A oportunidade para reimaginar o relacionamento com clientes

A diferença sutil entre o cliente querer ou ter que ser convencido a comprar.

Uma grande crise, independente dos impactos positivos ou negativos em cada um, sempre deve ser também uma fonte de grandes aprendizados. Particularmente, um dos grandes aprendizados que já estou tendo com esta crise é de que tudo aquilo que já aprendemos e consolidamos ao longo de nossa vida corporativa pode deixar de ser relevante muito rapidamente, por fatores incontroláveis e, como agora, sequer imagináveis.

Entendo que em um momento como este que vivemos, os empreendedores têm praticamente apenas duas grandes atitudes de negócios bem diferentes a tomar e, o mais difícil, ambas de curtíssimo prazo.

A sobrevivência

A primeira tem a ver com a sobrevivência imediata. De empresas gigantes a pequenas empresas locais, cada uma tem que buscar agora o que estiver disponível para garantir que continuarão existindo e, infelizmente, muitas talvez não consigam isso.

Para muitos, talvez os planos para 2020 traçados há apenas poucos meses atrás serão irrelevantes agora, por isso, a melhor forma de conseguir buscar o caminho para sobreviver no curtíssimo prazo, é tomar atitudes rápidas, talvez duras e ser resiliente. Isso é importante para trazer o fôlego necessário e a tranquilidade para a segunda grande atitude de negócio, que é reimaginar tudo.

A reimaginação

Reimaginar não é fácil, falo por experiência própria. O ser humano tem por característica se acomodar nos seus comportamentos motivados por crenças. Não considero isso errado, muito pelo contrário. Mas em determinados momentos, extrapolamos este comportamento de uma maneira que nos impede de dar algum tipo de passo de evolução. Quando trazemos isso para os negócios, o resultado são empresários/executivos que relutam em mudar o modelo do seu negócio, mesmo quando o barco está claramente afundando. E isso se agrava quando esta necessidade de mudar o negócio é imposta pelo mercado ou sociedade e não por iniciativa da própria empresa.

Por isso o momento agora se torna mais dramático. Afinal, muitas empresas foram pegas de surpresa com esta pandemia e reimaginar o modelo de negócio passou a ser também uma questão de sobrevivência para elas.

Portanto, reimaginar o negócio passa ser uma obrigação. Mas como fazer isso então? Bom, não pretendo aqui passar nenhuma fórmula mágica e nem dar dicas práticas para isso, simplesmente porque cada negócio possui as suas particularidades. Também não pretendo falar de obviedades como comunicação digital e vendas pela Internet (inclusive para serviços), por exemplo.

Meu objetivo será apenas de alertar para a melhor oportunidade que a sua empresa, seja grande ou pequena, tem agora no seu processo de reimaginação do negócio, que é trazer o cliente para o centro da sua estratégia e propósito como negócios e construir um relacionamento duradouro e sustentável com cada um deles.

Entenda, quando falo de trazer o cliente para o centro da sua estratégia, não é apenas pensar em ferramentas de comunicação e em como será o e-mail ou sms de aniversário que a sua empresa mandará para o cliente, mas conseguir de fato se colocar no papel dele, se preocupar com cada detalhe da experiência que ele terá com a sua empresa, respeitá-lo como uma pessoa e conhecê-lo (e existe tecnologia para isso) para saber o momento certo de falar com ele. Tenha coragem para não deixar a ansiedade de vender direcionar um monte de ações de comunicação muitas vezes sem nenhum planejamento. Se relacione e leve valor ao cliente e deixe a sua venda ser uma consequência.

Construa uma estratégia de relacionamento que fará o seu cliente sentir vontade de comprar, ao invés de construir uma que exigirá um muito esforço (e recursos) da sua empresa para conseguir vender para o seu cliente. A diferença é sutil, mas muda tudo.

Fonte: https://exame.com

4 fatos que comprovam que as novas empresas devem investir em marketing

É comum que empreendedores que estão no processo de abertura do seu negócio esqueçam de planejar um item extremamente importante: O investimento em marketing! Neste texto vamos mostrar porque as novas empresas devem investir em marketing desde o início das operações.

Muitos empreendedores preferem adiar o investimento em marketing para quando a empresa estiver estabilizada e com dinheiro sobrando. No entanto, a falta desse investimento já no início impede o pleno crescimento da empresa, diminuindo a sua competitividade no mercado.

Veja abaixo 4 fatos que comprovam que as novas empresas precisam investir em marketing para que consigam alcançar o sucesso no mundo do empreendedorismo:

Marketing expande a visibilidade

Começar um negócio do zero é um grande desafio para empreendedores. O caminho até o reconhecimento é extenso e com muitos empecilhos. Desse modo, devemos encontrar maneiras de encurtar esse caminho e garantir nosso espaço no mercado.

Devemos considerar fatores como:

  • Competitividade na área;
  • Concorrência;
  • Demanda pelo produto ou serviço;
  • Custos envolvidos no negócio;
  • Legislação;
  • Entre outros.

Se você tem um plano de negócio bem estruturado, provavelmente já sabe quais os desafios que sua empresa precisará enfrentar. Sendo assim, o investimento em marketing deve ser seu grande aliado, pois ele proporcionará maior visibilidade e mostrará o diferencial da sua empresa em relação a concorrência.

No início das atividades, poucas pessoas vão conhecer sua empresa e você terá poucos clientes. Dessa forma, um bom planejamento das ações de marketing fará com que sua empresa esteja na memória das pessoas como mais uma opção de produto ou serviço.

Marketing fortalece a marca

Há estudos que mostram que a maioria das empresas no Brasil sobrevive em média de dois a cinco anos no mercado. Para não cair nessa estatística negativa, empresas novas precisam a todo momento fortalecer sua marca e buscar expandir seu mercado.

E para ter uma marca forte e reconhecida, é preciso investir em itens como:

  • Identidade visual;
  • Criação de site;
  • Ações de marketing digital;
  • Materiais gráficos;
  • Propagandas para mídia;
  • Entre outros.

Tudo isso tem custo e você deve colocar esse investimento no planejamento de marketing do seu negócio. Contudo, esse conjunto de ações de marketing vai colaborar para que a empresa fortaleça sua marca, ganhe credibilidade e caminhe em direção a prosperidade.

Comunicação eficiente com seu público

O marketing é extremamente importante para que você consiga se comunicar com seu público de forma eficiente. De nada adianta a empresa fazer promoções, ter um produto genial e o público não saber da existência da empresa.

Por isso, investir em marketing é também criar estratégias para conversar com seu público, melhorando o relacionamento com os clientes atuais e futuros clientes.

Fidelização dos clientes

Alguns estudos mostram que cerca de 65% do faturamento de uma empresa são de clientes fidelizados. E aí vem um problema: Se minha empresa está iniciando, como conquistar e fidelizar clientes?

É nesse momento que sua empresa deve investir pesado em marketing. Assim, o marketing lhe ajudará num primeiro momento a chamar a atenção do público para a existência da sua empresa.

Posteriormente, seu o investimento em marketing deve mesclar entre a conquista de novos clientes e fidelização dos antigos. Ou seja, é um investimento que precisa estar no seu planejamento desde a abertura da empresa e continuar avançando à medida que a empresa cresce.

Por fim, o investimento em marketing será crucial para que sua empresa esteja sempre competitiva no mercado e alcance o sucesso em sua área de negócio!

Micro e pequenas empresas estão com dificuldade para obter crédito na crise

Diante do impacto econômico da pandemia de Covid-19 sobre as micro e pequenas empresas, bancos públicos, privados e entidades de incentivo ao desenvolvimento vêm anunciando novas linhas de crédito. Com juros menores, longos períodos de carência e pagamento facilitado, as estratégias buscam alavancar o setor empresarial mais prejudicado pela crise. Mas, nem tudo é tão simples quanto parece.

Para se ter ideia, cerca de 60% dos donos de pequenos negócios já tiveram o pedido de crédito negado nos bancos desde o início da crise. De acordo com o Sebrae, o maior desafio são as garantias solicitadas pelas instituições financeiras para concessão do empréstimo. Analisando a questão mais a fundo, o problema está na falta de documentação necessária para a obtenção dos valores dentro dessas regras em especial o Balanço Patrimonial bem estruturado.

Segundo Regina Fernandes, CEO de contabilidade, existe um grande despreparo das pequenas e médias empresas no que tange a documentação. Regina, que também é palestrante do workshop, afirma que normalmente as empresas não valorizam o trabalho do contador, que é visto como “um mal necessário e gerador de imposto”. “As empresas buscam o menor custo sem considerar toda possibilidade consultiva que esse profissional pode oferecer. Soma-se a isso o fato de que, mesmo em um cenário como esse, as instituições financeiras estão mantendo o mesmo padrão absurdo de burocracia. A combinação desses dois fatores dificulta o acesso ao crédito e a sobrevivência desses negócios”, explica a contadora.

Ao solicitar um empréstimo, é praxe apresentar alguns documentos, como o contrato social da empresa, declaração de faturamento, certidões negativas e balanço patrimonial do último ano. A instituição financeira também precisa entender como o dinheiro será aplicado e se a empresa tem capacidade de gerar caixa e quitar a dívida. “O ideal é traçar um plano, com prazos e metas, e apontar o destino do empréstimo. Um planejamento bem estruturado com demonstrações contábeis em linha desperta confiança durante a negociação”, aconselha Regina Fernandes.

Sem contabilidade

Atualmente, há 16 milhões de micro e pequenas empresas, de acordo com o Sebrae. Muitos, são negócios familiares, de bairro, com nenhum ou poucos funcionários. Quem presta o serviço costuma ser também quem lida com fornecedores, faz compras, pagamentos e fecha as contas do mês. São poucas as que têm um contador ou se utilizam de serviços de contabilidade de forma efetiva.

Com todas essas limitações, é difícil que esses empresários façam planejamentos com frequência e estejam regulares em relação ao Fisco. “A contabilidade precisa ser entendida como uma parceria do negócio. Sua atribuição não é a de simplesmente gerar guias de impostos. Estar com a documentação financeira correta, atualizada, evita uma série de problemas futuros, como ter uma solicitação de crédito negada”.

