empresa usa um display que fica em cima das mesas de cada restaurante e o cupom fiscal da conta. Lá no cupom, tem o endereço e a senha para acessar o formulário da pesquisa.

Quem também faz algo parecido é a rede de farmácias Duane Reade, em Nova York, que também utiliza seus cupons fiscais para levar o cliente até o seu site e lá responder a pesquisa de satisfação em relação a sua experiência de compra na loja. A marca, que pertence ao Walgreens, sorteia mensalmente um valor em dólares para quem responde a pesquisa como forma de incentivo para os respondentes.

A GOL Linhas Aéreas começou a usar mensagens de texto simples para ouvir seus clientes. Após cada viagem o passageiro recebe uma mensagem de texto que pede que ele dê uma nota de 0 a 10 em relação à experiência que teve com a companhia aérea na sua mais recente viagem.

“Você recomendaria a GOL a um familiar ou amigo?”

A resposta é gratuita e exige apenas uma resposta, sem uma série de campos do questionário para ele preencher. Esse sistema de apenas uma pergunta com a pontuação de 0 a 10 chama-se NPS – Net Promoter  Score (algo como pontuação de promotores da marca).

É um sistema bem bacana que já é utilizado por muitas empresas a fim de simplificar o processo de ouvir os clientes e mais ainda, de agir em relação ao que se ouve.

Acho bem inteligente, pois nesse mundo maluco e que muda tanto, o cliente está também sem tempo e paciência para responder questionários infinitos e acaba ou não respondendo ou respondendo sem nenhum compromisso em ajudar de verdade. É importante lembrar que a simplicidade é um grande auxiliar na disputa pela atenção dos clientes. Quanto mais simples de responder, melhor! Depois é só fazer contato com quem é detrator e aí sim, encontrar os motivos da sua insatisfação. E, claro, fazer o mesmo com os fãs!

Feedback escrito

A rede de supermercados Whole Foods tem, em suas lojas, um quadro de comentários de clientes que fica logo depois dos caixas. O bacana é que o papel é dividido em duas partes. A de cima onde o cliente coloca seu comentário e a debaixo onde o gerente da loja responde ao comentário. Tudo isso de forma simples, direta e transparente, no próprio mural à vista de todos que entram e saem da loja. A famosa rede de supermercado Stew Leonards (Estados Unidos) até hoje tem um formulário que é entregue pelo caixa ao cliente. Neste formulário há apenas duas perguntas:

O que você gostou e o que você não gostou no Stew Leonards? Simples assim.

Se houver algo muito significativo de bom ou de ruim na experiência na loja que vale a pena ser dita, o cliente diz. Aí depois é se concentrar nesses pontos. O segredo do sucesso no Stew Leonards e que faz com que as caixas de sugestões com o gosto e não gosto estejam sempre cheias é que lá, nada fica sem resposta.

Ao abrir um canal de comunicação com o cliente para ouvi-lo, além de ser simples, tem que haver resposta. A resposta é o estímulo necessário para que o cliente continue ajudando o seu negócio a ser melhor através dos elogios ao que está sendo bem feito (Gosto, 9 ou 10) e as críticas ao que precisa ser melhorado (Não gosto, 0 a 6).

Uma coisa super importante no processo de ouvir o cliente e que faz com que ele confie no processo e colabore ainda mais, abrindo o coração, é o retorno em relação ao que ele falou. É claro que nem tudo que o cliente fala vai virar alguma inovação, melhoria ou ação na sua empresa, mas ele saber que foi ouvido e que sua ideia foi implementada é muito bom. E se o que ele falou não se tornar nenhuma ação por parte da empresa, que pelo menos ele saiba o motivo ou pelo menos que a empresa o agradeça por ele ter compartilhado suas ideias, sentimentos etc.

Como você percebeu, existem várias maneiras de ouvir os clientes e ouvi-los é uma maneira maravilhosa de deixar a sua marca conectada com eles. E quanto mais conectados estiverem, mais próximos vocês estarão.

Na prática, o que você pode fazer?

  • Antes de implementar uma ferramenta, você sabe o que vai fazer com as sugestões dos clientes? Se não tiver uma forma de respondê-los ou analisar as ideias para possivelmente serem implementadas, não crie esse canal. O mais importante de abrir espaço para ouvi-los é saber que pode respondê-los.
  • De todas as ferramentas apresentadas, qual delas é mais simples e rápida de você implementar? Antes de pensar no NPS por mensagem de texto, por exemplo, comece com a caixinha de sugestões ou com a visita às lojas e pontos de venda. E, aos poucos, vá evoluindo na ferramenta.
  • Se você sozinho não consegue estar em todas as lojas ao mesmo tempo, deixe o seu time ser sua fonte de captação dos insights: peça que eles reportem a opinião dos clientes, semanal ou quinzenalmente, chame os atendentes para uma conversa, ouça a linha de frente. E incentive também os gerentes a sair do escritório para exercitar essa escuta ativa. Isso pode impactar não só em melhorias no produto, mas também na assertividade da comunicação e no pitch de vendas.

Fonte: https://endeavor.org.br/

Saiba os principais documentos necessário para abrir uma empresa

Abrir uma empresa é o principal sonho de muitas pessoas. No entanto, o projeto acaba não sendo executado por conta das burocracias envolvidas para iniciar um negócio. Isso se dá porque, no Brasil, os estilos de empreendimento são muitos e pode causar certa confusão ao futuro empresário. Então, saiba agora quais são os documentos necessários para isso, e não deixe o desânimo tomar conta.

Gastos fixos e documentação

Antes mesmo de reunir a documentação exigida, analise os gastos fixos, como: aluguel de local ou equipamentos, contas a pagar e afins. Partindo deste princípio, a papelada burocrática será o menor dos problemas para o empreendedor. Assim, com todas as contas fixas contabilizadas, você pode dedicar seu tempo a organizar os documentos, sendo eles:

• Contrato social: contendo o tipo de atividade prestada pela empresa, e se existem sócios;

• Registro na junta comercial: o passo que facilita a obtenção do CNPJ, que é o documento mais importante para a abertura de um negócio próprio;

• Alvarás: caso a empresa exista em ambiente físico. Para a circulação de funcionários ou clientes, é de extrema importância a obtenção de alvarás – documento que comprova as boas condições do local;

• Inscrição estadual: para o comércio, a inscrição estadual é obrigatória. Este documento permite a regularização do negócio em relação ao ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços;

• Licenças: as licenças são permissões adquiridas para se comercializar determinado serviço ou produto. É importante verificar a necessidade de licenças na prefeitura de cada município.

Dicas para abrir o seu próprio negócio

Em primeiro lugar, é essencial que a empresa seja relevante para o público escolhido. Ou seja, o estudo de mercado deve ser priorizado para direcionar o negócio. Tome nota do tipo de público consumidor, o que oferece seus possíveis concorrentes, e qual será o seu diferencial frente ao mercado.

Entenda o que necessita cada tipo de público e, principalmente, saiba tudo sobre o seu produto ou serviço ofertado, como: qualidade, durabilidade, gasto e prazo de produção, trocas, garantias, entregas, e atendimento. Em suma, conheça detalhadamente todos os processos do que pretende vender.

Em segundo lugar, liste ferramentas que possam agregar valor ao seu negócio. Por exemplo, as redes sociais, que oferecem: uso gratuito, fácil acesso, altíssimo alcance de público e facilidade de atualização. Em outras palavras, o próprio empresário consegue alavancar suas vendas utilizando as ferramentas on-line.

Em terceiro lugar, não ignore os gastos, por menores que sejam. Tudo deve ser anotado e contabilizado, para que a empresa permaneça em equilíbrio com suas finanças. Por isso, é preferível investir com capital destinado somente ao negócio. Isso ajuda a evitar maiores dores de cabeça ao deparar-se com eventuais prejuízos e imprevistos.

Em conclusão, é fundamental que o empresário tenha disposição, iniciativa e criatividade para dar início ao processo. Após a regularização dos documentos solicitados, a empresa estará pronta para ser administrada. Portanto, não se deixe levar pelo medo da burocracia, pois é possível empreender e obter sucesso, sendo você seu próprio chefe.

3 coisas que você deve saber antes de abrir um negócio

Hoje em dia, está cada vez maior o número de pessoas que pensa em largar seu emprego e seguir seu sonho, abrindo uma empresa e se tornando seu próprio chefe. De fato, abrir o próprio negócio é um sonho muito tentador, principalmente porque todos queremos investir nossas energias em algo que tenha valor para nós. Mas é preciso ter algumas coisas em mente antes de se jogar nessa empreitada.

Em 2019, uma pesquisa do IBGE verificou que 6 em cada 10 empresas fecharam em até cinco anos de atividade. Com certeza, esse número seria bem menor se os novos empresários tomassem certas precauções.

Para ter verdadeiras chances de sucesso e se destacar no mercado, o empreendedor precisa ter as possíveis dificuldades em mente para poder se preparar e estabelecer planos de ação com prontidão.

Para te ajudar nessa empreitada, listamos 3 coisas que você precisa saber antes de abrir um negócio.

1. Não será fácil

Não estamos tentando te desanimar com esse tópico e nem estamos dizendo que seu empreendimento será impossível. Mas é preciso ter em mente que são necessárias certas habilidades para ser um empreendedor de sucesso.

Por isso, veja a lista abaixo e reflita se você tem essas habilidades ou mesmo se está disposto a desenvolvê-las.

  • Alta tolerância ao risco – mesmo que você adentre um mercado mais estável e seguro, em algum momento terá que fazer escolhas que trarão risco à sua empresa. Você está disposto a fazê-lo?
  • Resistência à pressão – você será o maior responsável por sua empresa e seus resultados e provavelmente também será responsável por manter seus empregados motivados.
  • Boa visão de negócio e capacidade de tomar decisões.
  • Boa capacidade de comunicação.

Lembre-se de que você não precisa estar 100% preparado em todas as áreas, mas precisa estar disposto a aprender e a se desenvolver continuamente se quiser abrir um negócio de sucesso.

Para isso, existem diversos cursos preparatórios que você pode fazer antes de começar seu empreendimento – cursos como oratória, administração, marketing etc –, e durante também.

2. É preciso conhecer bem o mercado que você pretende adentrar

Se você já escolheu o segmento em que pretende atuar, saiba que é preciso conhecer bem o mercado escolhido para aumentar suas chances de sucesso.

Assim, faça um estudo rigoroso de mercado tendo principalmente os seguintes pontos em mente:

  • Concorrentes diretos e indiretos: conheça os preços praticados e serviços oferecidos por seus concorrentes. Isso irá te ajudar a saber como se diferenciar e se destacar no mercado;
  • Ferramentas: saiba quais são as ferramentas (digitais ou não) utilizadas pela concorrência e por seu público-alvo;
  • Público-alvo: conheça o seu público-alvo – descubra suas necessidades (e pense em soluções reais e diferenciadas para elas) e preferências.

3. Os primeiros meses tendem a ser os mais difíceis financeiramente

É sabido que os primeiros meses tendem a ser mais difíceis para os novos empreendimentos. Isso porque, no começo, a lucratividade pode não ser alta, podem ocorrer gastos inesperados e são necessários investimentos iniciais (como decoração, compra de equipamentos e materiais, etc).

Assim, listamos algumas dicas preciosas para esse período mais desafiador do seu negócio:

  • Conheça de antemão os custos do seu negócio (e se prepare para eles);
  • Tenha uma reserva de emergência;
  • Separe as finanças da empresa das finanças pessoais (defina um salário para os sócios da empresa);
  • Leve em consideração a carga tributária (Dica: lembre-se de que pequenos empresários obtêm benefícios por meio do Simples Nacional).

Com essas dicas, esperamos que você tenha muito sucesso ao abrir seu negócio e esteja preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ao abrir a própria empresa.

Acesso a capital: um guia para quem procura investimento (Parte 2)

Quais os principais tipos de investimento? 

Quando você começa seu negócio e precisa de algum capital para tocar, geralmente o primeiro dinheiro que vem é o que a gente chama de friends and family – seus amigos e sua família, alguém que acredita em você. Depois de desenvolver um pouco mais a sua ideia, você vai precisar de um pouquinho mais de dinheiro e de ajuda, existem alguns caminhos possíveis:

  1. Aceleradora: organização que te dá capacitação, espaço de trabalho – coworking, mentoria, treinamento e algum dinheiro para você continuar crescendo. É importante lembrar que esse dinheiro está sempre atrelado a uma participação no seu negócio;
  1. Investidor anjo: são pessoas físicas que juntaram algum patrimônio ao longo da vida e querem investir em outros negócios e empreendedores. Eles também põem dinheiro e te ajudam a tomar decisões, por isso dificilmente um anjo entra numa área que ele não conhece ou gosta. Anjos também fazem isso por uma participação na sua empresa, sendo que os investimentos giram em torno de 30, 50, 100 mil reais; ou
  1. Crowdfunding: essa ferramenta funciona como uma vaquinha eletrônica. Ou seja, um grupo de pessoas pode colocar algum dinheiro na sua proposta, de forma coletiva, e em valores menores – cerca de mil a 5 mil.

Ok, cresci, agora preciso de R$1 milhão, R$2 milhões. Como cresço?

Essa é a hora de ir para um fundo. Esse fundo geralmente é de venture capital, em que um gestor investe o dinheiro de terceiros na sua empresa. Ele faz investimentos maiores, geralmente a partir de R$500 mil, e, em troca, vai pegar uma parcela do seu negócio e também participar dele. Nesse estágio de VC, ele não participa assumindo a gestão ou um cargo, e sim colocando metas para você desenvolver, fazendo um plano conjunto, um conselho onde ele possa participar uma vez por mês, acompanhar seus resultados,etc.

Um fundo de Private Equity é a mesma coisa em essência, mas entra em empresas em estágio um pouco mais maduro. Um fundo de PE nunca vai investir menos de R$ 40 milhões, R$ 50 milhões. Estamos falando de empresas que obviamente têm histórico, faturamento, existem provavelmente há mais de 10 ou 15 anos, dão margem, têm vários funcionários, etc.

Se nenhuma dessas opções conseguir ajudar a sua empresa, existe sempre a solução mais simples, os bancos. Em muitos casos, o banco é mal visto por empreendedores. As pessoas acham que ele é o vilão, mas às vezes ele pode  oferecer um dinheiro até mais barato que um investidor.

Qual é o melhor local para apresentar o projeto e captar recurso?

No final das contas, o que faz a indústria de serviços são as pessoas. O primeiro passo é encontrar o interlocutor adequado. Na maioria dos bancos, essa pessoa é o gerente de relacionamento de empresas. Ele é melhor ponto de contato para entender as demandas das empresas e conversar internamente para desenvolver isso.

Normalmente, quando investidores têm que conversar com empresa a área de riscos vem junto. Isso facilita muito o processo em relação a velocidade e também ajuda a fazer as perguntas certas. Num banco, é muito importante entender o que é o fluxo de caixa da empresa e, em empresas jovens, onde o fluxo ainda não está bem constituído, é preciso apresentar garantias para aportar, informações que dêem o suporte necessário para aquela linha de crédito. Já com os fundos, a garantia é a própria empresa.

Não adianta reclamar, tanto o banco quanto o investidor precisa de segurança sobre o que está investindo. O que acontece na maioria das empresas é  que muitas abrem uma conta no banco porque precisam, mas não por que querem. Daí o negócio começa a operar e, em determinado dia, a empresa descobre que precisa de dinheiro. O problema é muitas empresas só percebem isso 2 dias antes, então elas vão correndo no banco e falam: “pelo amor de Deus, me dá uma linha de crédito”.

Os empreendedores esquecem que o relacionamento com banco é fundamental.

O gerente não analisa só por números, mas sim por quem você é, o que você faz, como é seu negócio.

Se o banco não for visto como um parceiro pela empresa o negócio não funciona. E para você construir uma parceria, é uma relação de confiança, dos dois lados. Por isso é importante também o banco visitar a empresa. A vantagem do mercado de VC é que os investidores estão muito concentrados no Brasil, então é razoavelmente fácil de achar. A forma mais fácil é participar de eventos, como hackathons, pitch nights, competições e buscar associações. A Anjos do Brasil, por exemplo, congrega uma grande quantidade de investidores, você pode mandar seu projeto, consultar o site deles. O pessoal de lá faz um trabalho muito bom, assim como o  Gávea Angels, no Rio de Janeiro. Diferente do que muitos pensam, eles não são um ser inacessível.

Que material apresento para o investidor e para o banco?

Dependendo do estágio em que sua empresa está e quanto dinheiro você está buscando, coisas diferentes serão avaliadas. Mais de 50% da análise, quando o negócio está começando, é baseada no empreendedor, porque, na verdade, nessa fase as empresas têm uma ideia, não resultado e faturamento.

Você vai precisar estar apto a descrever, de maneira sucinta e que chame atenção, o que seu negócio está se propondo a fazer. Por exemplo: Estou atacando tal mercado, montando uma solução X para um problema Y, meu diferencial é Z, meus potenciais clientes são esses e estou pensando em cobrar tanto, e, para isso, preciso dessa quantia. Uma coisa muito ruim que empreendedores fazem é não pedir nada. Muitos chegam, informam um monte de dados e falam “tchau, obrigado”. Nessa hora, você deixa os investidores pensando: “ué, o que essa empresa quer de mim?”. Você tem que ser muito claro em relação  ao que você quer daquela pessoa, senão ela sente que você está fazendo mau uso do tempo dela. E, convenhamos, ninguém gosta dessa sensação.

No caso dos bancos, é um pouco diferente. Se esse é o seu caso, saiba que sua empresa precisa estar consolidada, com balanços consolidados ou pelo menos um fluxo de caixa bem organizado. Isso tudo ajuda o banco a entender o que entra e o que sai, como é feita a gestão e a tesouraria do seu negócio.