Tudo na ponta do lápis

Antes de procurar um empréstimo, é preciso organização e planejamento. O valor arrecadado vai efetivamente ajudar o negócio ou colocar o empresário em uma bola de neve? Afinal, mesmo com boas condições de pagamento, uma hora os prazos vencem.

Por isso, a recomendação é pesquisar e estudar as taxas de juros do mercado e confirmar a real necessidade de buscar dinheiro no mercado. “Se o empreendedor já tem empréstimo com um banco, nada o impede de pesquisar condições melhores em outras instituições. O Desenvolve-SP, por exemplo, tem a menor taxa de juros do mercado como um todo e a nova linha de crédito do Sebrae também é bastante vantajosa. Os bancos, por sua vez, ainda concentram os juros mais altos”, afirma Regina Fernandes.

Depois de decidir por um empréstimo e conseguir o dinheiro, é preciso se estruturar para a retomada do mercado, mantendo uma operação enxuta e gastando somente o necessário. “A gestão financeira deve ser fundamental nos próximos meses. É recomendável que as empresas façam um planejamento orçamentário anual, com análises mensais para fazer eventuais correções”, aconselha. “Quando o empreendedor fizer essa análise de caixa, é importante criar indicadores sobre a saúde do negócio usando métricas de acordo com as características do próprio negócio. E converse sempre com o seu contador, afinal ele é o médico de sua empresa”, finaliza.

Fonte: https://administradores.com.br/

A importância do planejamento logístico para quem vai abrir um negócio

Embora a palavra planejamento evoque na mente métodos rígidos de controle, essa etapa na logística envolve também o gerenciamento de processos de negócios. Ou seja, quem vai abrir um negócio precisa de um sistema para supervisionar o movimento das mercadorias, além de ter o controle sobre elas.

O planejamento logístico é importante, então, para supervisionar, analisar e implementar um fluxo de trabalho eficiente. Do ponto de criação ou produção até o ponto de consumo, o planejamento estabelece ações concretas para a boa execução do trabalho.

Dito isso, pensemos agora em um negócio que esteja prestes a abrir. Não é fácil encontrar soluções eficientes no primeiro momento, principalmente quando o gestor não tem experiência.

Portanto, vamos entender melhor por que o planejamento logístico é importante para as empresas que estão começando.

Obter métricas fundamentais

O planejamento logístico envolve diversas métricas que serão fundamentais para o gerenciamento futuro do negócio. O tempo de ciclo despendido na logística e o custo de todo o processo são exemplos de recursos excelentes obtidos pelo planejamento logístico.

Importância para a reputação do novo negócio

Os primeiros meses e anos de trabalho serão fundamentais para estabelecer uma imagem forte do negócio. O posicionamento tomado nesse período pode ser decisivo. Por isso, é fundamental adequar a logística nesse sentido.

O planejamento logístico precisa ser bem criterioso e estabelecido para que as entregas sejam feitas da maneira que foram planejadas. Dessa forma a marca se consolida no mercado como uma empresa eficiente, e demonstra para o público e para os concorrentes que possui razões para ser também confiável.

Competitividade

Outra dificuldade de quem vai abrir um negócio é a competitividade. As demandas são atendidas por outras empresas, e o público confia nessas marcas. Chegar disputando um espaço com quem já está consolidado é bastante complexo. A logística, nesse ponto, não deve ser vista como um desafio, mas como uma oportunidade.

Hoje em dia o consumidor está mais atento a todo o processo, da compra em um e-commerce à entrega pela transportadora. Pense, então, na logística como um diferencial para sua empresa. Por que não mostrar que o negócio é diferente, no sentido de ser melhor que a concorrência? Esse é um bom caminho para se destacar.

Redução de custos

O planejamento logístico de um negócio que está começando também é importante para a redução de custos. As primeiras operações vão demonstrar os gastos que o processo inteiro terá. Com isso você obterá novas informações que permitirão melhorar o planejamento, tendo em vista a economia.

Por exemplo: com o planejamento logístico é possível determinar a melhor rota de entrega. Você passa a conhecer o caminho mais curto, seguro e barato. Não só o dinheiro será economizado, mas também o tempo.

Outra redução de custo importante diz respeito às embalagens e os investimentos em mercadorias. Você consegue reduzir os tamanho dos produtos, sem reduzir a quantidade, poupando bastante espaço.

Cabe mencionar aqui também a importância de se estruturar os recursos em um sistema. O planejamento logístico sempre dependerá do modelo estruturado de negócios. Ou seja, será importante recorrer a uma organização, um fluxograma eficiente. De nada adianta estruturar um excelente planejamento sem uma contabilidade bem-feita, por exemplo.

Por isso, recomendamos fortemente a utilização de um sistema contábil. Dessa forma, você começa pelo princípio, que é a gestão eficiente do caixa.

PRORROGAÇÃO DE PRAZOS DOS PARCELAMENTOS DO SIMPLES NACIONAL

  • Aplicação: Território nacional
  • Abrangência: Contribuintes optantes pelo Simples Nacional, incluindo o Microempreendedor Individual – MEI
  • Conteúdo: Dispõe sobre a prorrogação de prazos dos parcelamentos com vencimento em maio, junho e julho
  • Base Legal: Resolução CGSN nº 155, de 15 de maio de 2020
  • Vigência: a partir de 18/05/2020

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), por meio da Resolução CGSN nº 155/2020, determina que em função dos impactos da pandemia da Covid-19, as datas de vencimento das parcelas mensais relativas aos parcelamentosadministrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – RFB e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN, dos tributos apurados no âmbito do Simples Nacional, incluindo o Microempreendedor Individual – MEI, ficam prorrogadas da seguinte maneira:

Prazo original Prazo prorrogado
maio/20 31.08.2020
junho/20 30.10.2020
julho/20 30.12.2020

Em relação a parcela de maio, abrange somente as parcelas com vencimento a partir de 18/05/2020.

A prorrogação dos prazos não afasta a incidência de juros, na forma prevista na respectiva lei de regência do parcelamento e não dá direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

As microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no CNPJ durante o ano de 2020 poderão formalizar a opção pelo Simples Nacional, na condição de empresas em início de atividade em até 180 dias após a inscrição no CNPJ. Antes da edição da resolução esse prazo era de até 60 dias.

Fonte: DOU, DE 18 DE MAIO DE 2020

5 alternativas que as empresas podem adotar antes de pensar em demitir

Os pequenos negócios são os mais afetados pela crise econômica causada pela pandemia de coronavírus. Das mais de 15 milhões de pequenas empresas brasileiras, que correspondem a 30% do Produto Interno Bruto Nacional, 89% já observaram uma queda no faturamento, segundo pesquisa feita pelo Sebrae. Conforme se estende o período de isolamento social, necessário para a contenção da doença, os empreendedores buscam alternativas para não precisar fechar suas empresas.

Alguns optaram por demitir os funcionários, reduzindo o custo fixo da folha de pagamento. Só no setor de restaurantes, a associação nacional estima que as demissões podem ter atingido entre 600 mil e 800 mil trabalhadores no país. A Associação Brasileira das Lojas Satélites (Ablos), que reúne as lojas menores dos shoppings, e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), projetam até 5 milhões de desempregados no comércio até o fim de abril.

A professora Marina Gama, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, diz que não há muito milagre a ser feito em uma crise desse tamanho, mas defende que haja um esforço coletivo para que não haja demissões agora. “As pequenas empresas demoram tanto para conseguir alguém de confiança, para treinar essas pessoas, investem recursos. Quando a crise passar, a pequena empresa vai precisar desses funcionários”, afirma.

Para tentar entender quais medidas podem ser adotadas pelos empreendedores para salvar o negócio e preservar os empregos, conversamos com especialistas em negócios. Confira as dicas abaixo:

1 – Planejamento é fundamental

Em momentos de crise, o empreendedor é forçado a redobrar o cuidado com o planejamento. Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP, diz que é hora de redimensionar despesas e fazer uma planilha para ver o fôlego da empresa. “Pode ser no papel ou no computador, o importante é ter tudo planejado”, afirma.

Walter Cavalcante, sócio-fundador da fintech Sinapse Finance, que ajuda pequenas e médias empresas no planejamento financeiro, diz que o empreendedor precisa tentar antecipar quais novos custos vão aparecer, como a compra de álcool gel ou as despesas com logística para envio de produtos. “É um exercício de se planejar e de pensar em profundidade o negócio”, diz o sócio da startup.

2 – Renegociar custos fixos

Para os especialistas, a grande meta durante a crise é conseguir preservar o caixa. “O caixa é o que mata a empresa. Na lista de motivos porque as empresas quebram, a gestão de caixa só perde para briga entre sócios”, diz Cavalcante. Por isso, é hora de renegociar contratos com fornecedores e proprietários de imóveis.

Para Poit, para garantir a sobrevivência do negócio, o micro e pequeno empreendedor não pode ter receio de renegociar todos os custos. “A renegociação precisa acontecer sem vergonha alguma, o “não” já está garantido e todo fornecedor espera a ligação”, diz o diretor do Sebrae.

Na outra ponta, os empresários e locadores também estão mais propensos a aceitar propostas. “Eles entendem que é melhor ganhar algo e manter esse espaço alugado do que perder a renda, porque a crise tem prazo para acabar”, diz a professora Marina Gama.

Outro custo que pode ser adiado é o das contas de água, luz e gás, a depender das medidas adotadas localmente pelas empresas fornecedoras. Segundo a professora, só com a renegociação do aluguel e a suspensão temporária das contas básicas, o pequeno empreendedor pode diminuir de 20% a 30% os seus custos fixos.

3 – Adaptar o negócio

O momento é de reavaliar a política em relação a vendas online. “Muita gente tem tido dificuldade de ter uma venda digital, até uma certa relutância. Esse é o momento de pensar estrategicamente”, diz Poit. Agora é a hora de adaptar o negócio, ligar para os clientes e tentar oferecer os produtos e serviços por delivery.

A pequena empresa precisa buscar medidas criativas para gerar receita mesmo durante o período de quarentena. “Restaurantes e cafés podem oferecer produto por delivery, músicos podem fazer lives e cobrar um couvert virtual”, diz Cavalcante. Em último caso, é possível vendar alguns ativos da empresa, desde cadeiras até computadores, para tentar levantar capital.