Além disso, é importante o banco conhecer o seu modelo de negócio e saber como a empresa pensa em operar no futuro. Assim os banqueiros podem tomar uma decisão mais fundamentada e saber por onde podem assessorar a empresa, inclusive indicando a melhor linha de crédito.

Os bancos olham muito para o passado da empresa e quando olham para o futuro, querem saber se a sua empresa vai poder pagar o crédito de volta. Quanto menos histórico de empresa, mais complexo é ir para um banco. Para os investidores, é o contrário. Eles só querem saber o que você vai construir no futuro.

Como funciona o tipo de formalização – ME, LTDA, S.A – com investidor?

Para empresas que estão começando, não faz nenhuma diferença. A hora que você vai pegar dinheiro de um fundo de investimento, como uma empresa mais madura, aí temos um problema. A regra da CVM exige que seja uma S.A.. Parece um pouco burocrático, mas tem vantagem para os dois lados. 

A S.A. permite que você tenha uma segurança jurídica do capital e permite uma governança muito maior, com um Conselho Administrativo, acordos de proteção ao acionista, etc. É uma vantagem até para a empresa se profissionalizar. O problema é que muitos não querem ser ou migrar para S.A. porque isso custa mais caro, já que se você tem um patrimônio líquido maior que R$1 milhão você precisa publicar seu balanço anualmente, o que custa entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. As S.A.s também não se enquadram no Simples Nacional, então você precisa adotar o regime de Lucro Real ou Lucro Presumido, em que você paga mais imposto. Se o fundo te obriga a ser S.A., ele realmente encarece sua operação. Mas se você não tem um patrimônio líquido maior que R$1 milhão e também já passou do teto do Simples Nacional, ser LTDA ou S.A. não muda nada.

Para banco, a formalização não muda, com exceção de ME, porque apresenta um pouco mais de risco. Quando é uma LTDA de certo tamanho e precisa estruturar um financiamento mais complexo ou mais longo prazo e quer emitir uma debênture, tem que virar S.A., pela mesma regra da CVM.

Como calcular o risco do dinheiro que você está recebendo?

O empreendedor tem 2 riscos:

  1. O próximo Facebook

Se investirem R$ 1 milhão no seu negócio, por 50% dele, e ele vira o próximo Facebook, o investidor tem 50% do Facebook e só pagou R$1 milhão por ele. O risco aqui é você dar um pedaço muito grande de um negócio que pode ser muito bem sucedido e esse dinheiro te custar absurdamente caro;

  1. A influência que o investidor tem sobre o seu negócio

Ele pode ser mais passivo e falar “me liga uma vez por mês e me diz como está” ou pode ficar muito no seu pé. Ele pode sentar no seu Conselho, querer mudar seu negócio, as pessoas, travar o que você quer fazer.

É muito importante, da mesma maneira que um investidor escolhe empreendedor, o empreendedor escolher um investidor.

Tem que ser uma pessoa com quem você tem empatia, alguém ético que vai agregar no seu negócio. O que acha de pedir contato de de 3 ou 4 negócios em que o investidor injetou capital?

Como saber se o equity pedido pelo investidor é justo?

Quanto mais maduro e mais tração você tem, mais fácil é de você apurar o valor e fazer essa defesa com o investidor.

Não tem resposta certa para isso. Não é ciência, é arte. Se estamos falando de PE, com empresas mais maduras, aí sim tem ciência, dá para fazer a matemática. Numa startup, sem histórico, é muito difícil estimar valor. Geralmente ele é dado pelo mercado, com base em transações similares com empresas parecidas.

Por exemplo: Você tem um startup de aplicativo de e-commerce. Você pega 3 ou 4 empresas investidas e faz uma média: digamos que um histórico mostra que investiram de R$ 300 a R$ 500 mil, por 10% a 30% da empresa. Se vem alguém te oferece R$ 50 mil por 50%, está errado. O mercado acaba se auto regulando e fazendo uma média do setor.

Quanto mais novo, mais difícil ter argumentos além de “sou um cara bom e minha ideia é legal”.

Como o mercado precifica isso? Ao longo da sua jornada empreendedora, você vai passando por várias rodadas de investimento. Cada vez que você levantar esse dinheiro, você vai dar um percentual, você vai sendo diluído.

É preciso ter cuidado para, no final da jornada, você não ficar com 2% do seu negócio. Até porque se você tiver só 2% e seu negócio começar a dar problema, você vai para casa ou pedir emprego no banco, do que ficar se matando para levantar um negócio do qual você só tem 2%.

Existe investimento certo para cada tipo de empresa?

Uma coisa é você financiar um bem de capital de uma indústria, outra é financiar o estoque da empresa que vai fazer um giro no dia a dia. Se é importação ou exportação, você faz investimentos mais sofisticados. No final das contas, é totalmente diferente. Você consegue separar isso por indústria, em parte, e pela necessidade da empresa. Por isso entender o modelo de negócio.

É importante entender o tipo de negócio que o investidor de risco está disposto a financiar. A maioria deles não é financiável por investidor de risco.  O foco desses investidores são negócios novos, geralmente ligados a inovação ou com algum diferencial, que conseguem escalar muito rápido e lá na frente serem vendidos para alguém.

Se você está montando o negócio da sua vida dele, investidores de risco não são a sua melhor saída.

Para negócios mais tradicionais, o banco é muito mais bem recomendado.

Fonte: https://endeavor.org.br/

Acesso a capital: um guia para quem procura investimento (Parte 1)

Você sempre se perguntou onde ficava escondido aquele dinheiro para o investimento que a sua empresa sempre precisou?

Chegou a hora de esclarecer suas dúvidas! Acesso a capital, uma junção de palavras que gera tanto dores de cabeça como pulos de alegria para qualquer tipo de empreendedor. Por mais que nos últimos anos as informações sobre captação de recursos e investimento tenham sido divulgadas de forma mais ampla, muitas empresas ainda encontram-se no escuro quando falam sobre o assunto.  Também, não é para menos, diferente do que muitos pensam, existem diversas formas de levantar capital.

E com tantas oportunidades, fica difícil para o empreendedor saber qual é o melhor tipo de investimento para o seu negócio além da dúvida que sempre está presente: onde posso encontrar pessoas ou instituições dispostas a darem o aporte financeiro que minha empresa precisa?

Pensando nisso, reunimos as perguntas mais frequentes feitas por empreendedores e criamos um guia de investimento. Aqui você vai encontrar a resposta para muitas das suas perguntas. Preparado para começar?

Recurso financeiro é a única opção?

Quando pensamos em alternativas  para o crescimento de uma empresa, temos 3 alternativas:

  1. Bootstrapping: segurar o custo, gerar receita e pagar suas contas;
  2. Dinheiro do cliente: esse seria o modelo ideal, já que você não precisa dar parte da sua empresa e nem mesmo pagar juros. No entanto, às vezes só isso não é suficiente e você não consegue atingir tão rápido o seu objetivo. Nesse caso, os recursos de externos podem te ajudar a dar um boost;
  3. Recurso financeiro: nessa categoria entram os fundos de investimento, investidores anjo, aceleradoras, bancos, etc.

Se o foco for no banco, é importante lembrar que para as pequenas empresas, principalmente as recém constituídas e com uma boa ideia, um dos pontos principais é a capacidade de contar uma boa história. Seu negócio precisa contar o que quer fazer para que o banco e o sistema financeiro possam entender o que está por trás daquela ideia, como elas estão organizadas, quais seus objetivos e, principalmente, o planos de negócios. Pode parecer muita coisa, mas quanto mais informações mais fácil será de conseguir um financiamento ou investimento.

Para uma empresa que não seja constituída juridicamente é mais difícil ter acesso ao crédito, mas isso é normal em qualquer país. Mas, calma, os bancos também estão abertos a escutar e entender como podem  ajudar a desenvolver essas empresas.

Motivações na decisão de captar recursos de investidores

Quando se vai levantar dinheiro de um fundo de investimento – e a regra para o banco não é muito diferente – é muito importante ter consciência da necessidade desse dinheiro. Não se engane, todo dinheiro custa caro. O banco vai cobrar juros e o investidor vai pegar parte da sua empresa como remuneração.

Pegar dinheiro de alguém de fora é para aqueles momentos em que você realmente precisa dele para crescer. Ou seja, se você pega 100 mil com um investidor e usa isso para crescer seu negócio, você deve ser capaz de gerar lucros no futuro maiores do que 100 mil. Só dessa forma valerá a pena o empréstimo de dinheiro.

É muito importante também ter noção da quantidade de dinheiro que você pensa em captar. Pegar demais é ruim, pegar de menos também. Pegar pouco é ruim porque o esforço de convencer alguém é muito grande e se você pega uma quantidade menor e daqui a 6 meses já tiver usado tudo, você vai precisar começar a convencer seu investidor de novo. E, convenhamos, essa não é uma tarefa tão fácil assim. Agora, se você pega demais, existe uma grande chance de você fazer besteira.

Geralmente, empreendedor com muito dinheiro em caixa acaba sendo seduzido para gastar onde não é necessário. A melhor coisa é sempre ter essa quantia exata ao longo do tempo.

Fonte: https://endeavor.org.br/

 

Semana que vem abordaremos temas como: 

Quais os principais tipos de investimento?

Qual é o melhor local para apresentar o projeto e captar recurso?

 

Se você leu este artigo, provavelmente sua empresa precisa de uma Assessoria Financeira, entre em contato com a nossa contabilidade, podemos auxiliar e tirar suas dúvidas. 

Entenda qual é a importância dos principais setores de uma empresa e suas funções

Ter clareza sobre a estrutura formal da organização pode se tornar um desafio para um empreendedor, mesmo para aqueles que acumulam anos de experiência. Compreender como as diferentes partes da empresa se interconectam e mantêm relações de dependência é tarefa primordial para construir bases empresariais sólidas.

Os principais setores de uma empresa são definidos de acordo com algumas características. O tamanho da organização e o seu organograma, por exemplo, são apenas alguns deles.

Além disso, quanto mais complexos se tornam os processos gerenciais, mais evidente se torna a necessidade de contratar profissionais com conhecimentos consistentes e visão estratégica.

Dessa maneira, por mais autônomo e experiente que seja um empreendedor, ele só pode ser multitarefa até certo ponto.

Confira a seguir, alguns dos principais setores de uma empresa e as funções desempenhadas em cada um deles. Acompanhe!

Setor Administrativo

O setor administrativo pode ser considerado o departamento chefe, pois possui uma relação estreita com todas as outras áreas da empresa e é o principal responsável pelo planejamento estratégico da organização.

Em empresas pequenas, é bastante comum que o setor administrativo seja responsável pelas atribuições de outros departamentos, como o de Recursos Humanos e o Financeiro. Afinal, o orçamento é limitado, o número de funcionários pequeno e os processos gerenciais ainda não são muito complexos.

Setor Financeiro

O setor financeiro, por outro lado, apresenta funções mais específicas e delimitadas, embora algumas empresas mantenham este departamento como um subsetor do administrativo.

Tudo que é relacionado às contas, Notas Fiscais, movimentações bancárias e emissões de cobranças, tanto internas quanto externas, são de responsabilidade deste Financeiro.

Além disso, o departamento de finanças também desempenha importante papel junto à alta gerência ao apresentar dados, relatórios e informações sobre a administração de fundos e retorno sobre os investimentos realizados que apoiam a tomada de decisões.

Setor de RH

O departamento de Recursos Humanos é responsável por administrar a folha de pagamentos dos funcionários, recrutar e contratar talentos que apresentam o perfil mais adequado para a organização, além de propor os treinamentos e planos de desenvolvimento necessários para reter a mão de obra.

Para isso, conta com conjunto de conhecimentos e métodos que têm por objetivo servir aos interesses da organização e, em algumas situações, exercer um papel mediador entre os colaboradores, as metas da empresa e os gestores.

Setor Comercial

Fazer com que os produtos e serviços cheguem até o consumidor final é um processo que passa por todos os principais setores de uma empresa. Entretanto, o setor Comercial é aquele que estabelece uma relação mais próxima e direta com os clientes.

É tarefa deste departamento:

• Desenvolver ações de merchandising;

• Implementar estratégias de vendas;

• Atingir metas de faturamento;

• Estruturar o telemarketing;

• Prospectar clientes;

• Pensar em novas maneiras de motivar a equipe.

O setor Comercial também trabalha em conjunto com o departamento de Marketing, para analisar o mercado e a concorrência, elaborar novos produtos e buscar diferenciais.

Por fim, os departamentos de Logística, Compras e Produção também fazem parte dos principais setores de uma empresa. A interação entre as áreas é o que determina se a engrenagem organizacional está preparada para sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e imprevisível.

O que é empreender..

Muita se fala em empreender, hoje este assunto estar por todo lado. Empreender é …

Empreender é ir em busca dos seus objetivos, dos seus sonhos. É estar intensamente comprometido com a sua causa individual, causa esta que vai gerar valor para o coletivo, empreender é ser resiliente para levar um “NÃO” e mesmo assim não baixar a guarda.

Empreender é entender que nem sempre você vai ganhar, nem sempre aquele plano vai dar certo, nem sempre você vai conseguir pagar a conta do mês, empreender é viver sem saber o quanto vai faturar no próximo mês, todavia o empreendedor não liga para estes fatores, pois ele sabe onde quer chegar, sabe que hoje ele pode andar a pé, e amanhã poderá estar em seu Jepp Compass, ele sabe que hoje não pode ter nem o que vestir nem o que comer, mas amanhã poderá escolher qualquer um de seus ternos italianos para visitar o melhor restaurante da Itália.

Empreender é viver para deixar um legado, é viver para construir história, é viver para contribuir como crescimento da raça humana. Uma única pergunta paira na cabeça do empreendedor: “como eu posso mudar o mundo? ” Exatamente porque este é o desejo do empreendedor, mudar o mundo.

Empreender é se atentar para o planejamento, para as metas, para o trabalho duro. Empreender é viver na prática aquela filosofia “sem dor, sem ganho”

Fonte: https://administradores.com.br/

Você está pensando em Abrir uma Empresa, deseja empreender e não sabe por onde começar?

Entre em contato com a nossa contabilidade e podemos bater um papo sobre o assunto, o que acha? 

Cinco passos para quem quer adotar inovação em sua empresa

Etapas ajudam os empreendedores a conceber, gerar e implementar um plano de inovação

A inovação, de uma maneira geral, é associada a grandes empresas, que possuem estrutura, processos sistematizados e recursos para investir em tecnologia para geração de novos produtos e serviços.

Assim, a maioria dos empresários donos de pequenos negócios acredita que na realidade em que atuam, inovar é muito difícil porque as equipes são pequenas e os recursos estão totalmente direcionados para o negócio atual, além do alto valor de investimento.

As cinco etapas apresentadas pelo Sebrae ajudam os empreendedores a conceber, gerar e implementar um plano de inovação. Mas, para que isso aconteça, um requisito é que a empresa esteja motivada para inovar, ou seja, de nada adianta ter um método se o empreendedor não o colocar como prioridade.

Fase 1: Estou preparado para inovar?

O objetivo dessa fase é fazer com que a equipe (o envolvimento do time é essencial) da empresa reflita sobre suas práticas de inovação e os resultados alcançados até o momento. Além disso, a empresa precisa refletir sobre problemas de seus clientes ou potenciais clientes que podem ser oportunidades para inovar. Ao final dessa fase, a empresa terá consciência do seu estágio e a infraestrutura disponível para inovar.

Fase 2: Em que inovar?

Durante essa fase, a empresa avalia e valida qual é a oportunidade de inovação que pode trazer maiores resultados, com base nos problemas que foram elencados com a equipe na Fase 1 e definirá aquele que tem maior mercado e que entregará maior valor ao cliente.

É importante conhecer bem o seu cliente (ou potencial cliente) para entender ou identificar qual o problema/necessidade que ele enfrenta ou precisa resolver. Quanto melhor for a solução encontrada, maiores serão os ganhos. É importante lembrar que existem vários problemas a serem resolvidos, mas poucos são economicamente interessantes.

É neste momento também que a empresa precisa ir para rua (mercado) e conversar com clientes para validar o problema. Essa fase é esquecida por muitos empreendedores, o que reduz drasticamente a chance de sucesso do lançamento do novo produto, processo ou modelo de negócio, o que causa frustração e desperdício de recursos. Ao final dessa fase, a empresa terá um problema validado.

Fase 3: Qual é a solução?

Uma vez identificado o foco da inovação (problema validado), o próximo passo é estruturar uma solução inovadora que atenda ao que o cliente está tentando fazer e não consegue, cuja oportunidade foi identificada na fase anterior.

É importante desenvolver ideias de como resolvê-lo de forma inovadora: qual a melhor oferta a ser feita ao mercado? Quais as melhores tecnologias? Quais tipos de inovação posso explorar para resolver o problema? Quem já está fazendo algo semelhante? Na fase ideação, temos sempre dois momentos: um de ideias livres (divergente) e, depois, uma seleção das melhores ideias (convergente).

Fase 4: Qual é o modelo de negócios?

O objetivo desta fase é que a empresa desenvolva um modelo de negócio viável, replicável e sustentável para a solução proposta na fase anterior. A empresa deve ser capaz de capturar valor a partir da inovação e estimar custos e receitas.

Neste momento, já será possível definir a proposta de valor, segmentos de clientes e como será o relacionamento com eles, canais que serão utilizados na divulgação e comercialização da solução, parceiros e atividades importantes no desenvolvimento, estimativa de receita e custos do projeto.

Para finalizar, a empresa deve criar um plano de ação para a implementação, que deverá conter: prazo para execução, atividades, recursos necessários, identificação de responsáveis e principalmente os resultados a serem alcançados.

Fase 5: Estou atento às oportunidade?

O empreendedor precisa compreender que o processo de inovação é contínuo, por isso é preciso estar atento às oportunidades. Importante lembrar que os empresários podem contar com o Sebrae para alcançar esse objetivo de modo mais rápido e eficiente.

Fonte: https://revistapegn.globo.com/

De empreendedor para investidor: como construir uma relação ganha-ganha

Um dos grandes desafios de quem empreende é entender melhor como funcionam as relações com possíveis investidores. E isso, desde o começo: quando buscar investimento? O que um investidor procura numa potencial empresa a ser investida? O que procurar em um investidor para dar certo? Como abordá-lo? Como deve ser a relação diária nas operações?

Estas são apenas algumas das perguntas que costumam tirar o sono de quem está em busca de um aporte. Mas, recentemente, Fabiana Salles, empreendedora da Gesto, e Patrick Arippol, do fundo DGF, deram algumas respostas valiosas durante uma mentoria coletiva sobre investimento realizada pela Endeavor e pelo Santander para os empreendedores do programa Radar Santander.

Neste artigo, selecionamos alguns dos principais pontos debatidos, para que você entenda melhor como teve início uma bem-sucedida parceria entre investidor e empresa investida.

“Será que você me ajuda?”

Fabiana Salles começou explicando o contexto de seu negócio — a Gesto Saúde e Tecnologia (GST). A empreendedora comentou sobre como sempre quis ser pioneira no desenvolvimento de soluções para auxiliar grandes companhias e operadoras a gerir de maneira eficiente a saúde de funcionários e toda a cadeia envolvida.

Ela contou que, quando pilotou a empresa para o modelo SaaS (software como serviço), começou a receber propostas de aquisição do mercado. Mas não se precipitou: queria respondê-las de forma adequada, então procurou um conselheiro. Já naquele momento ela sabia que não queria vender, mas um investimento poderia contribuir muito para a empresa crescer. “Será que você me ajuda?”, perguntou ela para o “advisor”.

Na mesma época, começou a frequentar eventos — foi quando conheceu o Patrick e a DGF. Descobriu a boa reputação do fundo, mas resolveu aprofundar a pesquisa: conversou com as empresas investidas por eles. Só então escolheu trabalhar com o fundo. E a relação tem sido frutífera: “A DGF agrega bastante valor e agora estamos na fase de buscar uma nova série de investimentos”, contou Fabiana. “O Patrick está ajudando, está fazendo as pontes”.

Equipe fora de série

Já Patrick começou apresentando seu ponto de vista sobre a parceria. Lembrou que o DGF é um fundo de investimento com dois braços: Venture Capital e Growth, e que investe em poucas empresas.

Depois, revelou o que chamou a atenção na Gesto: “Uma experiência profunda sobre os desafios do segmento de saúde e uma equipe fora de série”. De acordo com ele, o processo de se construir uma relação entre investidor e investido está muito calcado nessa troca de experiências.

Hoje, Patrick e o DGF estão muito satisfeitos com o investimento, principalmente por esse caráter de troca. “A gente aprende muito, também. É uma via de duas mãos. A gente quer ajudar nas questões estratégicas, mas nas questões do dia a dia a gente não põe o dedo”.

“Saber que não sabe”

De acordo com Patrick, o principal componente de sucesso dos investidos é uma característica dos sócios fundadores: a honestidade intelectual. “É saber que não sabe”, conta ele.

Por um lado, o empreendedor que tem a tenacidade de rapidamente avaliar uma situação de mercado para entender, antes, se precisa mudar completamente ou mudar um pouco. Por outro lado, “tem gente cujo drive é excessivo, gente que não ouve o mercado”, confidencia o investidor. E, por conta disso, a empresa vira um gargalo, porque o empreendedor está fazendo muito mais do que deveria.

A avaliação do time por parte do investidor

Para Patrick Arippol, a boa e velha analogia com o matrimônio ainda é muito eficaz. “Você está se juntando pra tentar fazer mais do que as pessoas individualmente — e é muito dia de chuva e dia de sol, de felicidade e de tristeza”, revela.

Da parte do fundo, ele compartilha alguns procedimentos: “A gente checa referências, mas não só: a gente se aprofunda e conhece especialmente no contato direto”. Mas nada de acelerar o processo.

O que fazer nos momentos de “chuva”?

Já Fabiana Salles conta sobre os momentos mais delicados da “relação”. Talvez o principal tenha sido a pivotagem para o mercado de corretagem: não foi fácil esperar pelo momento certo.

“Quando a gente fez a primeira captação, eu achava que o mercado de corretagem era muito forte”, conta ela. “Eu era muito questionada sobre os motivos pelos quais não virava uma corretora de seguros”. Alguns dos fundos até vinham e perguntavam a vontade da Fabiana de entrar nesse mercado, mas a resposta era enfática: “nenhuma”.

Patrick, por sua vez, entendeu que não era o momento. Da parte do DGF, não houve pressão, o que foi muito importante para a Gesto. “Fizemos pivot no final do ano passado, trazendo a corretagem. Ampliou muito o mercado, foi no momento certo”. Tem a ver com o “saber que não sabe”, com ouvir o mercado. “Foi um momento delicado, de tensão, mas a relação com o fundo permitiu que passássemos por ele sem grandes problemas, e com ganhos”.

O investidor também precisa saber ouvir

Sobre qual critério de escolha usou na procura pelos fundos, Fabi Salles ecoa Patrick: saber ouvir.

“Para o investidor, também cabe isso: será que ele sabe te ouvir? Ele não está com você no dia dia, ele não está no seu lugar. Então, essa capacidade de ouvir o empreendedor e entender as dores de cada momento é algo fundamental. De minha parte, puxei um pouco da história das empresas investidas para entender como o potencial investidor agiu nos momentos mais difíceis. Tem alguns casos que são desastrosos, mas felizmente eu ouvi mais histórias positivas”.

E qual é o momento certo de vender a empresa?

De acordo com Patrick Arippol, esta é a “pergunta de um milhão de dólares”. Para ele, a questão esbarra na ansiedade de empreendedores, e mesmo de investidores: “Quando fiz a captação da minha startup, eu me frustrei muito, porque os fundos nem tinham entrado e já falavam sobre saída. Achava que tinham um foco excessivo em saída”.

O investidor afirma que são necessárias disposição e paciência para aguardar o momento certo. “Ter a disposição para encarar e estar junto por pelo menos quatro anos para fazer acontecer. É música pros nossos ouvidos quando os empreendedores falam ‘vamos tocar a vida’, mas tem que ter uma reflexão. Os caminhos de saída são principalmente estratégicos, nunca afobados”.

Fonte: https://endeavor.org.br/

A reorganização societária e seu crescimento no mercado empresarial

A reorganização societária consiste na modificação, total ou parcial, da estrutura de uma empresa. Esta prática tem sido adotada por empresários, em momentos de necessidade de renovação ou expansão, com a finalidade de atração de novos clientes e conquista de novos mercados. Essa operação pode transformar o tipo de sociedade de uma empresa, como também a organização e participação dos sócios, remodelando a sua forma e limites de atuação.
Dentre as normas de Direito Empresarial, a reorganização societária está prevista no Código Civil, possibilitando que empresários optem por uma das modificações existentes. A mudança de um tipo societário para outro acarretará na reestruturação interna da empresa, com a escolha de um novo regime tributário, reorganização do quadro de sócios e alteração de capital.
Portanto, a reorganização societária irá atender aos interesses econômicos de sócios ou acionistas, de acordo com as mudanças previstas, que podem ser tanto na seara tributária (enquadramento em um novo regime de tributação), quanto a modificação do porte da companhia. Dessa forma, o instituto da reorganização societária originou-se com o mister de possibilitar a expansão da atuação de empresários e investidores no mercado, redução da carga tributária, reenquadramento em um regime fiscal, proteção patrimonial, entre outras hipóteses.
Logo, para aderir à reorganização societária, é fundamental o planejamento prévio, contendo todos os prós e contras desta prática, para definir se, no caso de uma empresa em específico, essa medida será de fato vantajosa.
O mercado da reorganização societária tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e os serviços profissionais de assistência e acompanhamento, durante esse processo, tornaram-se constantemente requisitados, especialmente por empresários com pouca experiência na área corporativa.
Neste artigo, serão descritos os tipos de reorganização societária, previstos na legislação empresarial, e como administradores, advogados, contadores e economistas poderão auxiliar neste processo.
Os tipos de reorganização societária
De acordo com os objetivos principais dos empresários, sócios e investidores, haverá um tipo ideal de reorganização societária, que permitirá essa reestruturação.

Fusão
A fusão consiste na junção de duas ou mais sociedades, que irão se unir e formar uma nova empresa, independentemente das anteriores. Logo, nesta modalidade de reorganização societária, as sociedades fundidas são extintas, e a nova empresa adquire todos os direitos e obrigações advindos desta fusão.
Nota-se, portanto, que na fusão não ocorre a dissolução e liquidação das sociedades fundidas, mas a transferência de patrimônio para a nova empresa, que assumirá todos os créditos e débitos. Para que o processo de fusão seja posto em prática, é imprescindível a prévia aprovação do projeto, por uma assembleia geral.
Após aprovada, será redigido o novo estatuto da empresa e seu contrato social, sendo possível, inclusive, que companhias de diferentes tipos societários se fundam. Dessa forma, o objetivo da fusão é, além da modificação de sua natureza jurídica, a junção de recursos tecnológicos, redução de gastos, expansão das atividades e mercados, e o crescimento econômico.
Cisão
Na cisão, ocorrerá a transferência de patrimônio, em seu todo ou partes, para uma ou mais empresas distintas. Portanto, esse tipo de reorganização societária é subdividido em: cisão total e cisão parcial. A cisão total consiste no processo de transferência da totalidade do patrimônio da empresa cindida, extinguindo-a.
Por sua vez, na cisão parcial ocorre a transferência de apenas parte do patrimônio. Sendo assim, a empresa, que cedeu parte de seu patrimônio, continua a operar normalmente. Nessa modalidade de reorganização societária, a sociedade que receber, no todo ou em parte, o patrimônio da empresa cindida, assumirá todos os direitos e obrigações correspondentes.
A cisão será indicada nos casos de divergência entre sócios ou acionistas, como também nas hipóteses de crescimento indesejado de alguns setores empresariais.

Incorporação
Neste processo, a empresa incorporada é totalmente absorvida por outra, a chamada sociedade incorporadora. Portanto, na incorporação, há a extinção da pessoa jurídica que foi incorporada, e soma-se o patrimônio das duas empresas, que passa a pertencer à sociedade incorporadora.
É possível, inclusive, que mais de uma empresa seja incorporada, sendo necessária a aprovação dos sócios, da companhia que pretende incorporá-las. Na incorporação, há o aumento de capital da sociedade incorporadora, que é correspondente ao valor das ações das empresas incorporadas.
Esse tipo de reorganização societária é indicado para empresários que pretendem expandir suas atividades, tornando-se mais competitivos no mercado, através da potencialização da produtividade.

Transformação
Na transformação, ocorrerá a modificação do tipo societário. A título de exemplo, tem-se a mudança de sociedade limitada para sociedade anônima e vice-versa. Esta espécie de reorganização societária se limita apenas à modificação da constituição do quadro de sócios, e suas respectivas participações na empresa, não importando na dissolução e liquidação da pessoa jurídica transformada.
Importante ressaltar a necessidade de realização do registro destas modificações do tipo societário na Junta Comercial, conforme os requisitos previstos para cada constituição societária. De acordo com o artigo 1.114, do Código Civil, a transformação deverá ser aprovada por todos os sócios, salvo se prevista no ato constitutivo.
O processo de reorganização societária
Dada as vantagens que o processo de reorganização societária proporciona, conforme os objetivos de mercado de empresários e investidores, a nossa contabilidade oferece soluções estratégicas, através da assistência fornecida por seus franqueados.
Contamos com profissionais especializados em reorganização societária, que utilizam-se de ferramentas próprias para proceder com a reestruturação empresarial interna, reduzindo os riscos envolvidos na atividade econômica.
Dessa forma, o cliente é assistido durante todo o processo, por meio de uma equipe qualificada, com ampla experiência em negociações financeiras. Estes serviços garantem, portanto, maior segurança nas operações realizadas, permitindo que o cliente faça a contratação somente após conhecer as soluções apresentadas.
Dentre elas, estão a realização de valuation; captação de recursos; reorganização societária; governança e compliance; proteção de marca; blindagem patrimonial; redução de passivo trabalhista; cobrança de ativos; oportunidades de investimentos; renegociação de dívidas; entre outros serviços.

https://administradores.com.br/

Reforma Tributária PL 2.015/2019 Prever Tributação do lucro distribuído

Por: Rinaldo Araújo Carneiro*

            Criado em 1926 – e exatos 25 anos após sua extinção, em 1995 –, o imposto está de volta à pauta legislativa, agora pegando carona no tema Reforma Tributária ou, mais especificamente, a possibilidade real desse aumento da carga tributária veio de “brinde” em um projeto de lei (PL), o 2.015/2019.

            A ideia de tributar novamente o lucro distribuído é antiga, reiteradamente trazida à baila dos sucessivos governos por legisladores e gestores da fazenda federal. Estes últimos, reconheçamos, historicamente excelentes na sua missão de arrecadar e prover os cofres públicos e que, no caso presente, também se manifestaram a favor do tema. O que não muda com o passar dos mandatos é a falta de novos argumentos que justifiquem tal expressivo aumento da carga tributária.

            Quando extinto o IR sobre lucro distribuído, nos idos de 1995, a carga tributária girava em torno de 26%. Hoje, afirma-se que está entre 37% e 39%. Ou seja, o contexto tributário por si só já reprova a medida.

            Todavia, observando-se de forma sintética a balança dos argumentos, apuramos alguns fatores que pesam a favor e outros contra para, depois, observarmos quem está apoiando, criticando ou até repudiando tal hipótese.

            Na confusão das justificativas a favor e contra, os maiores descalabros sem dúvida estão naquelas “a favor”, senão vejamos:

O autor e sua justificativa

            Contra-atacar planejamentos tributários nocivos à arrecadação é o mais redundante fundamento apresentado pelo autor do projeto. A pejotização de algumas atividades, especialmente as profissões regulamentadas, seria o alvo dos 15% adicionais de imposto ora sugeridos no Projeto 2015/19.

            É de doer tal argumentação, a uma, porque os temas pejotização, terceirização e outros assemelhados em nada se confundem com a criação de imposto, vale dizer, nem se resolve nem se deixa de resolver o assunto, que é de natureza evidentemente jurídica, assunto de tribunal.

            E, ainda, a duas, porque a evolução do Simples Nacional permitiu a adesão de inúmeras profissões regulamentadas ao regime simplificado. Ou seja, não seriam atingidas pelo teor do PL, já que propõe (salvo alterações que sejam enxertadas de última hora) tributar os lucros distribuídos aos sócios de empresas optantes pelos regimes de lucro real, presumido e arbitrado, portanto não atingindo optantes do Simples.

            Afunda o dedo na ferida quando se vêem apoiadores da ideia (poucos, é bom que se diga) mirando supostamente no lucro dos grandes bancos e corporações, assunto este também de natureza diversa e que poderia ser objeto de proposta apartada e independente. E que também, por óbvio, seria de discutível e duvidosa aceitação geral, já que, quando se fala em tributar lucro distribuído, não se fala do lucro da empresa, e, sim, daquela parte repassada aos sócios. A confusão que se vê nas declarações de alguns envolvidos no debate é primária, juvenil.

            Para também afundar juridicamente a tese de tributar lucro distribuído, a pretensão vem, inacreditavelmente, com ideia de retroagir aos lucros de 2016, ignorando preceitos constitucionais, que estabelecem limites ao poder de tributar.

            Ignora-se o princípio da irretroatividade tributária, segundo o qual se estabelece que não haverá cobrança de tributo sobre fatos que aconteceram antes da entrada em vigor da lei que o instituiu.

            Pisoteado também o princípio da anterioridade tributária, segundo o qual a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios estão proibidos de cobrar qualquer tributo no mesmo exercício financeiro, ou antes de noventa dias da data de publicação da lei que os institui ou aumenta. Vide artigo 150, III, letras “a” e ”b” da nossa Constituição Federal, aqui negligenciada.

            Deixamos de comentar os princípios da “não surpresa tributária”, da anualidade, da segurança jurídica, além de outros institutos, posto que o projeto de lei, nesse particular, é absolutamente inconstitucional, registrando-se que há muito o Supremo Tribunal Federal, por meio da Adin 939, já declarou que o princípio da anterioridade tributária é cláusula pétrea.

A audiência pública, os posicionamentos

            O formato de audiência pública por si só já é insuficiente e prejudicado, já que não foi antecedido por amplo debate com os verdadeiros afetados pela medida: os empreendedores.

            Juntaram-se, porém, mais alguns debatedores, os quais, vistos um a um, pouco ou nada representam aqueles que serão, de fato, afetados pela medida. O principal deles, o empresário que atua nos mais variados setores, especialmente de serviços, estava praticamente ausente do debate, salvo a palavra aberta a duas confederações, o que convenhamos, é muito pouco. É como celebrar um casamento sem avisar os noivos.

            A posição da CNC, da CNI, da Febraban era presumível e sem novidades. Não apuramos a posição da Auditoria Cidadã da Dívida, de quem desconhecemos missão e propósitos institucionais. Dois debatedores em especial chamaram a atenção: o CFC e a Unafisco. Esta última surpreendeu positivamente quando registrou preocupação com o impacto negativo nos investimentos, consequência lógica, direta e evidente de tal medida proposta, que só os legisladores parecem não enxergar. É como se não dependêssemos nesse atual momento econômico de atrair novos negócios para o país, como se não precisássemos (muito!) gerar milhões de empregos, como se não quiséssemos aproveitar o bom momento econômico.

            A medida proposta tem, de fato, grande chance de atrapalhar a navegação econômica, em vez de não se tocar no leme do barco, como há poucos meses defendeu o “capitão” eleito.