4 – Pegar um empréstimo

Segundo Gama, os empreendedores precisam ficar atentos às linhas de crédito disponibilizadas pelo governo. Neste momento, esse dinheiro pode dar uma sobrevida para os negócios. A professora diz que é melhor evitar as linhas de crédito tradicionais e optar por empréstimos disponibilizados agora pelo governo com o Sebrae e bancos públicos. “Esses caras vão ter as principais linhas de crédito para os pequenos, com juros mensais mais baixos”, afirma.

Cavalcante, por sua vez, recomenda que as pequenas empresas não peguem crédito para pagar gastos do dia a dia. “A crise não deve durar muito mais que três ou quatro meses, então o empreendedor precisa verificar se a rentabilidade da empresa no pós-crise vai conseguir honrar a dívida”, diz.

5 – Reduzir salários ou suspender contratos

O empreendedor com funcionários em regime CLT pode usar a medida aprovada pelo governo que prevê a possibilidade de redução da jornada e suspensão do contrato de trabalho durante a crise do coronavírus. No caso de suspensão, permitida por até 60 dias, os funcionários que recebem até três salários mínimos receberão do governo um benefício correspondente a 100% do seguro-desemprego ao qual ele teria direito.

Já a redução de jornada poderá ser feita desde que o salário por hora pago ao funcionário seja mantido e não fique menor do que um salário mínimo. O valor da redução, que pode ser de 25%, 50% e 70%, será pago do governo ao empregado na mesma proporção do seguro-desemprego ao qual ele teria direito.

Para que esses acordos de redução de salário e jornada de funcionários sejam válidos, segundo decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), é necessária comunicação aos sindicatos. Além disso, o empregador tem que encaminhar os acordos ao ministério da Economia pelo site e aplicativo Empregador Web para que o pagamento seja feito pelo governo.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Como um bom planejamento financeiro pode garantir a saúde da sua empresa

A saúde financeira da empresa é uma das principais preocupações de qualquer gestor. Afinal, lucro não é apenas o grande objetivo, mas o capital é essencial para a evolução e sobrevivência do negócio. Por esses motivos, o planejamento financeiro é essencial.

Este conceito envolve o controle completo das finanças do negócio, sendo uma forma de diagnosticar o estado dele. Então, se você quer garantir a saúde da sua empresa, confira porquê o planejamento financeiro é tão importante e algumas dicas de como fazê-lo.

Por que o planejamento financeiro é tão importante?

Ao fazer um planejamento financeiro, o gestor de uma empresa faz um controle de todos os gastos e entradas. Assim, fica claro o motivo pelo qual esta prática é tão importante: o gestor reúne informações valiosas. Em outras palavras, ele sabe exatamente quais são os gastos e entradas passadas e pode fazer projeções sobre o futuro.

Então, por exemplo, o gestor pode analisar suas contas e saber o quanto tem disponível para fazer certos investimentos. Enquanto isso é crucial, muitas empresas compram apenas por necessidade. Investem em máquinas, por exemplo, sem nenhuma certeza de que haverá verba para cobrir. Por isso, a empresa acaba tendo grandes problemas.

Resumidamente, o planejamento financeiro é essencial para que o gestor tenha informações precisas de como este recurso pode ser usado. Por outro lado, não ter esta preocupação é um risco.

Sem saber exatamente quais são as despesas, pode ser que exista um erro na precificação dos produtos e serviços, por exemplo. Outro problema comum é não haver um controle de recebimentos adequado.

Os problemas mais graves surgem quando a falta de planejamento financeiro afeta os aspectos mais básicos da empresa. Primeiramente, o capital de giro. Não ter o recurso para pagar as contas do dia a dia é um problema que leva à falência de muitas empresas.

Em seguida, existe a questão do próprio lucro. Afinal, este é o objetivo de toda empresa capitalista, mas como você sabe que está o alcançando sem um planejamento financeiro adequado?

Como fazer o planejamento financeiro?

Ficou claro que o planejamento financeiro tem dois grandes objetivos: fazer um diagnóstico do estado da empresa e trazer informações para a tomada de decisões. Porém, como fazê-lo de maneira adequada?

Em muitas empresas, especialmente as menores, isso ocorre de forma informal. Ou seja, o próprio gestor faz este controle e, durante um tempo, ele é o suficiente. Porém, conforme a empresa se estabelece no mercado e cresce, a complexidade das finanças também cresce.

O ideal é que, quando chegue este momento, o gestor tenha alguma forma de apoio para fazer o planejamento financeiro. Felizmente, no mercado atual, existem diversas opções. Ter um departamento interno de contabilidade é uma solução para empresas maiores, nem sempre vale o custo.

Por outro lado, ter uma contabilidade terceirizada e um software de gestão financeira ajudam a fazer este controle. Implementar estas soluções é uma forma de fazer o planejamento financeiro, com um bom custo-benefício.

Então, para concluir, vale a pena fazer o planejamento financeiro para alcançar os seguintes objetivos:

  • Reduzir custos;
  • Aumentar os rendimentos;
  • Evitar erros, tanto de gestão financeira, como de fiscalização;
  • Ter a capacidade para lidar com emergências;
  • Tomar decisões com mais propriedade.

Portanto, se você ainda não tem um planejamento financeiro mais sofisticado na sua empresa, estes objetivos mostram como esta prática pode valer a pena.

Empregos em tempos de pandemia: o que esperar do cenário pós coronavírus?

Uma coisa é certa: a Covid-19 modificou todos os planos para 2020 e vem deixando sequelas nos mais diversos segmentos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa divulgada no mês de março, a taxa de desemprego no Brasil já atinge 11,6%, impactando cerca de 12,3 milhões de pessoas em todo território nacional. Especialistas, porém, se preparam para um futuro ainda mais alarmante, com expectativas de quadruplicação do número de brasileiros sem um emprego.

É natural que, em meio à tanta incerteza, grandes, médios e pequenos empreendedores, bem como os autônomos, olhem para o cenário econômico com preocupação. Afinal, o melhor método de prevenção do coronavírus é o isolamento e, por consequência, o fechamento temporário dos estabelecimentos. Esse cenário aflora a demissão em massa como uma das principais alternativas para tentar manter as contas no azul. Porém, entendemos que o mundo como um todo mudará drasticamente com o passar da crise.

Uma das aliadas dos empreendedores e colaboradores neste momento é a tecnologia. Graças à ela, serviços de delivery, por exemplo, crescem consideravelmente em todo o mundo, apontando novas tendências e maneiras de se olhar o mercado de trabalho a partir de agora. Tudo que era considerado urgente no primeiro bimestre do ano, deu espaço para uma nova visão de valor social e gestos interpessoais. Isso se aplica a todo o cenário, mas, principalmente, ao dos empregos informais e esporádicos, como é o caso das secretárias do lar, pintores, limpadores de piscina, entre outros.

Esse segmento estava, de certa forma, desassistido, fazendo com que menos pessoas tivessem acesso às oportunidades de renda extra e, até mesmo, trabalhos regulares. Criar um local que conecta essas duas pontas contribui para que a economia continue em movimento, possibilita que a falta de empregos formais para os 11,6% de brasileiros não seja tão drástica para a população.

O panorama do desemprego no Brasil não comporta mais o tamanho da população que precisa trabalhar, ou seja, a quantidade de empregos não condiz mais com o volume de trabalhadores. Isso fica ainda mais claro quando se analisa o aumento do trabalho informal e dos casos de empreendedorismo. Assim como acontece com os motoristas e entregadores de aplicativo, que atendem conforme a demanda de serviço e não pelo regime CLT, regularizar os demais cargos cria uma demanda positiva para o mercado de trabalho.

A expectativa do mercado após o Covid-19 é alarmante, espera-se que tenhamos mais de 40 milhões de desempregados em todo o território nacional (Fonte: XP Investimentos). Isso é 4 vezes mais do que temos hoje. Precisamos estar prontos para esse pós, ajudar o maior número de pessoas desempregadas organizando e diversificando as oportunidades para o trabalhador.

Fonte: https://administradores.com.br/

A importância da contabilidade no processo de abertura de empresas

Ao começar a abrir uma empresa, o gestor tem várias preocupações de diferentes tipos, como qual o melhor equipamento tecnológico comprar ou qual a melhor localização para o seu negócio.

No entanto, deve ter em mente que a Contabilidade é muito importante nesta fase. Por isso, deve se preocupar com ela.

Escritório de Contabilidade ou um contador profissional são fundamentais para qualquer empresa. Eles são aqueles que vão cuidar de todas as questões financeiras e tributárias para a abertura, além de ajudar na tomada das melhores decisões para que o negócio se desenvolva.

No momento da abertura de uma empresa, a Contabilidade se torna imprescindível. O profissional do ramo vai ajudar o empreendedor a entender as tributações, verificar quais tipos de documentos são necessários, qual o posicionamento que o negócio pode tomar assim que for aberto e qual o seu direcionamento para alcançar o caminho certo.

Contabilidade na abertura de empresas

É muito comum que as pessoas acreditem que a contratação de um contador só se faz necessária para cuidar das contas da empresa que já está aberta.

No entanto, ele também pode ajudar na abertura, na manutenção e no encerramento das organizações. Segundo o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), está estabelecido que todos os negócios necessitam de acompanhamento e da contabilização da sua movimentação, por meio de um contador registrado.

Hoje, o processo de abertura de uma empresa está mais simplificado. Mesmo assim, as burocracias existentes no processo ainda são muito preocupantes, com a necessidade de se seguir estritamente as leis e normas específicas.

Com uma Contabilidade bem estruturada, o empreendedor poderá garantir que a abertura de sua empresa prospere, pois todos os seus dados e documentação estarão em dia.

A Contabilidade pode ajudar a partir do momento da escolha do formato ideal de seu empreendimento. Ela avalia o que você vai realizar, qual a previsão de faturamento e quais as burocracias existentes que podem influenciar nas decisões do empreendedor.

O profissional de Contabilidade tem competência para fazer com que não aconteçam erros que custem muito dinheiro para o empreendedor, além de atrasar a abertura do negócio. Ele está acostumado com todo o processo e sabe muito bem como guiar o novo gestor para alcançar a eficiência.

Contabilidade como aliada

A Contabilidade será como um filtro para que as decisões mais complexas que um empreendedor precise tomar ao abrir seu negócio sejam feitas de forma inteligente.