            Já a posição “oficial” do Conselho Federal de Contabilidade foi particularmente confusa e de certa forma até desanimadora para o contabilista que esteja a par do quadro econômico do país e antenado no dia a dia dos clientes-empresários, inclusive os profissionais liberais que, direta e objetivamente, se aprovado for tal PL, passarão a pagar mais 15% de Imposto de Renda no momento da distribuição do lucro.

            De início, admitiu o CFC, a norma faz sentido (!), postulando apenas que fosse aplicada não retroagindo aos lucros de 2016, mas, apenas daqui para frente… Limitou-se ainda o CFC a pedir “compensações” pelo aumento da carga tributária ali sugerido e, pior, algumas “contrapartidas” viriam de universos totalmente distintos do tema em debate: redução dos encargos incidentes sobre a folha de pagamento, harmonização dos conceito de paraíso fiscal e de regime privilegiado (!), aumento do percentual de compensação de prejuízos fiscais de 30% para 80% (!!), a manutenção do instituto do juro sobre capital próprio, (…) “permitir, em parte, a remuneração do capital próprio investido, e partindo-se para outros modelos internacionais de compensação, como, por exemplo, o Allowance for Corporate Equity, adotado por Bélgica, Itália, Portugal, Turquia e outros países”.

            Enfim, em suma, é isso que o CFC propôs, em troca da aprovação do aumento de 15% no Imposto de Renda sobre lucro distribuído de todos os empresários brasileiros afetados pelo Projeto de Lei. Para surpresa ainda maior, o Conselho Federal ali também defendeu a necessidade de “combater a pejotização”,… posicionamento que dispenso comentar, já que, igualmente, o tema é da seara do Judiciário (fonte: www.cfc.org.br, Portal do CFC).

            Desta participação do CFC na audiência pública que discutia aumento de carga tributária, com incidência inclusive retroativa, registre-se, portanto, a total discrepância entre o posicionamento daquela autarquia e o pensamento praticamente unânime do empresariado a respeito do tema, somando-se a esse evidente distanciamento de opinião, a necessidade de se rever o protagonismo buscado pelo nosso respeitável Conselho, em temas e episódios que, institucionalmente, estão a cargo de outras várias entidades legalmente representativas do empresariado.

            Assim, sem entrar ainda mais no mérito da discutível presença do CFC naquele debate, já que não representa, institucionalmente, nem empresas afetadas nem tampouco os seus sócios, há que se registrar a inconveniência e insuficiência dos argumentos apresentados posto que, para os parlamentares envolvidos, certamente passou a impressão de que essa é a posição de consenso entre os contabilistas e, pior ainda, entre os empresários vitimados por mais esse duro aumento na carga tributária. Só que não!

Afugentando investidores

            O discurso do atual presidente da República em campanha e no início de mandato, quando se dirigiu aos empreendedores, foi no sentido de manter o governo o mais afastado possível da rotina dos empresários, de forma a não atrapalhar sua já desafiadora missão de empreender, num país já repleto de problemas e de tão controversas forças políticas.

            A fala soou como música no ouvido dos empregadores e, paralelamente, como pontapé inicial no jogo dos investidores estrangeiros de plantão, de olho na postura da recém-empossada gestão.

            Já a proposta de voltar a tributar lucros distribuídos também soa como um pontapé, só que agora no traseiro, dos mesmos investidores. E isso é consenso não só entre os analistas de variados setores econômicos, mas até mesmo de alguns poucos que defendem o malfadado Projeto de Lei.

A posição da Fenacon:

            Fundada em 1991 por empresários do setor de serviços, a entidade tem abrangência nacional, contando com 37 sindicatos, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. Esses sindicatos representam mais de 400 mil empresas que atuam nas áreas de contabilidade, assessoramento, perícias, informações e pesquisas.

            Filiada à CNC, a Fenacon tem como missão institucional a coordenação da liderança na representação do setor de serviços e atua diretamente no combate à alta carga tributária, na diminuição da burocracia, na geração de mais empregos, além de lutar por políticas públicas que garantam mais desenvolvimento às empresas brasileiras, sobretudo as micro e pequenas. Apoia também a administração pública na implementação de medidas coerentes com o pensamento da sua base.

            A Fenacon é claramente contrária à ideia contida no Projeto de Lei 2.015/19, posto que é consenso entre seus representados o efeito danoso e imediato que decorre de qualquer aumento da carga tributária. O alto peso dos tributos leva à contração do PIB, por conseguinte eleva o risco de inflação e desemprego, é fator da descompetitividade nacional em relação a outros países desenvolvidos ou emergentes, agravando o quadro de irracionalidade da política tributária, pois sua imposição encarece todos os nossos produtos e serviços no mercado internacional, afetando ainda a concorrência no mercado interno.

Conclusão

            A ideia de aumentar significativamente a nossa já abusiva carga tributária, em pleno início de um processo de retomada do crescimento econômico no país, smj, é particularmente ruim e deveria ter sido descartada de pronto, tal qual foi a infeliz tentativa recente de se recriar a famigerada CPMF.

            Mas, como tudo aqui sempre pode piorar, o início de 2020 é o momento certo e único para as entidades legítimas se movimentarem em torno do tema, afastando inclusive protagonistas improvisados opinando sobre temas que não lhes dizem respeito, de forma a atuarem preferencialmente aquelas entidades real e legalmente representativas, no convencimento dos parlamentares, os quais, por vezes distantes da realidade dos empreendedores, são convencidos por opiniões de paraquedistas, metas de arrecadação (ainda que legítimas) e promessas de acordos de compensação que, historicamente, quase sempre acabam não cumpridas.

            A CPMF, a multa dos 10% do FGTS (só agora extirpada), o empréstimo compulsório dos combustíveis, etc., enfim, o Brasil coleciona exemplos que desautorizam confiar em mais um severo e direto aumento de imposto, apenas com base na frágil promessa da redução de outro(s), ou, menos ainda, apenas com base na filosófica e vazia expressão de “promover a justiça social” à custa do empreendedor.

            Na opinião do mestre Ives Gandra da Silva Martins, a tributação era a favor da descompetitividade nacional. Assim aplica-se a esse projeto de lei uma de suas pérolas:

“Enquanto os nossos fracassados dirigentes pensarem em reproduzir as ultrapassadas fórmulas de um ajuste sobre a sociedade (aumento de tributos e juros) e não sobre o Governo (corte real de despesas), teremos que concordar com o saudoso amigo, Roberto Campos, que dizia: ‘com esta mentalidade, o Brasil não corre nenhum risco de melhorar’”.

*Rinaldo Araújo Carneiro é contabilista, administrador e advogado inscrito na OAB-SP. Empresário desde 1989, atua na assessoria de micros, pequenas e médias empresas. Diretor voluntário do Sescon-SP de 2007 a 2018 e atual diretor Financeiro da Fenacon.

Fonte:http://www.fenacon.org.br/noticias/tributacao-do-lucro-distribuido-sonho-de-poucos-pesadelo-de-muitos-5267/ fbclid=IwAR3c74jk3VhrXeNyquQglqA47pa6iefjabh3DlWCmzgPuei9oMyvPTfuD3Y

Expansão e Desenvolvimento

A Prefeitura de São Paulo prevê aumento de 34,4% nos investimentos na cidade para 2020

A Prefeitura de São Paulo apresenta à Câmara Municipal nesta segunda-feira (30/09) o Projeto de Lei Orçamentária Anual para o exercício 2020 (PLOA 2020). Com o total previsto de R$ 68,9 bilhões, 13,9% maior do que o Orçamento de 2019. Os valores estão adaptados ao revisado Programa de Metas, lançado em abril deste ano pela administração municipal, que, após uma apurada análise, contempla uma série de entregas e investimentos nas mais diversas áreas, sempre alinhada com as necessidades imediatas da sociedade. Para 2020, R$ 8,9 bilhões serão aplicados em ações relacionadas ao Programa de Metas.

Nesta peça orçamentária, destaca-se, de pronto, o expressivo aumento de 34,4% no montante previsto para investimentos na cidade: R$ 7,3 bilhões frente R$ 5,4 bilhões orçados em 2019. Esta expansão é resultante dos esforços contínuos da administração pública municipal no controle de despesas correntes que, alinhado ao combate à sonegação fiscal e ao Plano Municipal de Desestatização, permitem o incremento na capacidade de fornecer novos equipamentos e serviços públicos ao munícipe paulistano.

Na Educação, a peça orçamentária de 2020 traz um forte investimento em demandas colhidas da população durante as audiências públicas do PLOA. Será mantido o foco na conclusão das novas unidades dos CEUs e no aumento de vagas em creches, que conta com mais de R$ 2,8 bilhões destinados à ação de manutenção e operação da rede parceira nos Centros de Educação Infantil (CEI). Os esforços estão concentrados na ampliação das matrículas na periferia do município, onde a demanda é maior e a permanência das crianças pequenas na creche melhora sensivelmente sua qualidade de vida e seu desenvolvimento futuro. O valor total para a pasta é de R$ 13,8 bilhões, 7,7% a mais do que o valor orçado em 2019.

Na área da Saúde, o orçamento proposto alcança R$ 11,8 bilhões, 11,5% acima da LOA 2019, com destaques para as ações relacionadas à manutenção e operação de atendimento ambulatorial básico, de especialidades e de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia (R$ 3,5 bilhões), manutenção e operação de hospitais (R$ 2,6 bilhões) e manutenção e operação de Unidades Básicas de Saúde (R$ 348 milhões).

Neste setor primordial de serviços à população, a Prefeitura tem buscado novas fontes de financiamento e de promoção da atenção à saúde, e isso envolve a captação de recursos provenientes de financiamento junto a organismos multilaterais, como o Projeto Avança Saúde, fruto dos recursos oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que está contemplado no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2020, com valores acima de R$ 236 milhões, integralmente direcionados para as iniciativas do Programa de Metas. Nesta seara, ainda há a previsão de destinação de recursos para a construção de novos equipamentos (R$ 76 milhões), ampliação dos serviços, exames e diagnósticos (R$ 70 milhões) e ampliação, reforma e requalificação de equipamentos de saúde (38 milhões), entre outras iniciativas.

Expansão semelhante de gastos em comparação ao orçamento de 2019 também é observada em outra área fundamental: Assistência Social. A cidade de São Paulo reforça seu compromisso com seus cidadãos, buscando garantir a proteção de quem mais necessita tanto no aspecto básico como no especial. O Orçamento da pasta em 2020 soma R$ 1,3 bilhão. Vale destacar a parceria entre a Secretaria de Educação e de Assistência e Desenvolvimento Social na atuação conjunta para o atendimento dos equipamentos de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes, os CCAs. São R$ 333 milhões, sendo R$ 100 milhões previstos no orçamento da Educação para integrar o programa às atividades curriculares da educação em período integral.

Uma das grandes prioridades da atual gestão na revisão efetuada do Programa de Metas é a área de Zeladoria Urbana. O valor definido na peça orçamentária para 2020 aloca R$ 3 bilhões, praticamente o dobro do valor disponível em 2019, com destaques relevantes para pavimentação e recapeamento de vias (R$ 1,2 bilhão), reforma e acessibilidade em passeios públicos (R$ 628 milhões), manutenção de vias e áreas públicas, incluindo tapa-buraco (R$ 713 milhões), manutenção e operação de áreas verdes e vegetação arbórea (R$ 213 milhões) e manutenção de sistemas de drenagem (R$ 322 milhões).

A área de Segurança também merece destaque, através de uma expansão orçamentária de 6,7% para R$ 693 milhões em 2020, com R$ 124 milhões alocados para ampliação, reforma e requalificação das instalações da Guarda Civil Metropolitana e R$ 43 milhões para as Operações Delegadas.

Desafios

A proposta da peça orçamentária para 2020, que vem de acordo com o Programa de Metas revisado, traz diversas entregas e investimentos nas mais diversas áreas a serem efetuadas até o ano que vem. Fomentada com a participação da sociedade civil por meio de audiências públicas mais uma vez realizadas nas 32 Subprefeituras, tem sido cada vez mais incentivada para que o orçamento corresponda minimamente às necessidades e anseios prioritários dos paulistanos.

E a presente peça orçamentária prevê a continuidade da busca por eficiência das despesas públicas. Contempla ainda a contratação de operações de crédito para investimento, a exemplo do importante financiamento do BID para a área da saúde, que adicionará ao orçamento um valor de aproximadamente R$ 800 milhões em cinco anos e permitirá a entrega de diversos equipamentos.

Desestatização

Importante iniciativa para impulsionar o investimento, Plano Municipal de Desestatização prevê o redimensionamento estrutural do governo por meio de projetos de concessão, privatização e Parcerias Público-Privadas. Em 2017 e 2018, importantes etapas legais e administrativas foram vencidas e, no ano de 2019, ocorreram as primeiras concessões, do Mercado Municipal de Santo Amaro e do Estádio do Pacaembu, este em valores que ultrapassam R$ 115 milhões.

Outros projetos estão em andamento e já foram aprovados pela Câmara Municipal, de modo que até 2020 novas parcerias com a iniciativa privada serão realizadas. São esperados para o ano que vem cerca de R$ 2,9 bilhões em receitas do programa de desestatização.

Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/fazenda/noticias/?p=26814

Gerenciamento de notas fiscais: veja 5 dicas incríveis

A gente sabe que além da quantidade gigantesca de documentos fiscais em nosso país, ainda existem diversas burocracias que acabam utilizando muito tempo do seu dia a dia, não é mesmo?
Neste artigo, você vai encontrar dicas preciosas para te ajudar no gerenciamento de notas fiscais eletrônicas, e ainda poder organizar melhor o seu tempo no escritório.
Boa leitura!
Organização de notas fiscais por ano e mês
É de suma importância organizar as notas fiscais por ano e mês, além de separá-las em pastas. Esse processo facilitará na hora de fazer a busca por uma nota fiscal específica.
Faça backup das notas fiscais gerenciamento de notas fiscais
É importante que as notas fiscais estejam salvas em local apropriado. Pense bem: caso a sua máquina seja formatada ou invadida por um vírus, você poderá perder seus arquivos, então para evitar isso, é necessário guardar seus documentos em um HD externo ou na nuvem, enfim seus arquivos ficarão seguros e você terá acesso a eles sempre que precisar.
Separando notas fiscais do passado
Sabe aquelas notas fiscais antigas, de 5 anos atrás ou mais? Você pode criar um arquivo morto para elas, em uma pasta específica, garantindo a organização delas. Desta forma, ficará mais fácil de encontrá-las na hora da fiscalização, caso seja necessário.
Capacite a sua equipe
Uma equipe atualizada e bem treinada é capaz de agilizar os processos com mais rapidez. Defina os responsáveis pela baixa e organização das notas fiscais, lembrando-se: quanto menos pessoas tiverem acesso às notas, menores os riscos de desorganização e aumento de segurança delas.
Adquira um sistema emissor de notas fiscais
Você já sabe a importância da emissão de notas fiscais eletrônicas, não é mesmo? Então conte com a ajuda de um sistema eficaz. Emita notas sem erros de digitação, de maneira rápida e automatizada, com total economia de tempo. Seus colaboradores e clientes vão agradecer!
Viu como é fundamental o gerenciamento de notas fiscais? Ela não precisa ser um problema no seu escritório ou empresa.
Se precisar de mais auxílio no Gerencimento de Notas Fiscais, entre em contato conosco, nós podemos auxiliar.

Fonte: https://administradores.com.br/

Máquina de Talentos: como construir a sua? – Parte 2

Aplicando o Framework da Pirâmide
Nossa estrutura de pirâmide invertida aparece de novo para iniciarmos a montagem da Máquina de Pessoas. Por meio dela, fazemos uma análise do que temos e onde queremos chegar quanto a processos, indicadores, tecnologia, aceleradores e skill set necessários, o que também servirá de base para ajustar sua estrutura organizacional.

1. Processos
Mapeie os fluxos de trabalho e tarefas que estão envolvidas em cada etapa da nossa metodologia, focando sempre no seu ITP.
Por exemplo: na etapa de Awareness, quais são os canais de divulgação de vagas possíveis? Dentre estratégias como inbound, outbound e headhunter, quais serão utilizadas para cada tipo de cargo? Durante as fases de Education e Selection, quais os meios de informar sobre a missão e cultura da empresa e quais os métodos graduais de avaliação? Qual o passo a passo para lidar com candidatos desengajados? E com os eliminados do processo seletivo?
Não se esqueça de usar o Process Model Canvas para documentar suas definições, indicando:
Nome da etapa
Objetivos da etapa
Ações da etapa
Triggers (indício de que o candidato ou colaborador entrou e que saiu daquela etapa)
2. Indicadores
O estilo de metrificar seu sucesso, aqui, é essencialmente igual ao da Máquina de Clientes. Utilizamos as mesmas três dimensões:
Taxa de Conversão (CR): que porcentagem de talentos passam de uma etapa à seguinte;
Tempo (T): o número de dias que leva cada ciclo;
Volume: a quantidade de talentos presente em cada etapa — apesar de relevante, é bastante variável e por isso não estamos considerando esta dimensão em nosso esquema.
Quando otimizamos cada um dos CRs e Ts representados em nosso esquema de forma gradual e em pequena escala, olhando para uma engrenagem da máquina por vez, os incrementos, somados, resultam em um ganho de escala exponencial.
Isso quer dizer que, para dobrar de tamanho ao final de um ano, podemos focar em melhorar de 12% a 13% cada uma das 6 etapas da sua máquina (Awareness, Education, Selection, Onboarding, Ramp-up e Growth).
Ao melhorar 13% seis vezes, por exemplo, temos 1,13 elevado à sexta potência, que é igual a 2,08.
E aumentar sua taxa de conversão e reduzir o tempo dela em 13% parece mais simples que dobrar de tamanho em um ano, não?
Além disso, outros indicadores gerais de sustentabilidade devem estar no radar. Entre eles, o turnover e o faturamento da empresa dividido pelo número de colaboradores, assim como benchmarks comparativos de mercado, ajudam a manter a saúde financeira da sua máquina.
3. Tecnologia
Nesta etapa, você deve escolher a tecnologia que servirá às seguintes funções, em ordem de prioridade:
Permitir o tracking de processos para conseguir monitorar indicadores
Melhoria de performance dos colaboradores
Automatizar processos
Por exemplo, na etapa de Awareness, podemos utilizar ferramentas como LinkedIn Recruiter, Catho, Wall Jobs e Infojobs, entre outras HR techs que tenham o objetivo de facilitar a divulgação de vagas e os esforços de employer branding da companhia.
Em Education e Selection, plataformas variadas, entre elas a Gupy e a Kenoby, ajudam a organizar seu processo de recrutamento em etapas, monitorar candidaturas e organizar a documentação de cada uma, utilizar inteligência artificial para otimizar a triagem, automatizar o fluxo de ligações e e-mails, além de outros detalhes que permitem uma gestão mais data driven — que é essencial para o bom funcionamento da máquina.
Já em Onboarding, Ramp-up e Growth, temos plataformas como a Qulture.Rocks, a Appus e outras, que dão suporte à definição de OKRs, avaliações de desempenho, processos de feedback, acompanhamento do desenvolvimento dos colaboradores, pesquisas internas, entre outras análises relevantes para a adaptação e crescimento dos colaboradores.
4. Aceleradores
Os aceleradores são as ferramentas que você e seu time utilizarão em determinados momentos do processo para torná-lo mais eficiente, e elas também devem ser divididas por etapas.
Em Awareness e Education, por exemplo, podemos usar vídeos institucionais, vídeos mostrando o dia a dia na empresa, declaração do CEO, depoimentos de colaboradores, papers sobre a cultura da empresa e mais.
Em Selection, uma ideia é ter prontos formulários e dinâmicas para otimizar testes e avaliações, scorecards, templates de e-mails ou de ligações, além de outros materiais.
Para Onboarding, cabe ter treinamentos pré-preparados, ou apresentações sobre a empresa.
Enquanto isso, em Impact e Growth, você pode ter scripts para falar sobre crescimento profissional, templates de 1-a-1 para gestores, documentos de feedback e avaliação padronizados, bem como materiais explicativos para conduzir esses processos.
5. Skill set
Da mesma forma que diferentes etapas da Máquina de Clientes exigem habilidades e especializações diferentes, essa segmentação também facilita a escala dos times para a Máquina de Pessoas.
Em vez de um BDR (Business Development Representative), como seria na de clientes, passamos a ter uma pessoa responsável por divulgação de vagas, na etapa de Awareness — alguém com conhecimentos de marketing e facilidade para realizar parcerias.
Em Education e Selection, precisamos de gente com boa percepção e olhar analítico; recrutadores que irão conduzir o processo seletivo com os líderes técnicos das áreas com oportunidades abertas.
Em Onboarding, alguém com boa comunicação e alta motivação para cuidar da experiência dos novos colaboradores, engajá-los e fidelizá-los. Em Ramp-up e Growth, um responsável com perfil de coach, que facilite caminhos para o desenvolvimento de cada funcionário.
6. Estrutura Organizacional
Assim como na Máquina de Clientes, também podemos montar nosso time de Gente com base em estruturas ágeis, em particular nos PODs: unidades independentes, compostas por colaboradores especializados em uma parte da jornada do talento e que têm uma performance consistente ao mirar em um alvo ou etapa particular.
Na Máquina de Pessoas, um desenho que funciona bem aqui na Direct.One é o seguinte:
Talent development rep
Recrutadores
Talent Experience (como se fosse um CS)
Coach (pode ser seu líder)
Com essa estrutura e responsabilidades bem definidas, um POD consegue dar conta de aproximadamente 8 a 10 novas contratações por mês. Isso se traduz em até 120 novos colaboradores em um ano, que, lembre-se, devem ter suas jornadas acompanhadas de perto, inclusive em uma eventual promoção ou demissão.
Fine-tuning
Não podemos esquecer nunca de uma máquina precisa de óleo em suas engrenagens. O fine-tuning é essa checagem constante, em um ciclo PDCA, mirando nos dados, para avaliar pontos que merecem atenção e gerar melhorias contínuas.
Nesse processo, o output de uma fase é o input da próxima. A conversão baixa em uma das etapas pode prejudicar toda a performance da sua Máquina de Pessoas — e ela é a base para as outras máquinas que compõem sua empresa.
Um empreendedor contrata pessoas, essas pessoas criam bons processos e esses processos permitem a escala do produto. Não há outra ordem possível; o crescimento do seu negócio depende dos seus colaboradores, assim como eles devem crescer no ritmo do seu negócio.
Fonte: https://endeavor.org.br/

Máquina de Talentos: como construir a sua? – Parte 1

Não há clientes mais importantes que seus colaboradores. Do recrutamento à remuneração, entenda como criar processos para escalar os talentos do seu negócio.
Você tem uma demanda de habilidade na sua empresa. Você abre a vaga, chovem candidatos qualificados, você seleciona um, ele começa a trabalhar e supera todas as suas expectativas.
E então você acorda, porque convenhamos, seria um sonho se fosse tão simples.
O mercado está aquecido e a concorrência não perdoa — há muita oferta de trabalho e é preciso competir com empresas grandes e pequenas, brasileiras e internacionais, pelos melhores talentos. O processo de encontrar, contratar e desenvolver um colaborador hoje se parece mais a um processo de vendas. Só que, em vez de um produto, vendemos um sonho; em vez de investirem dinheiro, eles investem o que eles têm de mais precioso: tempo.
Aqui na Direct.One, conseguimos um excelente ganho de escala ao criar nossa Máquina de Clientes, mas percebemos que perderíamos em potência se não tivéssemos estruturas equivalentes para construir times capazes de acompanhar esse crescimento.
Quando começamos a ver que muitas das barreiras criadas pela própria equipe eram relacionadas à falta de gente, passamos a nos aprofundar no novo cenário de talentos, estudando formas de solucionar esse desafio.
Foi quando começamos a desenvolver, nos mesmos moldes da Máquina de Clientes, nossa Máquina de Pessoas. E a metodologia Scale-X se encaixou como uma luva no nosso propósito de fazer nossos times crescerem, em todos os sentidos. Afinal, não há cliente mais importante que seu colaborador.
Mais uma ampulheta
Na Máquina de Clientes, vimos que não basta trazer os clientes certos. É preciso mantê-los, ajudá-los a crescer, e investir em todo o trabalho de pós-vendas e Customer Success com a mesma intensidade, em um processo de ampulheta — aquela que substitui o funil e dá igual atenção ao Landing e ao Expanding.
Pois o caminho de construção de um time também é uma venda: você vende seu sonho, engaja candidatos para que doem seu tempo e esforço e, uma vez selecionados, trabalha em retenção e treinamento para que eles evoluam com a empresa.
Nesse caso, o Landing consiste em recrutamento e seleção, enquanto o Expanding foca em engajamento e desenvolvimento.

Da mesma forma que a primeira ampulheta introduzida, a Máquina de Pessoas também é composta por 6 etapas:
Awareness (Reconhecimento): É onde ocorre a divulgação das vagas, o esforço de employer branding, e onde prospects ganham ciência do que a empresa pode oferecer a eles, sendo convencidos a se tornarem candidatos.
Education (Educação): Eles passam a entender melhor o que a companhia faz e a acreditar na missão, avançando na triagem até serem confirmados como candidatos qualificados.
Selection (Seleção): Aumenta a vontade de trabalhar para a empresa — candidatos qualificados torcem para serem escolhidos e passam por avaliações adicionais até serem finalmente selecionados.
Onboarding: Esse é o momento de alinhar as expectativas, ambientá-lo ao modo de trabalho e colocá-lo em sintonia com o resto do time.
Ramp-up (Adaptação): Sabe-se que o potencial do colaborador é alto, mas é chegada a hora de vê-lo em ação. Após aproximadamente 3 meses de experiência, é possível definir se a escolha foi acertada ou não.
Growth (Crescimento): Temos o colaborador que aqui chamamos de #OWNER: integrado, com cabeça de dono e preparado para crescer enquanto agrega ainda mais valor à empresa. É preciso investir em seu desenvolvimento pessoal e profissional para aumentar seu #TLTV — Talent Lifetime Value.
E novamente, no esquema, somos guiados pelo pensamento do cliente — ou melhor, talento. Para definir o perfil ideal que ele deve ter, ou seu Ideal Talent Profile (ITP), o processo também não é muito diferente da construção do seu Ideal Customer Profile.
O Perfil do Talento Ideal é o que vai conduzir decisões sobre o que fazer em cada uma das 6 etapas listadas. Ele deve agregar uma série de valores, comportamentos, habilidades, backgrounds e outros critérios desejados para cada tipo de vaga.
As soft skills que compõem o ITP são as mesmas para toda empresa, o que muda são as hard skills exigidas por cada vaga.
Para desenhar esse perfil, primeiro é preciso analisar sua própria cultura, os padrões encontrados entre seus colaboradores de maior performance, e separá-los por área e nível de senioridade.
Fazendo uma comparação, portanto, uma contratação de líderes mais sênior é equivalente a uma venda para clientes Enterprise, enquanto coordenadores podem ser equivalentes a clientes middle market, e analistas e outros cargos mais juniores a pequenas e médias empresas. Essas camadas podem ser cruzadas com padrões de habilidades mais técnicas ou comerciais e, dessa forma, você tem perfis distintos de colaboradores para os quais o processo pode ser customizado, cada um com um playbook diferente.
Gostou? Na próxima semana continuaremos com as dicas de como turbinar sua máquina de talentos.

Fonte: https://endeavor.org.br/

Como sobreviver aos gastos extras de janeiro

O professor de Economia e Empreendedorismo, Paulo Ferreira, dá dicas de como encarar os três primeiros meses turbulentos do ano.

Após a empolgação com as festas é chegada a hora de planejar o pagamento das conhecidas e temidas contas de início de ano. A lista dos famosos gastos como IPVA, IPTU, materiais e uniformes escolares, será estendida com o acréscimo de prováveis aumentos nas contas de água, energia e combustível.O professor de Economia e Empreendedorismo, Paulo Ferreira, dá dicas de como encarar os três primeiros meses turbulentos do ano.
“As pessoas deveriam ter se preparado para os gastos de início de ano em novembro do ano passado, quando receberam a primeira parcela do 13° salário, porém sabemos que a maioria das pessoas não faz esse tipo de planejamento, e agora não enxerga uma luz no final do túnel”, explica o professor.
Segundo Ferreira, a melhor maneira de encarar a situação é reunir a família e fazer um planejamento de despesas, retirando do orçamento qualquer gasto que não seja fixo e os supérfluos. “Gastos com restaurantes, idas ao shopping, cafezinhos na rua, compra de vestuário, tudo isso deve ser deixado de lado nesse momento; a prioridade deve ser pagar as contas fundamentais”.
O parcelamento de dívidas, o diálogo com os credores e a pesquisa de preços são fundamentais para se obter um bom resultado. Para Paulo Ferreira as despesas que não devem ser, nunca, parceladas são a fatura do famoso cartão de crédito… e utilizar o cheque especial – nem pensar! “São os dois `nuncas´ que utilizamos na economia,” afirma.
As palavras de ordem para quem quer sair do sufoco são planejamento (de contas), renegociação (de dívidas), pesquisa (de preços) e contenção (de gastos). “É necessário que, passado o sufoco, fique a lição para em 2020 guardar o 13° salário e fazer um planejamento para as contas de janeiro, para não passar pela mesma situação novamente,” finaliza o professor.

Fonte: https://administradores.com.br

Como gerir seu orçamento quando você está quebrando

É preciso compromisso e tempo, mas você pode aprender a administrar seu dinheiro mesmo quando não há muito dele. Siga estas etapas para gerir um orçamento se você estiver falido.
Aqui está o que você precisa fazer para voltar aos trilhos:
Primeiro: avalie sua situação financeira
Se você tem mais dinheiro saindo do que entrando, aqui está o que seu plano financeiro resume: gastar menos e / ou ganhar mais. Para descobrir como fazer isso, primeiro faça uma avaliação de suas receitas e despesas. Isso ajudará você a desenvolver um orçamento razoável e realista.
CATEGORIZE SUAS DESPESAS
Divida suas despesas nos últimos meses. Categorize e separe-os em necessidades e desejos. A separação ajudará você a priorizar suas finanças. Para ter uma ideia clara de suas necessidades e desejos, considere a criação de uma hierarquia de gastos. Organize suas dívidas também.
IDENTIFIQUE SUAS ÁREAS DE GASTO DE PROBLEMAS
Tome nota dos seus hábitos de consumo. Existem lojas específicas que você freqüenta? Você tem um hábito de café que pode ser cortado? Muitas vezes, há “vazamentos” em um orçamento que pode ser conectado. O primeiro passo é descobrir onde eles estão. Identifique essas categorias e mantenha-as em mente depois de iniciar seu orçamento.
Cortar seus gastos
Encontre maneiras de reduzir suas despesas. O primeiro lugar para começar é a categoria “quer”.
É importante permitir-se um pouco de espaço respiratório para se divertir no seu orçamento. Se você não o fizer, corre o risco de acabar com isso – e isso pode fazer com que você queira desistir completamente. Mas lembre-se: a chave para administrar seu dinheiro quando você está falido é reduzir o seu estilo de vida. Se você não puder pagar suas contas, dê uma olhada no que pode ser um luxo. Aqui estão alguns exemplos de gastos desnecessários:
Cabo
Um plano de celular com muitos dados
Férias
ECONOMIZE DINHEIRO EM CONTAS
Uma vez que os desejos estão fora do caminho, dê uma olhada em suas necessidades – você pode achar que pode economizar muito, especialmente em suas contas. Confira nosso guia de fatura por conta para economizar dinheiro em suas despesas mensais para algumas ideias.
SEJA FRUGAL
Quando você está lutando para sobreviver, a frugalidade é sua amiga. Tire o máximo proveito do seu dinheiro e das coisas em que você o gasta. Por exemplo, você poderia:
Alongue suas refeições : Procure comprar em mercados mais baratos. Faça pesquisa.
Faça você mesmo : Uma das melhores maneiras de reduzir custos é aprender a fazer as coisas sozinho, em vez de pagar por elas. Por exemplo, você pode economizar dinheiro aprendendo a manutenção preventiva básica do carro , fazendo projetos residenciais e fazendo seus próprios produtos de limpeza e produtos de higiene pessoal .
Economize na habitação : você pode negociar seu aluguel? Você pode se mudar para um lugar mais barato? Como essa é provavelmente uma das suas maiores despesas, essa é uma das melhores maneiras de reduzir seus gastos.
Suas opções irão variar. O objetivo é adotar um estilo de vida frugal e procurar oportunidades para reduzir custos.
Priorize suas metas de dinheiro
Muitas pessoas se perguntam se deveriam priorizar a dívida ou a poupança. A resposta depende da sua situação. Mas a especialista financeira Sarah Place recomenda pelo menos a construção de um fundo de emergência antes de enfrentar a dívida. De acordo com o Bankrate:
“Ela reconhece que é difícil dizer às pessoas para economizar” em um ambiente em que eles estão ganhando uma fração de um por cento de juros sobre suas economias “enquanto são cobradas taxas de empréstimo de mais de 30% em seus cartões de crédito. No entanto, em determinadas circunstâncias econômicas, escolhas difíceis precisam ser feitas “, diz ela.”
Os contratempos são inevitáveis. Se você não estiver preparado para eles, eles podem devastar seu orçamento e suas finanças. Embora possa levar algum tempo para construir um fundo de emergência, ele permitirá que você se atenha ao seu orçamento caso ocorra um revés financeiro.
Nem todos os especialistas concordam sobre qual é o melhor para se concentrar em primeiro, dívida ou poupança.
Enfrente sua dívida
Tudo o que você escolhe para focar, não arriscar suas finanças desvendar ignorando sua dívida. Taxas e juros atrasados ​​podem transformar uma pequena dívida em uma dívida avassaladora. Sua dívida deve ser uma prioridade.
ESCOLHA UM MÉTODO DE REEMBOLSO
Você terá que chegar a um plano de pagamento da dívida. Para fazer isso, primeiro escolha um método:
O método “Dívida Snowball” : Pague suas menores dívidas primeiro. Vendo suas dívidas pagas para baixo irá ajudá-lo a construir o ímpeto para continuar. Melanie Pinola, escritora do Lifehacker, aponta que um estudo recente descobriu que esse método é eficaz.
O método “Avalanche da Dívida” : Pague as dívidas com as taxas de juros mais altas primeiro. Como o blog de finanças Ready for Zero aponta: “os proponentes do Avalanche da Dívida apontam que você pode perder milhares de dólares optando por não atacar primeiro suas contas com juros mais altos”.
REDUZA SUA TAXA DE JUROS DE CARTÃO DE CRÉDITO
Sim é possível. Segundo uma pesquisa nos EUA descobriu-se que 56% dos consumidores que ligaram para empresas de cartão de crédito para solicitar uma taxa de juros mais baixa tiveram resultados positivos. Relatórios de taxa bancária:
“Um telefonema de cinco minutos para o emissor do seu cartão de crédito pode poupar centenas, até milhares, de dólares em juros. Não há incentivo para eles baixarem sua taxa, a menos que você ligue. A roda estridente pega o óleo”, diz Brad. Dakake, um defensor do consumidor com o Massachusetts Public Interest Research Group “.
Vale a pena arriscar. Mas cuidado com os golpes de taxa de juros de cartão de crédito também. Segundo a Federal Trade Commission:
“Caixas de correio de voz em todo o país estão sendo obstruídas com telefonemas pré-gravados de empresas que afirmam ser capazes de negociar taxas de juros significativamente mais baixas com seus emissores de cartão de crédito, se você apenas pagar uma taxa primeiro.”
SOLICITAR EXTENSÕES OU PLANOS DE PAGAMENTO
Vamos dizer que você está atrasado em contas, dívidas ou aluguéis. A Investopedia sugere que você trabalhe com seu provedor, emprestador ou locador:
“Não tenha medo de solicitar extensões de contas ou planos de pagamento. Essas solicitações são geralmente concedidas. Se sua maior preocupação for a expulsão de seu apartamento, fale com seu locador, mas também veja se você pode obter extensões para outras despesas.” liberar dinheiro para manter sua casa “.
Jogar o catch-up pode inviabilizá-lo de seus outros objetivos financeiros. Mas o mais importante é manter seus débitos organizados e elaborar um plano sobre como você vai lidar com cada um deles.
Elabore seu plano
Cada centavo será contabilizado, fazendo com que seu orçamento fique bem apertado. Neste ponto, uma estratégia de orçamento tradicional pode não ser adequada para você. Mas não perca também seu orçamento. Evite os seguintes erros:
Não sendo realista: Crunch os números de forma realista. Defina uma quantia razoável para cada uma das suas despesas. Talvez você planeje comer por R$ 200,00 por mês, tomando algumas medidas extremas. Na realidade, eles provavelmente não vão funcionar. Não se prepare para o fracasso.
Cortar toda a diversão: é importante dar-se algum espaço para respirar. Money in Your 20s explica: “Você pode ter que limitá-lo a cinquenta reais por mês, se o seu orçamento é realmente apertado, mas … este pouco extra de dinheiro pode impedi-lo de se sentir privado, o que pode levar a gastos excessivos.”
A quantidade de espaço para respirar dependerá da sua situação. Mas deve ser suficiente apenas para evitar que você perca seu orçamento. Reserve um valor adequado, mas modesto.
Uma vez que suas despesas e metas estão em vigor, é hora de elaborar o seu plano. JD Roth compartilha seu conselho:
“Comecei listando minhas dívidas na ordem em que eu queria pagá-las … Em seguida, listei minhas fontes de renda esperadas. Finalmente, pensei em um possível plano de ataque.”
Brainstorm seu próprio plano de ataque. Depois de escolher sua estratégia de pagamento da dívida, aloque um valor para cada dívida. Calcule quanto tempo levará para eliminar cada um deles, com o orçamento definido. Quebrar os objetivos em marcos menores os torna mais fáceis de alcançar.
Aproveite as oportunidades
Parte do gerenciamento de dinheiro quando você está falido está aumentando sua renda. Por exemplo, você pode ser capaz de:
Aumentar a produtividade da sua empresa
Verificar uma maneira de anunciar seu negócio
Venda suas tralhas
Encontre um trabalho paralelo
Essas opções não estão disponíveis para todos. Mas, em última análise, é sobre ser engenhoso. Procure oportunidades para ganhar mais e economizar mais dinheiro. Então aproveite essas oportunidades. Às vezes, eles podem parecer mais sacrifícios.
Aqui está um exemplo pessoal: Minha mãe lutou para sobreviver há 20 anos. Ela estava me criando sozinha e trabalhando em tempo integral em uma mercearia. De alguma forma, ela conseguiu economizar R$ 10.000 em poucos anos. Eu perguntei como ela fez isso. Parte disso, ela disse, estava aproveitando cada oportunidade que surgia em seu caminho. Ela trabalhou horas extras. Qualquer inesperado foi economizado. Ela chamou esses “intervalos de sorte”. A maioria das pessoas não veria horas extras como sorte, mas minha mãe estava comprometida com seu objetivo financeiro. Então, ela colocou tudo em termos de atingir esse objetivo e aproveitou tudo o que ajudaria.
Se você está deprimido com a falta de fundos, tenha isso em mente: muitas das melhores histórias de sucesso começam com o fracasso. Venha com um plano. Defina pequenos marcos. Aproveite as oportunidades. No geral, isso ajudará você a assumir o controle. Depois disso, você poderá se surpreender com o que conseguir.