Um contador ao lado do gestor na hora da abertura do empreendimento ajudará a lidar com o excesso de papelada. Ele mostrará como funcionam os trâmites em órgãos públicos e como evitar erros em documentação, para não atrapalhar a abertura do negócio.

Com uma Contabilidade Ativa, dentro do seu negócio ou terceirizada, o empreendedor pode sempre tirar as dúvidas que apareçam. O contador ajudará a guiar suas decisões por meio do caminho certo.

Por isso, caso você esteja pensando em abrir o seu negócio, dê importância ao trabalho da Contabilidade. Ela é uma das partes importantes para que seu empreendimento cresça e tome forma.

Geração de caixa: um plano para quando parecer que não há alternativas

Como líder, é papel dos empreendedores e empreendedoras assumir a responsabilidade de cada ação, deixando claro para todos na empresa que a prioridade é preservar caixa. A partir desse momento, não existem dias – existem horas. Não deve haver espaço para tentativas e sim para a execução.

Para scale-ups, parece contra intuitivo considerar que caixa é prioridade porque o foco está no crescimento, mas em um momento de instabilidade, é fundamental voltar sua atenção para o caixa.

Algumas dicas práticas para atuar neste momento crítico:

1. Monte uma War Room

  • Nada será feito sem gente e você precisará escolher a dedo as pessoas que estarão contigo nesse momento. Chame essas pessoas e, com muita transparência, comunique o problema e quais as alternativas que estão sendo pensadas.
  • É preciso virar a chave de um modo de crescimento para um modo de sobrevivência. O time inteiro precisa ganhar essa consciência rápido.
  • Não deixe de ter pessoa(s) da área financeira neste grupo, ela(s) quem te darão dados e você precisará se basear neles diariamente. Esse grupo precisará assumir as rédeas do negócio e não há espaço para medo.
  • No momento atual em que todos trabalham em Home Office, crie uma sala online com essas pessoas e que fique ligada 24 horas.
  • As decisões precisam ser ágeis. Se você demora uma semana para tomar uma decisão de redução de custos, por exemplo, isso pode custar caro mais para frente.
  • Uma dica é utilizar a matriz de risco da Sequoia, que mostra como avaliar o retorno do risco das decisões para o negócio.

Fonte: Apresentação do mentor Miguel Simões de Melo, da Bain & Co, em mentoria coletiva para Empreendedores Endeavor do mundo.

2. Lidere pelo exemplo

Não é preciso fingir que está tudo bem ou suavizar a real situação. Você, como CEO ou fundador, precisa liderar pelo exemplo. Isso significa transmitir transparência, apresentar um plano para navegar pela crise e convencer as pessoas do time a embarcarem nesse plano.

  • Além de passar esse senso de urgência para seus liderados, é importante garantir que eles também transmitirão essa mensagem, como líderes, a cada uma das áreas, colocando todo mundo na mesma página.
  • O desespero, nesse momento, é ligado à falta de um plano. Existe uma esfera emocional da crise, mas também existe o lado racional. Qual é o caminho possível para vocês navegarem nesse cenário?
  • Informe o tamanho do problema, mas também conte que existe uma saída lá na frente, como uma luz no fim do túnel, se todos abraçarem essa missão e assumirem um modo de sobrevivência.
  • Mantenha a adaptabilidade, mudando o curso se for necessário. Você como fundador(a) dá o tom da empresa inteira.

Como engajar as pessoas na crise?

O líder também precisa inspirar e cuidar das pessoas, sejam elas time, fornecedores ou clientes. Para fazer isso, temos algumas dicas para que o processo seja mais simples:

  • Seja transparente com as decisões que vai tomar.
  • Dê uma visão de esperança: as pessoas buscam acreditar no que vem depois, na luz no fim do túnel. O líder precisa ser capaz de vender o sonho do que está além da cortina de fumaça para colocar seu plano em pé.
  • Foque nos grandes objetivos: coloque como prioridade as ações que vão ser game changer, ou seja, disruptivas. Foque mais no O – objetivos – do que nos KR – metas que você definiu mas que talvez já não fazem mais sentido pro negócio.

Além disso, para cuidar do time, tenha como principal parceiro a área de Gente e Gestão, que ajuda a:

  • Identificar pontos de stress no time antes deles virarem um caos na empresa;
  • Cuidar da comunicação e evitar decisões que podem ser mal interpretadas;
  • Alinhar os valores mais do que nunca;
  • Revisar continuamente os KPIs essenciais.

3. Escolha as métricas vitais para acompanhamento e faça isso diariamente.

A saúde da empresa é essencialmente monitorada por:

a. Pulso (fluxo de caixa futuro)
Use o regime caixa ao invés do regime de competência. Com isso, você vai perceber sua receita caindo. Busque como antecipação de recebíveis. Qualquer dívida de curto prazo que você puder tomar nesse momento, tome.

b. Respiração (vendas e retenção de clientes)
Manter um cliente é mais fácil que adquirir outro e o gasto para aquisição já incorreu. Busque formas de engajar a base de clientes ativos para mantê-los vivos, pois quando a demanda voltar, elas voltarão a comprar com você e não o
concorrente.

Na aquisição de novos clientes, o foco são canais orgânicos! Não trabalhe com aquisição que venha a consumir caixa é preciso ser criativo (ex. Ações de member get member);

c. Batimento cardíaco (margem de contribuição)

Corte gastos de qualquer produto que não tenha margem positiva.

Fonte: Apresentação do mentor Miguel Simões de Melo, da Bain & Co, em mentoria coletiva para Empreendedores Endeavor do mundo.

4. Corte de gastos

Olhe para sua cadeia de valor e identifique o que é essencial para a operação do core business não parar, os demais gastos, corte imediatamente. Na dúvida, corte o gasto e se necessário contrate ou compre novamente. Ex. no caso de um e-commerce seriam essenciais os fornecedores de matéria prima, transportadoras, servidores de nuvem, ferramenta de push notification para comunicação com clientes ativos…

Se a empresa inteira tiver consciência desse plano, deixe claro que qualquer projeto não relacionado a essa missão deve ser colocado em stand by para que os esforços estejam concentrados no caixa.

4.1. Despesas administrativas

  • Comece por elas: cartões corporativos, viagens e ferramentas que não essenciais para a operação continuar rodando.
  • Mantenha apenas os advogados e serviços terceirizados de back-office que sejam essenciais para seu negócio e corte seu próprio salário – é preciso dar o exemplo para que o restante do time tenha empatia e também mude a mentalidade.
  • Corte todos os gastos com desenvolvimento de novos produtos e pare de vender os produtos que não geram retorno no curto prazo, lembre-se: margem de contribuição positiva.
  • Se necessário, pare de pagar o aluguel e peça renegociação do contrato.

4.2. Fornecedores de matéria prima

Prorrogue o pagamento por pelo menos 60 dias e não tenha vergonha a respeito, você sempre honrou seus compromissos e o momento é crítico! Tenha consciência e comunique que essa medida visa perpetuar o próprio relacionamento de longo prazo entre vocês.

4.3. Impostos

Fique atento as todas as medidas que o governo está adotando e comunicando em relação a isso. Em casos extremos (poucas semanas de caixa) segure o pagamento e em um segundo momento, pague com as devidas multas incorridas.

4.4. Bancos

  • São credores de curto prazo e seu rating será considerado para contratação de novas dívidas. Para isso o histórico de “bom pagador” é essencial. Busque renegociações de prazos de carência e taxas, mas evite prejudicar sua análise de crédito – nos próximos meses eles serão seus principais credores e não os fundos de investimento.
  • Em casos extremos (poucas semanas de caixa) não entre em contato com stakeholders para negociar e sim comunicar;

4.5 Negociação de contratos de locação

  • Entenda bem quem está do outro lado. Cada locador tem realidades e motivações diferentes, principalmente de acordo com a tipologia e tamanho. Tenha clareza do nível de dependência do locador sobre a sua operação ou se ele tem interesse em locar imóveis para você no futuro.
  • Entre no detalhe financeiro. Imóveis são investimentos, então seguem a lógica de risco e retorno. Portanto, quando essa relação está gerando margem muito alta, há margem para negociação. Quanto vale o imóvel? Quanto foi investido? Quantos % disso você paga de aluguel?
  • Qual o objetivo esperado na negociação? É preciso sair do empírico e pedir desconto baseado em fundamento. Por que estou pedindo 10% de desconto? Isso conversa com meus resultados? Isso deixa meus resultados dentro do azul? Dentro disso, vale enviar comunicações/negociações no detalhe, a carta padrão de renegociação tende a não convencer ou sensibilizar.
  • Tenha em mente qual é seu valor alvo, ou seja, aquele que traria bastante rentabilidade para a operação de forma factível. Mas também seu valor de reserva, ou seja, o mínimo de desconto necessário para viabilizar sua operação. Esses dois valores te ajudam a fazer a ancoragem da negociação.
  • Se você não atingir um acordo, qual é seu BATNA (Best Alternative to a Negotiated Agreement), ou seja, qual é o mínimo acordo possível que pode ser feito? Você pode quebrar caso essa negociação falhe? Pode buscar outros imóveis? Pense em planos B, C e D. Pense também qual é o BATNA do seu locador.
  • Não blefe. Não ameace sair do imóvel se não tem intenção de sair.
  • Use o cenário econômico para embasar seu pedido de renegociação. Indicadores como o Índice FipeZAP, a retração da sua indústria, IGP/IGPM, CDI, SELIC ou IBOVESPA podem servir de sustentação.
  • Alinhe o desconto pedido ao seu plano de negócios, mostrando sua real necessidade.
  • Em redes de varejo, grandes locadores ou shopping centers, é possível negociar também publicidade, bonificação, taxas de condomínio, 13º aluguel e outras taxas que podem fazer diferença no aumento do faturamento ou na redução dos custos.
  • É possível atrelar descontos a uma extensão de contratos de locação. Ou ainda, relacionar o valor do aluguel com o possível êxito do negócio, a partir dos resultados dos meses seguintes.

Depois de ler e considerar quais dessas dicas são aplicadas à sua realidade, lembre-se que o conjunto de todos os fatores gera um resultado positivo para o futuro da sua empresa, e também do seu time.

Em momentos como esse, temos a responsabilidade – e o desafio – de agirmos como verdadeiros exemplos para o país. Estamos todos, ao redor do mundo, em um túnel com pouca luz, sem saber o que nos espera logo à frente, com a repercussão econômica dessa crise. Precisamos, por isso, de coragem para dar um passo depois do outro.

 

Fonte: https://endeavor.org.br/

Quais os passos necessários na hora de abrir um negócio?

Você já parou para pensar quais são os primeiros passos para abrir um negócio? Muitos brasileiros têm o sonho de empreender, mas não sabem bem como começar. Afinal, a burocracia para abrir uma empresa é grande, especialmente no Brasil.

Em outras palavras, é preciso separar uma série de documentos, conversar com profissionais especializados no assunto e elaborar o plano de negócios. Por isso, é natural ter certas dúvidas de como lidar com este processo.

Porém, ao entender como este funciona, fica claro que não é tão difícil assim. Portanto, este post mostra alguns dos passos necessários para abrir um negócio. Confira.

Consulte os profissionais adequados para abrir um negócio

Antes de mais nada, é crucial contar com a ajuda de dois profissionais para a abertura de uma empresa: o contador e o advogado.

contador garante que toda a documentação necessária para abertura da empresa estará em dia. Além disso, recomenda o sistema de tributação que faz mais sentido para o negócio, de modo que você possa economizar.

Em certos casos, o contador também ajuda a montar um cronograma para o pagamento de tributos e a época ideal para o balanço. O aspecto financeiro é um dos principais para qualquer empresa. Logo, contar com um serviço de contabilidade é essencial.

Por outro lado, o advogado ajuda o empreendedor a elaborar outros documentos da empresa. Um exemplo, é o contrato social, essencial para a estrutura de qualquer negócio.

Outra forma como o advogado ajuda é na questão trabalhista. Ele garante que a empresa está de acordo com a legislação no momento da contratação de seus colaboradores.

Faça as consultas e monte a estrutura para abrir um negócio

Uma vez que o empreendedor conte com o apoio dos profissionais adequados para abrir um negócio, pode se focar nos aspectos mais práticos.

Primeiro de tudo, é preciso fazer duas consultas: a viabilidade de nome na Junta Comercial e a consulta de endereço, para saber se a atividade pode ser realizada na sede da empresa.

Outro ponto crucial é registrar a marca. Afinal, este é um investimento essencial para proteger a empresa.

Caso alguém registre o mesmo nome, não importa que seu negócio já esteja consolidado, você precisará mudar. Além disso, é a única forma de se proteger se outra pessoa quiser usar seu nome.

Com todos os pontos acima resolvidos, você lida com a parte mais burocrática de abrir um negócio. Agora, comece a pensar em como funcionará o negócio em si. Para tanto, o ideal é fazer pelo menos 3 planejamentos distintos:

  • Marketing: é essencial investir em Marketing, especialmente para quem quer abrir um negócio. A função primordial desta disciplina é dizer para o público que você existe. Logo, é essencial para uma empresa nova;
  • Logístico: o planejamento logístico ajuda a entender como funciona o seu negócio, na prática. Como é o dia a dia? Como são comprados os materiais? Todas estas perguntas são importantes;
  • Financeiro: possivelmente, o ponto mais importante para abrir um negócio. O planejamento financeiro garante a saúde da empresa, no curto, médio e longo prazo.

O sonho de abrir um negócio não é impossível. Os passos acima trazem o básico do que é necessário para satisfazer o desejo do empreendedor. Portanto, se você tem esta ambição, entenda melhor cada um deles.

Como capturar demanda e operar o delivery durante a crise

O mundo mudou, pessoas não estão na rua, não vão mais almoçar ou jantar em restaurantes, os shoppings e as praças de alimentação estão fechados. Sendo assim, os hábitos não são mais os mesmos e o delivery é a melhor oportunidade para a sobrevivência dos restaurantes.

Neste cenário, como os restaurantes podem reinventar e operar somente no delivery? Como capturar demanda e mudar toda a operação em tempo recorde? É possível sobreviver em um mundo diferente e completamente novo? Não existe resposta correta, mas te garantimos que é possível. Confira as dicas dos nossos mentores a seguir.

Foco para navegar pelo seu GPS e não pela maré

Dessa forma, para navegar na crise, é preciso ter em mente três pilares:

  1. Pessoas: acima de tudo, você precisa saber como preservar os colaboradores e clientes;
  2. Caixa: como proteger o capital, a sobrevivência do negócio e se preparar para a retomada;
  3. Operação: como transformar um restaurante em delivery, já que é a melhor opção para deixar a chama acesa.

Como mudar a operação para o delivery durante a crise 

Primeiramente, olhe para dentro: entenda como está seu negócio, quantos meses de caixa o restaurante tem, como estão os pagamentos e como é possível economizar e reduzir as despesas. Para isso, converse com seus funcionários e fornecedores abertamente e tente renegociar os pagamentos para que seu fornecedor também não quebre.

É preciso começar testando: venda somente por um canal nos primeiros dias, seja telefone ou uma plataforma online e saiba aprender rápido, avalie diariamente se está dando certo e se chegou a hora de alçar novos voos.

Existem diversas possibilidades para fazer delivery:

  • Telefone: divulgue um canal de telefone específico para o delivery – mas, cuidado para não sobrecarregar a linha e cair no ocupado; ou ficar muito tempo sem atender.
  • Whatsapp: o aplicativo possui diversas funcionalidades que ajudam na divulgação, seja via lista de transmissão ou ativação individual da lista de contatos. A saber, o ideal é criar um relacionamento para que o cliente salve seu número, facilitando o próximo pedido.
  • Plataformas: neste momento, não precisa ser exclusivo somente de uma plataforma, você pode ser parceiro estratégico de todas, seja iFood, Rappi, UberEats ou qualquer outra que faça sentido para o seu negócio.

Operar via delivery não é somente ter um canal de contato, se conectar com uma rede de entregadores ou se cadastrar na plataforma. É preciso fazer ajustes no cardápio, considerando o tempo de deslocamento, entender a melhor embalagem e o tamanho das porções. Dessa forma, não esqueça que, na plataforma, os preços podem ser mais caros para compensar os novos custos.

Tenha sempre em mente que as coisas podem dar errado. E, quando isso acontecer, assuma o erro e peça desculpas, seja pessoalmente ou publicamente em seus canais digitais.

Quanto mais eficiente você for, mais rápido o cliente volta.

Marketing em tempos de delivery

A principal estratégia de marketing é como você se posiciona nas plataformas e quais  promoções pode fazer. As redes sociais são muito úteis neste momento, elas conseguem promover restaurantes que operam tanto em plataformas quanto via telefone ou whatsapp.

Para se destacar nas plataformas, é preciso fazer promoções. Por isso, utilize os cupons, entenda quais são melhores para o seu ticket médio. Aproveite também os descontos de primeira compra para oferecer uma boa experiência para seu cliente.

Giveback

Agora, as pessoas estão consumindo de negócios que pensam no coletivo e se preocupam com a saúde e bem estar dos seus clientes, fornecedores e colaboradores. Por isso, tenha o giveback sempre como foco. Não deixe comida sobrando no estoque, procure ONGs e hospitais para  fazer doações.

Tenha total transparência em sua operação e mostre como os processos são feitos. Milhares de pessoas estão indo trabalhar para que milhões fiquem em casa. E os restaurantes fazem parte dessa cadeia, levando comida para quem está de quarentena. Portanto, tranquilize-os com suas medidas de segurança.

Lições aprendidas

É preciso se dar o direito de repensar a estratégia sempre, seja uma vez por semana ou no começo de cada mês. Sendo assim,  seja você dono de um restaurante ou de um grupo, faça reuniões diárias com o time para avaliar como foi o dia anterior e levantar as lições aprendidas.

Ademais, se você possui franquias, converse com seus franqueados diariamente, entenda o que está dando certo para cada um, escute suas dores e dificuldades. E, também, conte boas histórias e engajá-los com positividade.

Além disso, seja claro com seus fornecedores e busque chegar em um valor bom para que você consiga fazer promoções mais agressivas.

O seu foco deve ser girar estoque e gerar dinheiro para pagar os funcionários e fornecedores.

Tenha sempre em mente que você irá aprender algo novo todos os dias. Esse período vai ser uma escola de como ser mais eficiente e se adaptar às mudanças. Portanto, leve os aprendizados para o futuro do seu negócio, incorpore o delivery na sua operação e potencialize o seu restaurante.

 

Fonte: https://endeavor.org.br/

Alvará de funcionamento: Veja o que você precisa saber sobre o assunto

Toda empresa que deseja iniciar o seu negócio ou que já esteja estabelecida no mercado precisa apresentar um documento que legalize a sua atividade.

Trata-se do alvará de funcionamento. É por meio dele que todos os tipos de estabelecimentos comerciais, industriais ou prestadores de serviços ficam autorizados a funcionar.

O documento é concedido logo no início de qualquer negócio, sendo concedido pela Prefeitura ou outro órgão governamental do âmbito municipal.

Nele, é garantido o direito de serem exercidas determinadas atividades nos locais referidos, assegurando que os mesmos cumpram com as normas de funcionamento exigidas.

De posse do alvará de funcionamento, a empresa comprova, junto aos órgãos de fiscalização, bem como fornecedores, clientes e demais envolvidos, a sua aptidão para desenvolver atividades e serviços naquele local.

Emissão e características do alvará

Para que o documento seja emitido pela primeira vez, de maneira provisória, o responsável precisa preencher um requerimento em que conste o número da inscrição imobiliária do local ou o IPTU.

Junto com este dado pode ser solicitado ainda um laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros.

O responsável precisa ter a posse da seguinte documentação:

– Planta do imóvel onde o negócio pretende funcionar;

– Cópia do recibo do IPTU pago;

– CPF e RG;

– Cadastro do contribuinte mobiliário;

– Setor, quadra e lote do imóvel;

– Declaração de atividade, em que conste o objetivo pelo uso do imóvel;

– Certificado de conclusão de imóvel recém-construído.

Pode ser cobrada uma taxa a ser paga e, na sequência, um fiscal municipal vai comparecer ao estabelecimento para verificar as condições de funcionamento, avaliando a sua adequação ou não ao negócio.

Com o aval positivo para o funcionamento do estabelecimento, o alvará liberando a atividade pretendida no local é emitido.