Fonte: https://jornaldoempreendedor.com.br

3 dicas valiosas para sua loja vender muito

As lojas preparam-se para o aumento do fluxo de clientes e, consequentemente, das suas vendas. E, para que esse seja um período prazeroso para quem está nas lojas, sejam clientes ou colaboradores, muitos líderes antecipam ações pontuais para prevenir riscos e contratempos. O checklist é extenso, mas vamos nos atentar a três ações simples que impactam diretamente na produtividade das lojas, mas que são percebidas apenas quando o movimento aumenta.
É natural que depois da correria, lojistas atentos à melhoria contínua dos seus negócios parem e avaliem como foi o período e analisem, além dos indicadores financeiros, os pontos que podem melhorar na operação das lojas. Um olhar mais crítico para processos, pessoas e tecnologias, é capaz de identificar o que de fato contribuiu e o que pode ser melhorado em períodos como o Natal. Portanto, não espere chegar o Natal de 2020 e faça agora mesmo uma autoavaliação, partindo dessas três perguntas:
1. Estoque
O meu estoque está bem organizado? Além de ganhar tempo na operação, manter o estoque em dia faz com que as informações do seu sistema de gestão sejam confiáveis, assim é possível visualizar quantos e quais produtos tem a oferecer aos clientes. Duas coisas acontecem a curto prazo quando melhoramos a organização do estoque: o time de vendas passa a ganhar tempo para fazer o que mais importa, que é vender, e, também, a ser mais assertivo no atendimento, entregando rapidamente o que o cliente solicitou. A equipe de gestão, por sua vez, terá dados confiáveis no sistema para definir estratégias, promover liquidações sem prejuízos, fazer reposições e planejar as compras.

2. Promoções
Como são as promoções da minha loja? No próximo feriado, as pessoas estarão em busca do presente perfeito e serão guiadas também por promoções. É claro, essa não é a melhor estratégia de vendas para o período, mas, caso seja adotada, é fundamental definir as condições mais adequadas com base nos objetivos de markup dos produtos e na disponibilidade do estoque. Vale lembrar que para evitar surpresas na finalização da venda no caixa, os valores dos produtos precisam estar corretos. Use os recursos do seu software de gestão para facilitar o trabalho!
Historicamente, as liquidações acontecem após o Natal e avaliar o desempenho das promoções vai ajudar com o planejamento e a identificação da real necessidade de adotar a famosa “queima de estoque” em janeiro.

3. Tecnologias
As tecnologias da minha loja comportam um aumento expressivo de vendas? Computadores, internet, impressoras, equipamentos e celulares com as soluções mobile são a base para o funcionamento perfeito das lojas. Ultimamente ninguém quer esperar, portanto evite desgastes desnecessários. Convide seu técnico para ir até a loja com antecedência e faça um checklist dos equipamentos, que são indispensáveis para as vendas.
Lembre-se que as vendas nesse período precisam ser muito rápidas. E que a infraestrutura técnica da sua loja tem forte influência para o bom funcionamento dos caixas e fluxo das vendas. O tempo do seu cliente é valioso e ele quer dedicar esse tempo para escolher os melhores produtos que você tem a oferecer. Aproveite!
Dica extra: Para facilitar o embrulho de presentes, escolha padrões de embalagens e deixe tudo organizado para não prejudicar a experiência de compras dos clientes. O ideal é reservar um espaço e um responsável para essa atividade, enquanto a equipe de vendas continua focada e inteiramente à disposição para ajudar os clientes.

Fonte: https://administradores.com.br

5 tendências das franquias para 2020

Abrir uma franquia é a opção de muitos empreendedores que desejam ter um negócio próprio. No Brasil, existem quase 3 mil marcas que oferecem esse modelo de expansão, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No terceiro trimestre de 2019, o setor faturou R$ 182,6 bilhões, um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nos últimos anos, o setor acompanhou as transformações econômicas do Brasil. Surgiram mais marcas de microfranquias (com valor de investimento inicial de até R$ 90 mil) e as redes tradicionais reduziram o aporte inicial, ou passaram a parcelar o valor.
Segmentos também ganharam desdobramentos, como beleza, que passou a contar com redes especializadas em depilação, sobrancelhas, esmalterias, cílios, entre outras, e alimentação, que foi fortemente influenciada pela onda da saudabilidade – que envolve alimentos mais saudáveis.
Para 2020, o presidente da ABF, André Friedheim, acredita que o franchising evoluirá conceitos que foram testados nos últimos anos, como a gestão colaborativa. “Veremos também, cada vez mais, uma descentralização de estruturas franqueadoras. Os franqueados têm participado mais ativamente de programas de treinamento, consultoria de campo, e estão mais integrados aos processos de gestão das redes”, comenta.
Isso também fará com que as franquias consigam se aproximar mais do conceito de multicanalidade, envolvendo todas as pontas do negócio. “Vamos realmente entender que a omnicanalidade é uma realidade e as franquias passam a ser um vetor importante no processo de atendimento ao consumidor final.”
No próximo ano, o setor também lidará com uma nova lei, que foi aprovada recentemente e aguarda pela sanção presidencial. Há ainda a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para entrar em vigor a partir de 16 de agosto de 2020.
Confira, a seguir, cinco tendências que devem nortear o franchising em 2020:
1. Lojas multicanal (de verdade)
Friedheim explica que as lojas franqueadas poderão cumprir um papel de last mile (cliente compra na internet e a loja mais próxima entrega), com menos custos, bem como o pick up on store, em que o próprio cliente retira na loja. “Já temos softwares que permitem isso e passamos a ver de maneira mais prática no dia a dia.” Além disso, as redes encontraram maneiras de atender ao multicanal dentro da tributação adequada, por meio de práticas similares às câmaras de compensação, usadas pelas instituições financeiras.
Neste ano, algumas inovações já foram feitas nesse sentido. A Calçados Bibi, por exemplo, difundiu para a rede o conceito de “prateleira infinita”, que é a integração entre as lojas físicas e o canal online. Se o cliente está em uma unidade e deseja um produto que não tenha disponível na loja, a consultora de vendas pode efetuar a compra pelo e-commerce. Além disso, o cliente opta se quer retirar o produto na loja ou se prefere que a entrega seja feita em casa. O contrário também acontece – no conceito “Clique & Retire”, o cliente pode comprar online e retirar na loja de sua preferência.
2. Fusões e aquisições
O presidente da ABF também acredita que o movimento de consolidação e fusão de franquias deve se intensificar em 2020. A razão para isso são as melhores condições para negociar com ganho de escala.
No último mês de julho, a holding International Meal Company (IMC), dona das redes Frango Assado e Viena, anunciou a fusão com a MultiQRS, do empresário Carlos Wizard e dos filhos Charles Martins e Lincoln Martins, que detêm os direitos de masterfranquia da Pizza Hut e KFC no país.
Em entrevista a PEGN, Wizard confirmou que as lojas com baixa performance do Viena serão transformadas em KFC ou Pizza Hut, e que esta última marca também passará a ser vista dentro das lojas do Frango Assado, nas estradas brasileiras.

3. Consolidação de Serviços
A tecnologia deve continuar a transformar e desmembrar alguns segmentos. A aposta de Friedheim é em franquias de serviços. “Estamos passando por um processo de profissionalização de serviços, em diversas áreas diferentes, de conserto de carros a saúde, e isso passa muito pelo sistema de franquias.”
Na visão do presidente, o setor de saúde continuará em alta, com o desenvolvimento dos nichos de estética, ginástica e clínicas gerais e odontológicas. Recentemente, a Odontoclinic anunciou o lançamento da rede com status de startup Elevel, focada em atendimento às classes A e B, e com amplo apoio em tecnologia.
4. Alimentação deve intensificar atuação em saudabilidade, comida do futuro e delivery
O segmento mais representativo do franchising brasileiro também tem passado por transformações que devem se intensificar em 2020, na visão do presidente da ABF. Delivery, dark restaurants, saudabilidade e comidas à base de plantas devem continuar a revolucionar o setor.
Dark Restaurants são as empresas de alimentação que apostam totalmente em delivery, sem atendimento presencial ao consumidor. Uma das marcas que já nasceu com esse conceito foi a capixaba N1 Chicken, de frangos fritos, criada em 2017. A franquia já tem mais de 80 unidades nesse modelo.
O Spoleto investiu R$ 300 mil para o desenvolvimento de uma almôndega à base de plantas, que já pode ser encontrada em todas as lojas da rede. A expectativa é vender 150 mil pratos nos próximos dois meses.

5. Inteligência artificial
Tecnologia está presente em todos os tópicos deste texto, mas também deverá ser o alicerce transformador do sistema como um todo, na visão de Friedheim. “Vamos passar por um embarque de tecnologia nas redes, nos mais diversos espectros. Inteligência artificial, machine learning, trabalho de dados. Vamos ver bastante, em todas as redes – cada uma dentro de sua especialidade.”
O Grupo CRM, por exemplo, que controla as operações da Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, usa inteligência artificial para ajudar a tomar decisões corretas de planejamento, produção e abastecimento das lojas. A plataforma adotada é da Tevec.

De acordo com a rede, a tecnologia ajudou a reduzir 50% no volume de estoque e a ruptura não ultrapassa 5%, chegando a atingir apenas 0,2% em alguns meses.

Fonte: https://revistapegn.globo.com/

Como fazer seus planos darem certo em 2020

Pegue um papel e caneta e escreva o que você quer ser ou mudar no próximo ano

Parar de fumar, iniciar uma nova carreira, desenvolver novos hábitos, adotar uma alimentação saudável e ser feliz. Quem nunca fez uma resolução para o ano novo? A cada ciclo da Terra em torno do sol, elaboramos ideias e abstrações sobre o que queremos ou podemos ser e fazer. No entanto, a vontade de mudar não resiste à primeira semana do ano seguinte.
Há um estudo da Universidade de Scranton — embora antigo, seus resultados são empiricamente constatáveis — que indica que 25% das pessoas permanecem comprometidas com os novos planos nos primeiros 30 dias e apenas 8% continuam firmes ao longo do ano. Resoluções e desejos se dissipam rapidamente.
De acordo com uma pesquisa da Strava, rede social e aplicativo para monitoramento de atividades físicas, a maioria dos atletas de fim de ano desiste de seus intentos no dia 12 de janeiro. O levantamento foi feito na própria base de usuários do app, que verifica indicadores de desempenho dos usuários, como tempo e distância percorridos em corridas ou caminhadas.
O que fazer então? Como aproveitar a transição do calendário e operar uma mudança completa de vida?
Primeiro, defina objetivos — não desejos ou resoluções
No mundo da Administração, sabemos que qualquer objetivo deve ser precedido de conquistas menores que levam ao prêmio maior. Toda grande meta precisa ser subdividida em etapas acompanhadas por indicadores de desempenho e — o mais importante — prazos. Na vida pessoal não precisa ser tão diferente.
Criar esses objetivos pode não ser tão simples. Muitas pessoas visualizam grandes transformações para o ano seguinte, mas não entendem o que é necessário para que o sonho se concretize. Por isso, os objetivos devem atender aos seguintes critérios:
Eles devem ser específicos. Para evitar abstrações do tipo “quero ser um grande CEO em 2020”, pense nos aspectos práticos: em qual empresa e setor da economia? Como essa empresa recruta novos talentos? Quais as habilidades de que necessito para entrar nos quadros e pleitear uma chance de crescimento? Tudo isso pode ser feito em um ano?
Eles devem ser mensuráveis. Como saber quando determinada meta é atingida? É muito fácil perder o foco nos primeiros dias quando não se sabe medir. Se o seu objetivo é aproveitar o verão para ganhar massa muscular, as primeiras semanas podem ser frustrantes. Em geral, mudanças no corpo podem demorar pelo menos 2 meses para se manifestar. Se você souber mensurar sua evolução com outros indicadores — como frequência à academia e evolução nos treinos — vai se sentir mais motivado a persistir.
Eles devem exequíveis. De volta ao primeiro exemplo, de que adianta desejar algo grandioso se não existe a remota possibilidade daquilo se concretizar em tão pouco tempo? Um curso universitário leva, ao menos, 4 anos; um MBA, outros 2, além de ter um alto custo financeiro. Se você tem grandes planos, foque no longo prazo; para 2020, estabeleça objetivos que possam ser executados — como passar em uma boa colocação no ENEM e garantir uma vaga na melhor universidade da sua região.
Crie prazos para cada um deles
O tempo é um fator crítico para o sucesso de qualquer projeto. Com as iniciativas pessoais não é diferente. Sem precisar o “quando” da equação, deixando os resultados ao sabor do acaso, é provável que você desista quando perceber que algo parece estar demorando demais para acontecer.
Não deixe os prazos sob responsabilidade da intuição. De preferência, anote e deixe em um local visível, em um cômodo da casa que seja bastante frequentado por você. Ao final de cada prazo, analise novamente os objetivos e veja se é necessário algum ajuste.
Já ouviu falar no ciclo PDCA? Pois é, não é tão diferente.
Quando você perceber que, no prazo aproximado, atingiu uma determinada meta, sentirá a motivação necessária para partir para a próxima. Assim, é provável que você chegue ao final do próximo ano em um estágio mais avançado — em termos de mudança de hábitos e metas de desenvolvimento — do que imaginou.
Coloque seus projetos em prática hoje
O dia 1 de janeiro pode ter algum significado esotérico para algumas pessoas, mas, em geral, é só uma data convencionada no calendário gregoriano. Apesar de representar o início de um novo ciclo, a data não tem efeito prático além de uma dose de motivação. É você quem escolhe a linha de partida: e ela está aí nesse momento, nesse exato local.
Pegue um papel e caneta e escreva o que você quer ser ou mudar em 2020. Estabeleça objetivos, etapas e prazos, como mostramos acima, e comece a trabalhar. Você pode usar uma planilha ou aplicativo, se preferir, mas mantenha o foco nas metas.
Quer ter hábitos mais saudáveis? Matricule-se em uma academia, seja ela convencional, de artes marciais ou de Pilates; elimine alimentos que não fazem bem ao corpo e beba bastante água — compre uma garrafa pessoal, de preferência.
Quer desenvolver uma nova habilidade? Procure cursos online ou presenciais, leia livros e artigos de estudiosos que são referência na sua área, busque informações de qualidade e comece a criar bons laços profissionais. O networking pode levar você a lugares e posições de emprego nunca imaginados.
Quer mudar de carreira? Analise sua situação financeira, veja quais são os investimentos necessários para que você desenvolva uma capacidade que lhe permita entrar em uma nova profissão e analise quanto de sua renda mensal você pode abrir mão ao aceitar um emprego na nova área. O redimensionamento do padrão de vida é crucial.
Seja consistente
Há alguns anos, publicamos algumas observações sobre a entrevista perdida de Bruce Lee, concedida alguns anos antes de sua morte. Um dos pontos destacados diz respeito à consistência dos atos para que a arte — ou ofício — se torne algo tão natural que não exija nenhum grande esforço racional de quem a pratica.
É a repetição que nos faz melhores hoje do que éramos ontem. Não é a capacidade de imaginar diferentes realidades ou de deixar a mente vagar por abstrações, mas a habilidade de, conscientemente, obrigar nosso corpo e mente a aprenderem.

Fonte: https://administradores.com.br

Regime tributário do Simples Nacional pode não ser o melhor para a sua empresa em 2020.

Mudanças no Simples

Sabemos que a carga tributária que as empresas pagam no Brasil e uma das maiores do mundo. A sua empresa PRECISA definir uma das três opções de regime tributário: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real para o ano de 2020 e com a melhor opção trabalhar todo ano fiscal.

Se a empresa está enquadrada no regime tributário inadequado, isso pode significar o aumento de despesas com tributos, perda de competitividade ou diminuição da margem de lucro, você não quer isso, certo?

Para que isso não aconteça, nos últimos meses do ano, os empresários e os contadores devem se reunir, e analisar as informações da empresa, fazendo um planejamento tributário com base nas informações passadas, presente e perspectiva futura e assim definir uma das opções de regime de tributação: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Vale lembrar que não é possível alterar o regime tributário várias vezes durante o ano, por isso, a mudança de regime tributário só pode ser feita no período de transição entre exercícios, que ocorre na virada do ano.

Para fazer a análise completa da real situação da empresa, é preciso analisar e conhecer o segmento (produto ou serviço), reunir as informações presentes, como custos e despesas fixas, previsões de faturamento da empresa, margem de lucro, além de outros elementos relevantes para tomada de decisão.

Após esse estudo, o contador poderá identificar oportunidades de redução de custos tributários, aproveitamento de benefícios fiscais, entre outros. Com isso, é possível, inclusive, pagar menos impostos, trabalhando na legalidade, e dentro do regime mais apropriado para a realidade da empresa.

Se você é um empresário preocupado em crescer, competir, garantir a saúde financeira do seu negócio, podendo pagar menos impostos em 2020, a escolha do regime tributário deve ser feita AGORA. Esta é uma das forma segura e legal de reduzir os impostos da empresa, com a garantia de que no período de 05 anos a sua empresa não será surpreendida com uma notificação de lançamento de um passivo tributário.

São tantas questões a serem consideradas, que a presença de um contador torna-se fundamental nessa hora. Se você quer adotar o regime tributário mais apropriado para a realidade da sua empresa, fale com um especialista em nosso escritório.

MINDSET NOS NEGÓCIOS. SUA MENTE ESTÁ PREPARADA PARA O SUCESSO?

A tradução literal de mindset soa como “mente configurada”, o que resumidamente se relaciona com a maneira como a pessoa enxerga o mundo.
Mas a maneira como se ‘vê o mundo’ muda frequentemente, portanto, essa configuração também pode ser ajustada ao longo do tempo.
A visão de mundo é baseada em crenças, valores e opiniões que são incorporadas durante o desenvolvimento humano.
As situações podem ser interpretadas de forma positiva e negativa e é possível mudar a maneira de enxergá-las.
MUDANÇA DE MINDSET – CONTRIBUIÇÃO PARA A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL
Segundo a Plano Consultoria, especializada também em mudança e desenvolvimento, a mudança de mindset pode contribuir grandemente para o ambiente organizacional.
Quando o profissional consegue compreender, por exemplo, que pode controlar a própria mente e que não é o contexto externo que o controla, adquire a capacidade de reconfigurar a maneira de pensar, o que o leva a considerar principalmente os aspectos positivos.
Dentre as definições de mindset ou mentalidade, estão:
Qualidade mental;
Estado de espírito;
Estado psicológico;
A mente;
Movimento intelectual;
Maneira de pensar e de realizar julgamentos.
Há um termo constantemente utilizado relacionado ao mindset, se trata da mentalidade de crescimento, que é caracterizada por um estado psicológico de constante crescimento e aprendizado.
Quando o tema é mudança de mindset, uma das mais importantes referências no assunto é o trabalho da psicóloga e pesquisadora americana, Carol Dweck.
Carol defende que há dois modelos de mentalidade: mentalidade de crescimento ou mentalidade fixa.
MINDSET DE CRESCIMENTO
Aqueles que apresentam uma mentalidade de crescimento têm uma crença de que seus talentos podem ser constantemente desenvolvidos e de que novas habilidades podem ser adquiridas.
Pessoas que apresentam uma mentalidade de crescimento têm uma crença de que seus talentos podem ser constantemente desenvolvidos e de que novas habilidades podem ser adquiridas.
MINDSET FIXO
Já as pessoas que têm uma mentalidade fixa, creem que os talentos são inatos e, por essa razão, prejudicam o próprio desenvolvimento mediante as suas crenças pessoais.
Quando os colaboradores em uma organização assumem uma mentalidade de crescimento, se tornam cada vez mais capacitados e comprometidos, o que faz com que a empresa avance no caminho do sucesso.
IMPACTO DO MINDSET DE CRESCIMENTO NO AMBIENTE PROFISSIONAL
A mudança de mindset nem sempre é algo que ocorre individualmente por parte do colaborador, na maioria dos casos, parte da organização o incentivo à equipe para a mudança de padrões incorretos de pensamento.
No cotidiano, muitas pessoas desistem de alguma tarefa por não se sentirem aptas a determinada atividade, há muitos que afirmam, mesmo em tom de brincadeira, que não ‘nasceram para a matemática’, ‘que odeiam escrever’, ‘que não entendem nada sobre estatísticas’, dentre tantas outras crenças limitantes.
Carol Dweck fala no TED Talk sobre o poder do ainda, que resumidamente se trata da consideração de que as pessoas estão em uma curva de aprendizado, o que as torna aptas a sempre melhorarem e a se desenvolverem, conquistando os seus objetivos.
Em uma organização, os colaboradores que acreditam que sempre podem melhorar, recuperar atrasos no próprio desenvolvimento e até mesmo vir a superar os talentos naturais de outras pessoas, são aqueles profissionais valiosos que estabelecem com a empresa da qual fazem parte uma relação de parceria rumo ao sucesso.
Freddie Mercury, vocalista da banda Queen, cuja biografia foi recentemente apresentada no filme Bohemian Rhapsody, é um bom exemplo de mentalidade de crescimento, que foi capaz de influenciar os demais integrantes da banda, destacando-a no cenário do rock mundial como uma lenda.
A mudança de mindset pode levar as pessoas aonde elas quiserem ir.
Quando se fala em mudança de mindset, outro tema corriqueiro é o mindset financeiro (mentalidade financeira).
Muitas crenças limitantes também fazem parte desse universo, como ‘não entendo nada de dinheiro’, ‘não tenho capacidade de administrar o meu dinheiro’, ‘sou muito descontrolado (a) com dinheiro’, dentre outras.
Especialistas acreditam que com treinamento é possível eliminar essas crenças limitantes e alcançar um modelo de mindset de sucesso.
MUDANÇA DE MINDSET – ADOTANDO UMA NOVA MENTALIDADE
Com uma mentalidade de crescimento, as pessoas não enxergam mais os obstáculos como barreiras, mas como oportunidades.
Essa mudança de mindset pode influenciar os setores de criatividade e inovação nas organizações. À medida que os desafios se tornam maiores, os resultados se tornam ainda melhores.
Assim como orienta a psicóloga Carol Dweck, quando alguém pensa que não é suficientemente bom em algo, pode começar a acrescentar o ‘ainda’ no final das frases.
Uma das bases da mudança de mindset é pensar no aprendizado como processo contínuo.
Darwin certa vez declarou que era considerado por todos os seus mestres e, inclusive, por seu pai, como alguém de intelecto comum, abaixo do padrão, mas o cientista tinha um mindset de crescimento, que o levava à perseverança.
Para muitas pessoas, o tema mudança de mindset parece ‘mirabolante’ como um esforço desmedido para sempre ver as coisas sob uma melhor perspectiva, mas essa também é uma crença limitante.
No mundo das organizações, os excelentes resultados surgem de mentalidades de crescimento que acreditam no constante aperfeiçoamento por meio da busca de conhecimento.

Fonte: https://www.superempreendedores.com/

7 dicas para mulheres que querem se tornar microempreendedoras

As mulheres são 34% das empreendedoras brasileiras e possuem dificuldades bem peculiares: a maioria se vê obrigada a se tornar MEI (microempreendedora individual) por necessidade, como a perda do emprego, e muitas da vezes não sabe muito bem por onde começar.
Como se tornar uma microempreendedora
Para ser MEI, é preciso ter um faturamento de até R$ 6.750 ao mês ou R$ 81 mil ao ano. É preciso pagar cerca de R$ 55 mensais para o pagamento do Simples Nacional, a depender da área (comércio, indústria, serviços, etc.) e mais R$ 1 de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ou R$ 5 de ISS (Imposto Sobre Serviço). Ao se tornar microempreendedora, é possível ter acesso a direitos, como licenças por saúde. O cadastro também garante um número de CNPJ.
Não misture o dinheiro É comum que empreendedoras misturem o dinheiro de casa com o do trabalho -ou o salário com o faturamento da empresa. Não à toa, 59% das MEIs não têm funcionárias e 63% organizam sozinhas o próprio negócio. O ideal, entretanto é que salário esteja previsto como uma das despesas nas contas do mês. Nada de pegar um pouquinho da empresa para comprar alguma coisa para a casa no fim do mês ou tirar do próprio bolso para quitar uma dívida da empresa. O dinheiro usado pode faltar para pagar fornecedores, aluguel e por aí vai. A dica de especialistas é ter uma reserva 30% no faturamento para emergências e para não cair na tentação de, por exemplo, ficar sem salário e.Não misture o dinheiro
É comum que empreendedoras misturem o dinheiro de casa com o do trabalho -ou o salário com o faturamento da empresa. Não à toa, 59% das MEIs não têm funcionárias e 63% organizam sozinhas o próprio negócio. O ideal, entretanto é que salário esteja previsto como uma das despesas nas contas do mês. Nada de pegar um pouquinho da empresa para comprar alguma coisa para a casa no fim do mês ou tirar do próprio bolso para quitar uma dívida da empresa. O dinheiro usado pode faltar para pagar fornecedores, aluguel e por aí vai. A dica de especialistas é ter uma reserva 30% no faturamento para emergências e para não cair na tentação de, por exemplo, ficar sem salário e se virar com o que sobrar em caixa.

Como se planejar
Seu dinheiro é coisa séria. Não anote tudo em um caderninho. Usar uma planilha eletrônica, como o Excel, garante um controle mais rígido de dados e contas. “Monte um simulador de DRE (Demonstrativo de Resultado Exercício) listando todas as contas, possibilidades de receita e previsão de faturamento. Isso dá previsão e gestão melhor do negócio”, explica Thiago Sarraf, consultor da DR e-commerce, especializado em pequenos e médios empreendimentos. Só deixe o caderninho para coisas bem pontuais, como lembretes para pagamentos e compromissos.
Reserve um dia para trabalhar fora de casa
Segundo o Instituto Rede Mulher Empreendedora, uma das maiores dificuldades da microempreendedora é conciliar a família e o trabalho. Faz sentido: muitas MEIs trabalham na própria casa e se dedicam 24% a mais com os filhos que os homens empreendedores. Uma dica é trabalhar em outro local ao menos uma vez por semana ou criar um escritório em casa que seja separado do restante da casa. As opções para sair de casa podem ser cafeterias ou coworkings.

Você também tem direitos
A empreendedora que engravida tem direito a salário-maternidade em caso de parto, adoção de criança ou aborto espontâneo. O requerimento é feito ao INSS, que cobre o período. É preciso ter contribuído individualmente por ao menos 10 meses e ter feito a última contribuição nos últimos 12 anos. O salário-maternidade é pago por 120 dias e o valor é uma média dos últimos 12 meses de contribuição ao INSS. Também é possível fazer um pedido de afastamento remunerado por problemas de saúde.
Mantenha-se organizada
Organize notas fiscais. Separe tabelas por meses e anos em pastas fáceis de serem encontradas no computador. Uma dica dos especialistas é salvar uma cópia de forma segura na nuvem (Google Drive, Dropbox, etc) para não ter risco de perder em pen-drive, HD externo ou até mesmo computador onde seu negócio estava armazenado.

Tenha foco no que quer
Uma armadilha é abrir um MEI em que se faz “um pouco de tudo”. Não é bem assim. É bom manter o foco em um produto ou serviço que faça a diferença e seja necessário ou muito procurado pelos consumidores. Se for para mudar de caminho, que seja depois de uma análise estratégica do negócio.

Fonte: https://www.uol.com.br/

Como Projetar seu Negócio para 2020?

Faz parte do mundo dos negócios ter uma visão estratégica sobre o futuro. Claro que não temos certeza absoluta de como será o cenário econômico daqui a três anos, mas você precisa saber como planejar seu negócio para ter chances de sucesso.

Visando ajudar você nessa missão importante, selecionamos três estratégias para que você comece agora mesmo. Não perca tempo!
FIQUE DE OLHO NAS TENDÊNCIAS
Descobrir tendências que afetam seu negócio antes da concorrência pode proporcionar muitas vantagens. As tendências de 2020 já começaram a dar as caras.

Comece escolhendo bem o que ler. Procure livros não só de autores renomados, mas também de quem está escrevendo pela primeira vez. Publicações como Lean Startup, por exemplo, transformaram o empreendedorismo (e foi a primeira de Eric Ries).

Na mesma linha, escolha personalidades do seu setor ou grandes líderes e fique de olho no que estão fazendo. Eles podem oferecer boas ideias sobre tendências e o que vai fazer diferença para o seu negócio até 2020.

Para projetar seu negócio, você precisa diferenciar “novidades” de “tendências”. Conheça algumas dicas:

TENDÊNCIAS TÊM UTILIDADE ÓBVIA
Novidades passam mais rápido porque nem sempre são úteis por muito tempo. Os carros híbridos surgiram em 1997, quando o preço do combustível era baixo. Na época era uma novidade, mas evoluiu para tendência assim que a preocupação com o meio ambiente aumentou, assim como os preços do petróleo, o que contribuiu para reduzir o seu valor de mercado. TENDÊNCIAS TÊM APLICAÇÃO AMPLA
Novidades se aplicam a segmentos específicos do público, ao passo que tendências podem alcançar mais consumidores. Além disso, novidades vão perdendo sua aplicação – ficando mais caras e com menos funções. Já as tendências ficam mais acessíveis e úteis. Telefones móveis existem desde os anos 1940, mas eram caros e inacessíveis. Seu uso só aumentou quando as empresas se expandiram, e mais pessoas puderam adquirir os aparelhos.

TENDÊNCIAS SÃO SUSTENTÁVEIS
Muitas novidades poderiam se transformar em tendências, se não houvesse dificuldades em produzi-las em grandes quantidades, por muito tempo. O biocombustível surgiu como a solução para nossos problemas com abastecimento de energia. Até que pesquisadores descobriram que plantar o suficiente para sustentar o mercado ia prejudicar o abastecimento de comida. Era apenas uma novidade, no fim.

TENDÊNCIAS SE MISTURAM A OUTRAS TENDÊNCIAS
Várias tendências podem se transformar em uma só, mais forte. As tecnologias de vídeo 3D ressurgiram no início do século e dominaram os cinemas. A necessidade de inserir o usuário em experiências reais evoluiu e atualmente temos à disposição os óculos de realidade virtual.TENDÊNCIAS TÊM HISTÓRIA
Assim como na moda, tendências nunca são totalmente novas. De alguma forma, elas já apareceram no passado, mas não no mesmo formato. O que as transforma em tendência é o contexto e as novas aplicabilidades. Tecidos sintéticos, como o poliéster, o acrílico e o nylon existem desde os anos 1920, mas voltaram com tudo nos anos 1990, depois que empresas investiram em novas versões.

Com o intuito de projetar seu negócio para o ano de 2020, fique de olho nas novidades que podem se transformar em tendências. Uma forma inteligente de fazer isso é conversar com a própria equipe e os parceiros.

Busque a opinião de pessoas em quem você confia. Debata sobre os problemas atuais do mundo e suas soluções por meio de tendências. O sucesso do seu negócio depende da capacidade de se preparar para as mudanças que vêm por aí.

SAIBA FAZER NETWORKING
O futuro dos pequenos e dos médios negócios depende da capacidade de firmar parcerias com as pessoas certas – sempre em busca do benefício mútuo.

Isso envolve encontrar um parceiro que o ajude a inovar onde você não consegue – recebendo em troca a mesma ajuda. Juntos, vocês podem experimentar e aprender para escalar o negócio de uma forma que seja rentável em 2020.