O alvará de funcionamento é obrigatório para todo tipo de negócio que esteja aberto à circulação de público. Estão incluídos nesta regulamentação:

– Farmácias;

– Teatros;

– Cinemas;

– Bares;

– Lanchonetes;

– Restaurantes;

– Salões de beleza;

– Fábricas;

– Estádios;

– Dentre outros espaços.

O documento apresenta quatro variações, de acordo com a atividade desenvolvida pela empresa.

O Auto de Licença de Funcionamento (ALF) é válido para imóveis não residenciais que instalem atividades comerciais, industriais ou de serviços.

O Auto de Licença de Funcionamento Condicionado (ALF-C) se ajusta às edificações que estejam irregulares ou inscritas no Cadastro Informativo Municipal.

Já o Alvará de Funcionamento de Local de Reunião (ALF), é necessário para todo local que comporte uma reunião de público igual ou superior a 250 pessoas.

Há ainda o Alvará de Autorização para Eventos Públicos e Temporários, destinado para os locais que reúnam, mesmo que temporariamente, mais de 250 pessoas, em espaços públicos ou privados.

Importância do alvará

Estabelecimentos enquadrados nas condições que exigem a posse de alvará e que não o apresentam se colocam em situação irregular junto à Prefeitura.

Neste sentido, são passíveis de autuação, multas e até impedimentos para funcionar.

Um local comercial ou para fins de prestação de serviços que receba um fluxo considerável de pessoas e que não apresente o alvará de funcionamento descumprirá a lei e pondo em risco todos os envolvidos no negócio.

O recomendável é que o alvará fique localizado em um espaço visível do estabelecimento para facilitar o trabalho de eventuais fiscalizações.

Saiba o essencial sobre direito trabalhista para evitar problemas

Se você é empreendedor há pouco tempo ou pretende começar um negócio em breve, é fundamental que conheça o básico do direito trabalhista para que sua empresa sempre ande dentro da lei e seus funcionários tenham todos os direitos e deveres garantidos.

Além disso, conhecer o Direito do Trabalho evita sérios problemas, como ações movidas por ex-funcionários, cada vez mais comuns.

O que é Direito Trabalhista?

O Direito do Trabalho, resumidamente, é o conjunto das normas que regulamentam as atribuições e relações trabalhistas.

Entre as normas mais comuns estão:

• Décimo terceiro salário;

• Férias;

• Jornada de trabalho;

• Carteira assinada.

13º salário

Segundo o art. 7º, inc. VIII, da Constituição Federal, os colaboradores têm direito ao 13º salário. O valor dele é proporcional ao tempo trabalhado ao longo do ano. Vale lembrar que esse valor pode ser parcelado em até duas vezes. Mas, obrigatoriamente, a primeira parcela precisa ser paga quando o trabalhador tira férias ou até novembro. Já a segunda, precisa ser depositada até dia 20 de dezembro.

Por exemplo: caso o colaborador tenha entrado na empresa durante o ano e trabalhou seis meses, o valor será do honorário recebido, dividido por 12 e multiplicado por cinco.

Férias

Todo colaborador tem direito a 30 dias de férias remuneradas após 12 meses de trabalho. O empregador é o encarregado de marcar as férias dentro do prazo de, também, 12 meses. Esse período é chamado de aquisitivo.

No entanto, caso as férias não sejam agendadas nesse prazo, o empregador é obrigado a dobrar a remuneração que será paga nas férias.

Jornada de Trabalho

O art. 7º, XIII da Constituição Federal e o art. 58 da Consolidação das Leis de Trabalho especificam as normas que regulamentam a jornada de trabalho de um colaborador, ou seja, quantas horas serão trabalhadas. O limite diário são oito horas trabalhadas por dia e 44 por semana. Contudo, resguardado por convenção coletiva de trabalho, o colaborador pode compensar e remanejar essas horas de alguma forma.

Uma dessas formas de flexibilidade é a jornada de 12 horas com descanso de 36 horas. Nesse caso, também é necessário que o somatório semanal seja de 44 ou 48 horas. Vale lembrar que intervalos de almoço e/ou descanso não contam como horas trabalhadas.

Carteira assinada

No ato da contratação, o empregador deve pegar a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) do colaborador e devolvê-la em até dois dias com os dados do empregador, cargo ocupado pelo colaborador, data de admissão e valor do salário preenchidos.

Caso a contratação não seja definitiva, o empregador tem a opção de firmar um “contrato de experiência”. Nele, o vínculo entre empregador e empregado é de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais dois períodos de 45 dias. Contudo, esse contrato deve constar na área de “anotações gerais”.

Agora que você já conhece os aspectos básicos do Direito do Trabalho, continue lendo nossos posts do blog para ficar ainda mais por dentro do assunto. Em caso de mais dúvidas, entre em contato com a gente.

Por que você deve utilizar software de controle financeiro em sua empresa

Na hora de abrir um novo negócio, é fundamental definir um plano de gestão financeira prático e eficaz, que auxilie o empreendedor na análise e no controle de suas contas. Reunir as informações sobre os lucros e despesas da empresa em um só lugar é o primeiro passo para assegurar bons resultados e sua consolidação no mercado.

Uma das melhores estratégias quando falamos em gestão financeira, principalmente no caso de startups, ainda em fase de testes e incertezas, é o uso de softwares de controle de dados.

Essas ferramentas permitem o acesso mais organizado, simples e seguro das mais importantes informações sobre a saúde financeira do negócio.

Entenda a seguir, as principais vantagens do uso desse tipo de tecnologia na gestão de sua empresa:

Informação centralizada e visual

Um dos maiores problemas encontrados nas micro e pequenas empresas está na distribuição difusa das informações entre seus diferentes setores.

Além de tomar um tempo precioso dos funcionários para que essas informações sejam devidamente filtradas e separadas, a desorganização pode gerar ruídos graves para a Contabilidade, representando sérios riscos para o desenvolvimento sustentável do negócio.

Com o uso dos softwares de controle financeiro, os dados são dispostos em um sistema único e de fácil acesso para todos. No lugar de múltiplos bancos de dados, o programa gera listas e tabelas visualmente organizadas e reunidas em um só local, que poderão ser conferidas por todos os colaboradores da empresa ao mesmo tempo e de maneira segura.

A organização visual dos fluxos de caixa, relatórios de desempenho e demais informações contábeis ajudam o pequeno e médio empresário a compreender melhor as dores da empresa e quais serão as possíveis estratégias futuras mais assertivas a seguir.

Por meio de fluxogramas ou outros dispositivos visuais oferecidos por esse tipo de programa, cada etapa da gestão torna-se mais claramente sinalizada e operacional.

Automatização de etapas

Hoje em dia, não há nada que funcione mais a favor das empresas do que o uso da tecnologia em seus processos. Automatizar etapas como a elaboração de relatórios economiza tempo e dinheiro, uma vez que essas atividades são efetuadas pelo próprio sistema dos softwares.

A empresa economiza no número de funcionários e os colaboradores não precisam se ocupar de determinadas funções, agilizando sua rotina de trabalho.

Além disso, o uso de um sistema automatizado de controle financeiro ajuda a Contabilidade a manter-se em dia com os pagamentos, uma vez que esses programas oferecem filtros, como data e categoria de cada conta a pagar e alertas que ajudam a lembrar sobre vencimentos próximos.

Os softwares ainda podem gerar de maneira mais rápida e precisa os relatórios de desempenho de um determinado setor ou produto, informação valiosa para o planejamento estratégico da empresa, além de atualizar regularmente o fluxo de estoque e de caixa.

Estes são apenas alguns dos benefícios que o uso de softwares de controle financeiro trará para o seu negócio. Gerar e armazenar conteúdo de forma prática, segura e centralizada pode ser a chave para o desenvolvimento de um plano de negócios de sucesso.

5 dicas para usar o WhatsApp no trabalho remoto

Para manter os funcionários informados sobre as principais notícias e atualizações da empresa, faça com que um administrador crie um grupo “somente comunicados”

Com a propagação do COVID-19, muitas empresas já estão adotando o trabalho remoto nas próximas semanas. Embora cada empresa precise tomar a decisão certa, os negócios precisam de meios simples para que seus funcionários mantenham contato para tocar projetos, apoiar uns aos outros e manter a produtividade. O WhatsApp facilita que as equipes se comuniquem rapidamente entre si, em grupos de até 256 pessoas, usando os dispositivos que as pessoas já possuem. Equipes espalhadas por diferentes países, por exemplo, podem se conectar por meio do WhatsApp sem custo de chamadas internacionais e taxas de mensagens de texto. Confira algumas dicas para o uso do WhatsApp no home office:

Forneça a todos o mesmo catálogo de contatos

Trabalhe com sua equipe de TI para fornecer um catálogo de contatos completos, incluindo números de telefone com códigos de países, para todos em seu escritório. Depois que esses contatos forem carregados no dispositivo de todos, as contas aparecerão imediatamente no WhatsApp. Não há necessidade de desenvolver ou manter logins.

Use o WhatsApp Web ou Desktop

Incentive os funcionários a baixar o WhatsApp Desktop ou use o WhatsApp Web para enviar mensagens de seus computadores. Assim como a versão do aplicativo para celulares, é grátis para baixar e usar.

Separe os comunicados das conversas

Para manter os funcionários informados sobre as principais notícias e atualizações da empresa, faça com que um administrador crie um grupo “somente comunicados” para sua empresa. Com esse tipo de grupo, os administradores podem fornecer informações úteis para todos. Use um segundo grupo para conversas.

Use grupos para equipes pequenas

Os grupos no WhatsApp são meios de compartilhar ideias, obter atualizações e retornos mais rápidos, colaborar em um projeto e responder a perguntas em tempo real. O recurso de respostas simplifica a recuperação de uma mensagem anterior, que você pode ter perdido durante uma reunião ou concentrado em uma tarefa.

Faça chamadas em grupo ou em vídeo para reuniões

Uma sincronização rápida com a equipe, uma decisão imediata, contato com alguém de um escritório internacional, tudo isso pode ser rapidamente resolvido por meio de uma chamada de voz em grupo do WhatsApp com até quatro participantes. Para reuniões individuais, a vídeo chamada no WhatsApp pode ser uma solução eficiente.