Algumas dicas de como buscar as parcerias certas:

Participe de eventos e cursos na sua área. É lá que você encontra as pessoas e as parcerias certas.
Comece procurando quem você pode ajudar em vez de procurar quem pode ajudá-lo. O networking verdadeiro ocorre quando todos sabem que possuem o mesmo valor.
Nunca julgue a importância de alguém logo de cara. Tenha a missão de encontrar valor em qualquer pessoa que conhecer.
Comece a fazer networking antes de precisar, ou seja, agora.
Tenha um plano. Se todos têm um valor, você precisa saber qual é o seu. Antes de ir a qualquer evento, tenha em mente seus talentos, forças, habilidades e conexões.
Ecossistemas de empreendedorismo nascem assim – um empreendedor ajuda o outro, e o mercado local só tem a crescer. Projetar o seu negócio é dominar essa arte.TENHA METAS CLARAS
A fim de projetar seu negócio para 2020, você precisa ter metas claras. Comece escolhendo um ou dois objetivos principais, difíceis de alcançar, mas que você quer conseguir daqui a três anos.

Pode parecer difícil, mas o que ajuda é construir isso junto com a sua equipe e os parceiros. Alguns exemplos de metas principais:

Chegar a dois milhões de reais de faturamento anual até 2020.
Ter braços da empresa em três capitais brasileiras até 2020.
Dominar um segmento de mercado até 2020.
Agora que você já tem uma meta para cumprir nos próximos três anos, selecione outras que você possa cumprir a cada mês. A ideia é que cada uma das metas mensais o ajude a chegar mais perto do objetivo principal.

Se você não planejar dessa forma, fica difícil visualizar o que é preciso ser feito. Para tornar essa estratégia ainda mais efetiva, divida novamente suas metas por semana.

Além de incluir o que seu negócio precisa realizar para alcançar o objetivo maior, procure adotar estratégias visando resolver problemas do cotidiano.

Exemplos:

1 – Você precisa de mais talentos? Crie metas semanais de entrevista com novos candidatos.

2 – Crie o hábito de ler toda semana sobre as novidades da sua área. Se puder, compartilhe as novidades com sua equipe.

3 – Imponha um limite de reuniões semanais. Sabemos que reuniões longas são improdutivas e podem travar o avanço do seu negócio.

Quando você quebra suas metas em objetivos menores, acaba criando um caminho certo para alcançá-las.

Com essas três estratégias em mente, você tem chances de projetar seu negócio para 2020 e ter sucesso até lá.

Fonte – https://inovacaosebraeminas.com.br/

Aprenda a fazer o controle financeiro empresarial do seu negócio

Infelizmente ainda é grande o número de empresas que não realizam um controle financeiro empresarial eficiente. Essa falta de controle pode trazer problemas para a empresa, dificultando o crescimento do negócio e gerando grandes surpresas anualmente, ao analisar o fluxo de caixa.

A falta de controle financeiro empresarial pode reduzir o entendimento do empresário a respeito do seu negócio, manter ou aumentar o desperdício de dinheiro mês a mês, dar uma falsa sensação de lucratividade, quando na verdade a empresa está tendo prejuízos.

Para que você evite esse erro, decidimos criar um conteúdo com as melhores dicas para que você realize um controle financeiro empresarial eficiente.

Quer aprender mais sobre esse tema? Continue a leitura.

Como ter um bom controle financeiro empresarial?

Para realizar um bom controle financeiro empresarial no seu negócio, é preciso ficar de olho em alguns detalhes.

Separamos algumas dicas e explicamos quais são os erros mais comuns cometidos pelas mais diversas empresas, para que você aprenda a evitá-los e consiga conquistar um controle financeiro de sucesso.

1. Tenha projeções sobre os possíveis cenários

Para realizar um bom controle financeiro empresarial, é interessante que você tenha projeções sobre todos os cenários possíveis da sua empresa, identificando um alinhamento entre os gastos do seu negócio e a receita gerada.

Para isso, você precisa analisar, entender e prever o ciclo operacional do seu negócio, acompanhando o processo de fabricação, desenvolvimento e recebimentos dos produtos e serviços da empresa.

Esse processo irá permitir que você define quais são os valores de despesas em cada uma das etapas, como a compra de insumos com fornecedores, estocagem dos produtos, processo de produção, venda e até recebimento.

Entender esses dados permitirá que você confronte a receita gerada e entenda como realmente estão os lucros do seu negócio.

2. Esteja sempre ciente sobre a situação da sua empresa

O planejamento é sempre a melhor alternativa para entender a situação da empresa e ter maior previsibilidade dentro do seu negócio.

Anote tudo e organize todas as informações sobre a sua empresa. Certifique-se de que os pontos negativos e positivos do seu negócio foram bem definidos, além do posicionamento da empresa e a realidade do mercado em que ela atua.

3. Tenha uma boa rotina de controle de estoque

O controle de estoque também é fundamental para entender como está o setor financeiro da sua empresa.

É preciso avaliar o giro de mercadorias e insumos, visualizando quanto sua empresa gasta e lucra mês a mês.

Infelizmente, ainda é comum encontrarmos empresas que não possuem um controle de estoque muito eficiente, e esse erro pode está simbolizando dinheiro parado em estoques muito cheios.

Por outro lado, ter um estoque ineficiente também não é o ideal, pois ele pode simbolizar a perda de vendas e oportunidades de negócio.

O ideal é identificar a média correta para o seu negócio, e trabalhar de acordo.

4. Evite empréstimos o máximo possível

Os empréstimos podem ser tentadores, principalmente para aquelas empresas que ainda estão se estabilizando e possuem uma dificuldade grande de manter o fluxo de caixa positivo.

No entanto, essa não é a melhor alternativa para lidar com a reposição de estoque, pagamento de funcionários e tributos fiscais.

Afinal, nos empréstimos as taxas de juros acabam prejudicando os lucros da empresa, criando uma grande bola de neve, difícil de reorganizar.

O ideal é criar um planejamento em que a empresa será capaz de arcar com suas próprias despesas sem precisar recorrer ao auxílio de terceiros, utilizando apenas a receita gerada.

5. Tenha um bom relacionamento com fornecedores

Ter um bom relacionamento com os fornecedores permite que você negocie prazos e consiga algumas vantagens no dia a dia.

Aprenda a negociar com esses profissionais e avaliar prazos de pagamento que permitam que a sua empresa seja capaz de manter um caixa saudável, mesmo durante aquele período em que as entradas ainda não aconteceram.

6. Pratique o preço ideal

Avaliar o seu mercado e identificar o preço ideal para os serviços e produtos do seu negócio é extremamente necessário.

É preciso que você identifique quais são os custos envolvidos na produção dos seus produtos, distribuição e manutenção dos seus serviços e, a partir daí, definir quanto cada item custa e quais são os melhores percentuais lucrativos para a sua empresa.

Isso te ajudará a ter uma maior projeção de lucro e ainda mais previsibilidade ano a ano.

7. Separe a pessoa física e a pessoa jurídica

Para muitos empresários, é aqui onde está o maior erro. É comum confundir quais são os caixas da pessoa física e os caixas da pessoa jurídica.

Esse erro impacta diretamente no entendimento do sucesso do negócio, uma vez que o fluxo de caixa corporativo está com influências negativas proveniente de gastos pessoais, que pouco se relacionam com as despesas da empresa.

Nesse cenário, é difícil analisar quais foram os resultados financeiros da empresa, o que pode gerar um grande problema no futuro.

O ideal é garantir que o dinheiro da pessoa física, como donos e sócios da empresa, esteja separado do dinheiro da pessoa jurídica.

Pague-se através do pró-labore e garanta que as finanças do negócio ficarão separadas desses gastos mensais individuais.

8. Trabalhe com planejamento anual

Não tem problema definir metas mensais, bimestrais ou até trimestrais para o seu negócio.

No entanto, sempre recomendamos a criação de um planejamento anual, que irá nortear todas as ações da sua empresa dentro daquele ano vigente.

Esse planejamento irá permitir que você tenha maior controle de tudo que será feito no seu negócio, evitando imprevistos que desestabilizam a sua empresa e prejudicam seu controle financeiro.

Mas não se preocupe: as ações não ficaram obsoletas. O planejamento pode, e deve, ser revisto e reavaliado de acordo com a necessidade, para garantir que você escolha as ações mais adequadas para o seu negócio.

9. Analise a concorrência

Analisar a concorrência também é fundamental para fazer um bom controle financeiro.

Quanto mais você entende o seu mercado, maiores as chances de identificar como estão as expectativas para os próximos meses e entender como foi o ano dentro da sua área de atuação.

Muitos empresários torcem o nariz nesse momento, mas ficar de olho na concorrência é fundamental.

Também é interessante analisar o seu mercado de modo geral, para entender o crescimento ou o declínio do lucro dentro daquele período analisado.

Fonte: https://saiadolugar.com.br/

CEF oferece taxas diferenciadas para incentivar o empreendedorismo feminino

Esta semana estamos comemorando a semana do Empreendedorismo e no dia 19/11 é celebrado o empreendedorismo feminino. Como presente, a Caixa Econômica Federal resolveu incentivar o público feminino a empreender e criar seu próprio negócio.

O banco federal resolveu lançar um pacote de vantagens que vai desde o capital de giro até o cartão de credito sem anuidade para mulheres. A ideia é promover a educação financeira e capacitação profissional.

Segundo Pedro Guimarães, presidente da instituição financeira, as mulheres já representam cerca de
50% dos clientes de contas para pessoa física. A estratégia é reforçar a demanda, afinal a Caixa foi o primeiro banco a contratar mulheres e a abrir contas para o público feminino.

Como funciona?

Foi reservado cerca de R$ 5 milhões para todas as empresas que possuam mulheres como sua maioria societária. Esse valor servirá para utilização de linha de capital de giro através de recursos do PIS e as taxas serão de 0,83% ao mês.

Caso a contratação do capital de giro seja feita com recursos da Caixa, a taxa de juros ficará em 1,43% ao mês. O prazo para pagamento é de 24 meses.

Para quem está enquadrado como MEI, o crédito contará com uma taxa de juros de 1,99% ao mês e com 24 meses para pagar. Nestes casos, o valor máximo liberado é de R$ 5 mil para quem é empreendedora informal e de R$ 10 mil para quem possui formalização.

Existem dois requisitos para ter acesso a estas linhas de crédito: ser correntista da Caixa e ter algum curso de capacitação que seja reconhecido pelo banco.

Os seguros contratados juntamente ao crédito contam com algumas condições que beneficiam as mulheres, por exemplo: no Previdência Mulher é possível realizar um check up anual com ginecologista credenciado e com isso garantir R$ 50 mil a mais no caso de gravidez natural de gêmeos ou mais filhos.

No caso do Seguro Auto Mulher, a contratante poderá ter uma cobertura veicular e ser isenta de franquia no primeiro sinistro. Além disso, terá troca de pneus, reboque e auxílio mecânico.

Já o Seguro Vida Mulher oferece como benefício a isenção de pagamento nos cados de: diagnóstico de câncer ou desemprego, além de orientação nutricional e descontos em farmácias credenciadas.

Maneiras de melhorar o seu atendimento ao cliente

Para que uma empresa seja bem sucedida até os detalhes são importantes.

Infelizmente, é muito comum encontrarmos empresários que, ainda hoje, não investem no atendimento ao cliente. Muitas vezes, a concorrência acaba ganhando ponto nestes quesitos.Justamente por isso, resolvemos passar algumas dicas de como melhorar sua empresa nos quesitos atendimento e suporte ao cliente.

Mas o que é um bom atendimento?

Esse é um dos pontos de qualquer empresa que ajuda na hora de fidelizar o seu cliente. Além da simpatia, é preciso fornecer ajuda e suporte que o cliente precisa para sentir-se satisfeito.

Com a tecnologia, é possível atender com velocidade e trazer soluções ao seu cliente de forma personalizada e intuitiva.

O quanto o atendimento é importante?

  • Clientela fiel

Um bom atendimento traz como consequência a fidelização dos seus clientes. Para certificar-se do que estamos falando, pense em alguma situação em que foi bem atendido e imediatamente criou uma simpatia pelo lugar.

Quando você necessitar do produto e/ou serviço novamente, certamente irá retornar, além de indicá-lo a outras pessoas.

  • Aumenta suas vendas

Muitas vezes o cliente vem ao seu estabelecimento sem saber se vai levar o produto ou contratar o seu serviço. Ao ser bem atendido, ele terá a sensação de que terá um suporte tão bom quanto e aí resolve comprar de você.

Como melhorar o atendimento:

1. Saiba quem é o seu cliente. Descubra qual o problema e lhe entregue a solução de forma totalmente personalizada. Isso fará com que ele sinta-se único.

2. Trabalhe com uma equipe que consiga atender o seu cliente da melhor maneira possível. Defina as estratégias adotadas e a forma de atendimento que considera ideal para o seu público-alvo.

3. Aplique estratégias de Marketing e estabeleça uma comunicação com o seu cliente através das mídias sociais. Faça com que ele se sinta importante e parte do negócio.

4. Acompanhe os seus concorrentes e identifique quais os seus diferenciais. Se possível, entre em contato como um provável cliente e verifique como é o atendimento deles.

5. Receba os feedbacks do consumidor e melhores os pontos onde há reclamações. Analise cada informação e filtre o que pode ser importante para o negócio.

6 alterações mais importantes dadas pela Medida Provisória nº 905/2019

medida provisória

Medida Provisória nº 905/2019 trouxe várias modificações na legislação trabalhista. Por isso, preparamos um conteúdo especial abordando as principais alterações. Continue nos acompanhando, pois logo abordaremos os os aspectos do contrato de trabalho verde e amarelo. Vamos lá?

6 – Fornecimento de alimentação

O fornecimento de alimentação, seja in natura, por meio de tíquetes, vales, cupons, cheques, cartões eletrônicos destinados à aquisição de refeições ou de gêneros alimentícios, deixará de ter natureza salarial e, consequentemente, não sofre mais incidência de INSS e imposto de renda na fonte.

Essa alteração terá validade somente depois de publicação de ato normativo pelo Ministério da Economia.

5 – Contribuição Social sobre o FGTS nas rescisões

A partir de 01.01.2020, nos casos de dispensa sem justa causa, antecipação de contrato por prazo determinado e rescisão indireta, será extinta a contribuição social de 10% ao FGTS sobre o total depositado na conta vinculada do trabalhador. Assim, o empregador pagará somente a multa rescisória de 40% sobre o saldo do FGTS.

4 – Incidência de INSS sobre seguro-desemprego

A partir de 01.03.2020, sobre o seguro-desemprego pago, será descontada a contribuição previdenciária, e esse período passará a ser computado para efeito de concessão de benefícios previdenciários.

3 – Acidente de trajeto

Com as alterações dadas pela Medida Provisória 905/2019, o acidente de trajeto, ou seja, aquele ocorrido no percurso da residência para o local de trabalho e vice-versa, deixa de ser equiparado a acidente de trabalho.

2 – Gorjetas

A distribuição de gorjetas, em princípio, deverá seguir os critérios definidos em norma coletiva de trabalho. Na inexistência de documento coletivo, estas regras devem ser definidas por assembleia geral dos trabalhadores.

As empresas que cobram a gorjeta deverão destacar este valor na nota fiscal para seus clientes e anotar na Carteira de Trabalho e no contracheque de seus empregados. Se deixarem de fazer essa cobrança, mas se o empregado recebeu gorjetas por mais de doze meses, o valor deverá ser incorporado ao seu salário. Para essa incorporação, utilizar como base a média dos últimos 12 meses, exceto se convenção ou acordo coletivo estabelecer outra forma para esse cálculo.

1 – Trabalho aos domingos e feriados

Passa a ser autorizado o trabalho aos domingos e feriados, desde que uma das folgas semanais coincida no domingo no período máximo de quatro semanas, para empregados nos setores de serviços e do comércio, observada a legislação local. Para o setor industrial, esta concessão deve coincidir no período máximo de sete semanas.

Se o empregador não conceder outro dia de folga, para a compensação do trabalho realizado aos domingos e feriados, este dia deverá ser pago em dobro.

Fonte: Editora Econet

Faltas justificadas: os casos em que a falta do empregado não poderá ser descontada

faltas justificadas

Existem situações em que o empregado possui o direito de se ausentar do trabalho sem ser descontado do salário. Nessas hipóteses, a sua ausência será abonada e remunerada. É o que diz o artigo 473 da CLT. Podem ser citados como exemplos os casos de casamento, falecimento de parentes próximos, nascimento de filho ou doação de sangue. Tecnicamente, tais situações são conhecidas como interrupção do contrato de trabalho.

O prazo de afastamento justificado irá variar de acordo com cada situação. Podem haver casos em que será até de 120 dias (licença-maternidade). O prazo poderá ser ainda maior, em situações como afastamento para cumprimento de serviço militar. Nesse exemplo, o contrato fica interrompido enquanto o empregado estiver a serviço das Forças Armadas Brasileiras.

Fique atento. A contagem é feita em dias consecutivos de trabalho, ou seja, apenas aqueles em que houver jornada (dias úteis) e o empregado se ausentar. Os dias de folga não devem ser considerados.

Se esta ausência for no meio do dia de trabalho, mesmo que parcialmente, esse dia já será contado como primeiro dia justificado, a menos que a norma coletiva diga o contrário. Por isso, é necessário verificar o Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho que pode estabelecer uma situação mais vantajosa para o empregado, como outras hipóteses de faltas justificáveis ou maior número de dias.

Além das faltas justificadas, existem licenças e afastamentos que podem ou não ser remuneradas pelo empregador, repercutindo, por exemplo, no direito de férias, como no caso de concessão de licença remunerada maior de 30 dias.

E quando não são faltas justificadas?

As faltas injustificadas ocorrem quando o empregado se ausenta sem motivo previsto em lei ou norma coletiva. Tais situações permitem ao empregador efetuar o desconto no salário. Nestes casos, também podem haver consequências no contrato de trabalho. Por exemplo, se o empregado ficar mais da metade do mês ausente, perderá o direito do décimo terceiro do mês.

Fonte:Econeteditora