Fonte: https://administradores.com.br/

5 dúvidas comuns sobre a malha fina do Imposto de Renda

Um simples erro na hora de declarar pode causar dor de cabeça para o contribuinte

Declarar o Imposto de Renda pode causar desespero em alguns e procrastinação em outros. É preciso ter bastante atenção na hora de preencher o documento para não cair na malha fina. Elisa Mayumi, Especialista em Tributos que atende pelo GetNinjas, plataforma de contratação de serviços da América Latina, esclarece as questões mais populares sobre o assunto:

1. O que é a malha fina?

Para analisar a Declaração do Imposto de Renda, a Receita Federal cruza informações prestadas por outras entidades com os dados fornecidos pelo contribuinte. Se é detectada alguma inconsistência que motive uma verificação mais apurada, o Governo pode chamá-lo a prestar esclarecimentos. Essa análise mais apurada é a famosa malha fina. Nestes casos, o contribuinte fica impossibilitado de receber a restituição do imposto até a resolução da pendência.

2. Quando uma pessoa cai na malha fina?

Qualquer informação incorreta ou omitida na Declaração pode se tornar alvo da malha fina. Exemplos: omissão na renda de dependentes, ou da própria renda; lançar os mesmos dependentes quando a declaração é feita em separado pelos cônjuges ou companheiros; informar dependentes sem ter a relação de dependência; deixar de informar os rendimentos de aluguel recebidos durante o ano; não preencher a ficha de ganhos de capital, no caso de alienações de bens e direitos; incluir despesas de educação que não são dedutíveis, entre outros.

3. O que fazer para não cair na malha fina?

A melhor maneira de evitar a malha fina é fazer a declaração de forma correta e com antecedência, guardando os documentos comprobatórios durante pelo menos 5 anos. O contribuinte pode acompanhar a situação pelo extrato da declaração do imposto de renda “A Receita disponibiliza um extrato de todas as declarações”, aconselha a especialista.

4. O que fazer quando cair na malha fina?

Caso o contribuinte seja alvo da malha fina, é preciso fazer a retificação da Declaração do Imposto de Renda junto à Receita Federal. Porém, descobrir qual a inconsistência ou equívoco na própria declaração pode ser tarefa difícil, devido ao conhecimento técnico exigido. Neste caso, é melhor procurar um profissional qualificado para lhe auxiliar ou comparecer ao atendimento diretamente na Receita Federal.

5. De que forma malha fina prejudica as pessoas?

“Na verdade, a malha fina é uma oportunidade que a Receita oferece para a pessoa corrigir o erro, pois, dependendo da situação, a inconsistência pode ser sanada apenas com a retificação da Declaração”, explica Elisa. Caso o contribuinte ignore a exigência da Receita, e fique constatado que realmente houve erro ou omissão de informações que resultem em mais imposto a pagar, o contribuinte autuado está sujeito a uma multa que varia de 37,5% a 225% do valor devido mais Selic do período.

Fonte: https://administradores.com.br/

Aprenda por onde começar a análise do mercado onde sua empresa está inserida

Desenvolver a análise de mercado no ambiente no qual a sua empresa está inserida é fundamental para garantir que ela conheça a realidade que está enfrentando e, com base nisso, pense em soluções que façam com que se destaque no mercado, vencendo a concorrência.

Ciente de que muitos gestores têm dificuldade com relação à elaboração da análise de mercado, não sabendo por onde começar, montamos este conteúdo para apresentar algumas dicas quem pode ajudá-lo. Confira:

Como fazer uma boa análise de mercado

No geral, podemos dizer que uma boa análise de mercado envolve avaliar os principais fatores que podem, direta ou indiretamente, influenciar os seus negócios.

Analisar cada fator que pode influenciar o seu negócio garante ao seu empreendimento uma visão holística em relação ao mercado ou setor que atua. Veja quais fatores você precisa levar em conta nesse processo:

Mercado consumidor

São os consumidores a base de um negócio. Isso por um motivo muito simples: são eles que geram a receita da empresa, fazendo com que se desenvolva, desde que, é claro, invista de forma inteligente o seu capital.

Assim sendo, podemos dizer que esse é um fator que pode influenciar os negócios de uma empresa.

Analisar o mercado é também analisar o seu consumidor, definindo quem é:

– Idade;

– Escolaridade;

– Ocupação profissional;

– Entre outras informações que contribuam para que forme o perfil do seu cliente ou potencial cliente.

Uma forma de definir o perfil do seu consumidor, ou potencial consumidor, é criando uma persona, que é um perfil fictício, o qual pode ser utilizado pela sua marca no processo de elaboração de estratégias de relacionamento, comunicação e Marketing.

Foque na concorrência

Uma boa análise de mercado também considera a concorrência. Na verdade, esse é o principal fator que deve ser observado na análise de mercado.

Analisar a concorrência é uma forma de verificar, por exemplo, quantas empresas existem, que fornecem as mesmas soluções que você, no local onde a sua atua.

Além disso, deve-se também considerar o comportamento da concorrência no mercado, como ações adotadas, estratégias e quaisquer outras informações que possam ajudar a sua organização a melhor se destacar.

Muitas vezes, quando analisamos a concorrência, saímos desse processo com diversas ideias criativas e inovadoras, capazes de garantir o destaque da marca.

Levantamento de fornecedores

O fornecedor é uma peça-chave no processo de funcionamento de uma empresa, considerando o papel que desempenha, no que diz respeito ao suprimento de mercadorias.

Assim sendo, na análise de mercado, considere fazer um levantamento de fornecedores, com o objetivo de encontrar os melhores preços e produtos.

É uma forma inteligente de levar o melhor produto por um preço diferenciado.

Agora que sabe como ou por onde iniciar uma boa análise de mercado na área em que a sua empresa atua, coloque as nossas dicas em prática, e veja como a sua organização poderá se desenvolver mais.

Para ler outros conteúdos como este, não deixe de acessar nosso blog. Combinado? Estamos sempre compartilhando artigos que podem enriquecer mais os seus conhecimentos.

3 dicas para você montar um planejamento estratégico para o seu negócio

Qualquer empresa, independentemente do setor em que atua e do porte, deve investir em um planejamento estratégico eficiente para que a empresa atinja o seu sucesso de forma mais rápida e assertiva. Com o planejamento estratégico, definem-se os objetivos da empresa, metas e como serão feitas as atividades para alcançá-las.

Para isso, uma equipe deve ser designada para elaborar um plano minucioso para a empresa como um todo, levando em conta alguns aspectos importantes como análise macro e microambiental, definição de metas , objetivos, entre outros. Só assim um planejamento pode ser feito com base em dados concretos e reais, a fim de traçar estratégias para aumentar a produtividade, melhorar o atendimento ao cliente, aprimorar produtos/serviços, aprimorar o controle financeiro da empresa e muito mais.

É de suma importância que haja uma execução adequada para que o planejamento estratégico não tenha sido em vão. De nada adianta elaborar um plano completo e detalhado, se a execução não condiz com o mesmo.

Apesar de o planejamento estratégico ter sua necessidade reconhecida por grande parte dos empresários e gestores, muitos não sabem por onde começar ou quais são os melhores caminhos a serem tomados. Por isso, separamos algumas dicas para você montar um planejamento eficiente para o seu negócio.

Alinhe seu planejamento

Antes de definir aonde a sua empresa quer chegar, como e quando é preciso entender quem, de fato, é a sua empresa e quais são as suas demandas no momento. Por isso, comece alinhando o seu planejamento com a definição de missão, visão e os valores da empresa. A definição desses três fatores (MVV) deve ser clara e muito bem definida, para que o planejamento siga essas políticas.

Estabeleça aonde quer chegar

Tomando como base o MVV da sua empresa, é preciso saber aonde ela quer chegar, ou seja, quais são os objetivos e metas. Os objetivos são aqueles que serão conquistados em longo prazo, ou seja, o destino final aonde a empresa quer chegar. Já as metas são realizáveis em curto prazo, por isso devem ser mais específicas e mensuráveis.

Leve em consideração as oportunidades que a empresa pode aproveitar, através de uma análise do seu público-alvo e do mercado de atuação. Isso ajuda a definir melhor as suas metas. Por isso, em meio a esse processo de planejamento estratégico, conhecer o seu cliente é um dos passos mais importantes.

Analise o macro e o microambiente

Analisar o setor em que atua é extremamente importante para o seu planejamento. A análise macroambiental diz respeito às forças ambientais externas a empresa, aos quais a mesma não tem controle, mas que podem interferir fortemente na empresa em qualquer período. Por isso, devem ser monitoradas para um planejamento preventivo. Exemplos dessas forças, temos: políticas, legislativas, econômicas, socioculturais, demográficas, tecnológicas, naturais etc.

Já a análise microambiental também é fundamental para entender o ambiente interno da empresa, ou seja, uma pesquisa que leva em consideração todas as variáveis internas sofridas pelo negócio, como os fornecedores, os intermediários, os clientes, os concorrentes, os públicos, o ambiente demográfico, as questões econômicas (contabilidade) etc.

É preciso se aprofundar em ambas as análises para traçar uma planejamento estratégico eficaz para driblar ameaças, reforçar pontos positivos e trabalhar de acordo com a realidade interna e externa do negócio.

Já pensou em abrir uma empresa com alguém da família?

As empresas familiares costumam ser caracterizadas pela presença de conflitos entre os sócios, dificuldades para a transferência do comando (sucessão) e profissionalização

Cada vez mais, o trabalho deve substituir o conceito tradicional de emprego e uma alternativa encontrada por muitos é buscar o perfil empreendedor que há dentro de cada um. Criar uma empresa é uma tarefa desafiadora e que exige muita criatividade, garra, planejamento e desenvolvimento contínuo. Alguns entraves vão aparecer, mas é preciso seguir em frente com soluções diferenciadas, criativas e de baixo custo

Quem opta por esse caminho, na maioria das vezes acaba direcionando seus esforços à ação, sem antes trabalhar no planejamento, o que pode comprometer, e muito, o resultado final do negócio. Isso não quer dizer que fazer um planejamento é garantia de ótimos resultados, pois esse trabalho pode ser feito de uma maneira incorreta.

Por outro lado, quando o planejamento é feito de maneira estruturada, é possível ampliar as chances de sucesso e assim conseguir tanto a sobrevivência, quanto o crescimento da empresa.

Dentro do conceito de planejamento entra o plano de negócio, que deve ser feito antes da abertura da empresa. Dessa maneira, é possível visualizar o futuro de maneira mais ampla e estratégica. É neste momento que, na maioria das vezes, surge uma importante dúvida: Quem será meu sócio? Como resposta é comum que uma pessoa da família seja escolhida, já que traz com ela um dos critérios mais importantes, a confiança.

Atualmente, as empresas familiares representam uma significante parte no conjunto das empresas privadas existentes no país e no mundo. As empresas familiares costumam ser caracterizadas pela presença de conflitos entre os sócios, dificuldades para a transferência do comando (sucessão) e profissionalização.

Quando falamos sobre profissionalização, não quer dizer substituição total dos parentes por pessoas de fora. Podem existir membros da família que sejam qualificados e competentes para o exercício da atividade profissional.

Pesquisas nos mostram que 85% das empresas familiares têm conflitos, muitos deles abafados. Com o tempo, a prática de ignorar as discordâncias faz com que elas aumentem e fiquem incontroláveis – a empresa acaba sofrendo as consequências e pode até desaparecer.

Identificar esses conflitos é importante, mas conhecer suas verdadeiras causas é o que pode colaborar para a redução deles. Somada a este conhecimento, entra a comunicação intensa entre os familiares e a criação de regras claras de convivência, que precisam ser aceitas por todos.

Ter uma empresa pode trazer um grande orgulho para os integrantes da família, além de ser muito importante para a economia do nosso país. Porém, dentro da dinâmica deste tipo de companhia, alguns aspectos, devem ser observados de perto: sucessão, conflitos, desenvolvimento dos familiares, sócios, herdeiros e sucessores; centralização dos fundadores, relacionamentos familiares, estratégia, gestão e governança corporativa.

 

Fonte: https://administradores.com.br/

5 ferramentas para criar uma empresa que cresce ouvindo os consumidores

Seus clientes estão falando, mas pelas suas costas? Entenda como criar antenas que capturam esses insights — e, a partir disso, propor mudanças no seu negócio.

Para um negócio continuar evoluindo, é muito importante se conectar cada vez mais com seus clientes. Isso significa estar próximo e ter os ouvidos bem abertos para escutar verdadeiramente não só o que ele acha sobre a empresa, seus produtos e serviços, mas também o que pode ser feito para que ele, além de continuar comprando, fale bem da sua marca para um monte de gente.

Eis aí um diferencial dos negócios que crescem, a proximidade com seus clientes.

Por isso mesmo reunimos algumas ideias do que você pode fazer a partir de hoje, sem muito esforço ou investimento, para criar uma cultura centrada no consumidor.

Equipe de atendimento e vendas

O time que está na linha de frente do seu negócio, em contato direto com o cliente, é uma das fontes mais ricas de escuta das opiniões, necessidades e desejos de quem compra de você. Para aproveitar essas interações da melhor maneira, fique atento a alguns detalhes:

– Antes de mais nada, a equipe precisa entender a importância de ouvir o cliente, qual é o processo que vai inserir na sua rotina para fazer isso de maneira automática e não esporádica, e ainda, o que ele faz depois com as informações obtidas;

– Comece a enxergar cada atendimento como uma fonte de informação estratégica para o negócio.

Liderança

Lembro-me de estar em um evento em que um dono de um posto de gasolina que também tinha loja de conveniência estava proferindo uma palestra. Ao final, no momento de perguntas, uma pessoa da plateia perguntou o que ele fazia na sua empresa para ouvir os clientes, qual software ele usava.

A resposta?

— Nenhum software, uso pessoas para isso.

Ele contou que os dois gerentes do posto têm definido que precisam estar todos os dias por pelo menos uma hora na pista do posto e dentro da loja de conveniência. Isso para, literalmente, puxar conversa com seus clientes.

Eles perguntam para quem está abastecendo:

Por que ele abastece lá? Do que ele gosta no posto? Do que ele não gosta? Qual sugestão de melhoria ele teria? Quando ele não abastece lá, onde acostuma ir e por quê? Conhece a loja de conveniência? De que produtos mais gosta? O que poderia ser oferecido na loja?

Quanta informação bacana sai desses momentos de interação com os clientes, concorda? Depois, essas informações são debatidas pelos dois gerentes com o dono em uma reunião semanal, que acontece sempre às segundas pela manhã. Dessa reunião, a partir do que foi ouvido do cliente saem ações, decisões e movimentos que tornam o negócio mais forte e atraente. Mas como priorizar diante de tantas sugestões? No caso deles, a ação é definida a partir da análise do impacto dela nos resultados do negócio versus investimento necessário.

Comitê de Clientes

Esse é outro mecanismo bem interessante. O Nordestão, rede de supermercados com 9 lojas em Natal, no Rio Grande do Norte, criou o que eles chamam de conselho de clientes. A equipe de gestão do conselho vai a cada loja conversar com os clientes durante suas compras e convida alguns deles para participar de uma reunião na própria loja. Além dos clientes, que sempre mudam em cada encontro do conselho, participam também membros da diretoria, do marketing, operações de loja, segurança, compras e o gerente geral da loja. A pauta das reuniões gira em torno de ouvir os clientes em relação ao que eles gostam e não gostam na loja, o que pode ser melhorado etc.

Cada loja tem os seus encontros. Quando o encontro termina, uma ata é gerada, organizada por áreas e entregue a cada responsável. Nenhuma crítica ou sugestão fica sem resposta, e os clientes contam que adoram participar. Para o Nordestão, é maravilhoso, pois, além de receber ótimas dicas do que está bom e do que pode ser melhorado, ainda aproxima as pessoas da marca.

O Sebrae do Rio Grande do Norte criou um movimento chamado Sebrae com Você, que tem o objetivo de ouvir seus clientes — interessados em empreender, microempreendedores e donos de pequenas empresas. Eles organizam um evento com mesas separadas por assuntos como, por exemplo, treinamento e orientação empresarial.

Em cada mesa há um consultor do Sebrae que vai atuar como mediador e facilitador de uma papo que vai durar 20 minutos. Há também uma outra pessoa para anotar os principais pontos discutidos. Após os 20 minutos, os participantes de cada mesa mudam para outra mesa em que irão falar por mais 20 minutos sobre um outro tema. Antes de dar início a esse tipo de rodada, eles assistem a uma palestra de 30 minutos sobre a importância de ouvir os seus clientes. E logo em seguida, participam e veem na prática uma forma de ouvi-los.

Os empreendedores amam esse evento que serve para que eles ajudem o Sebrae a atendê-los melhor e ainda aprendem dicas bem práticas de como ouvir seus clientes. Sem dúvida, são momentos bem produtivos para todos.

Pesquisa online

A rede de hotéis Accor faz pesquisas online constantemente. Um pouco depois do check-out, o hóspede recebe um e-mail perguntando sobre a sua estadia no hotel da rede. As pesquisas respondidas são enviadas para o gerente daquela unidade analisar e responder de imediato a possíveis insatisfações de um hóspede, aumentando as chances de retorno dele ao hotel.

O Outback, rede de restaurantes, também utiliza essa ferramenta para sistematizar o processo de escuta dos clientes. Para comunicá-los sobre isso, a empresa usa um display que fica em cima das mesas de cada restaurante e o cupom fiscal da conta. Lá no cupom, tem o endereço e a senha para acessar o formulário da pesquisa.

Quem também faz algo parecido é a rede de farmácias Duane Reade, em Nova York, que também utiliza seus cupons fiscais para levar o cliente até o seu site e lá responder a pesquisa de satisfação em relação a sua experiência de compra na loja. A marca, que pertence ao Walgreens, sorteia mensalmente um valor em dólares para quem responde a pesquisa como forma de incentivo para os respondentes.

A GOL Linhas Aéreas começou a usar mensagens de texto simples para ouvir seus clientes. Após cada viagem o passageiro recebe uma mensagem de texto que pede que ele dê uma nota de 0 a 10 em relação à experiência que teve com a companhia aérea na sua mais recente viagem.

“Você recomendaria a GOL a um familiar ou amigo?”

A resposta é gratuita e exige apenas uma resposta, sem uma série de campos do questionário para ele preencher. Esse sistema de apenas uma pergunta com a pontuação de 0 a 10 chama-se NPS – Net Promoter  Score (algo como pontuação de promotores da marca).

É um sistema bem bacana que já é utilizado por muitas empresas a fim de simplificar o processo de ouvir os clientes e mais ainda, de agir em relação ao que se ouve.

Acho bem inteligente, pois nesse mundo maluco e que muda tanto, o cliente está também sem tempo e paciência para responder questionários infinitos e acaba ou não respondendo ou respondendo sem nenhum compromisso em ajudar de verdade. É importante lembrar que a simplicidade é um grande auxiliar na disputa pela atenção dos clientes. Quanto mais simples de responder, melhor! Depois é só fazer contato com quem é detrator e aí sim, encontrar os motivos da sua insatisfação. E, claro, fazer o mesmo com os fãs!

Feedback escrito

A rede de supermercados Whole Foods tem, em suas lojas, um quadro de comentários de clientes que fica logo depois dos caixas. O bacana é que o papel é dividido em duas partes. A de cima onde o cliente coloca seu comentário e a debaixo onde o gerente da loja responde ao comentário. Tudo isso de forma simples, direta e transparente, no próprio mural à vista de todos que entram e saem da loja. A famosa rede de supermercado Stew Leonards (Estados Unidos) até hoje tem um formulário que é entregue pelo caixa ao cliente. Neste formulário há apenas duas perguntas:

O que você gostou e o que você não gostou no Stew Leonards? Simples assim.

Se houver algo muito significativo de bom ou de ruim na experiência na loja que vale a pena ser dita, o cliente diz. Aí depois é se concentrar nesses pontos. O segredo do sucesso no Stew Leonards e que faz com que as caixas de sugestões com o gosto e não gosto estejam sempre cheias é que lá, nada fica sem resposta.

Ao abrir um canal de comunicação com o cliente para ouvi-lo, além de ser simples, tem que haver resposta. A resposta é o estímulo necessário para que o cliente continue ajudando o seu negócio a ser melhor através dos elogios ao que está sendo bem feito (Gosto, 9 ou 10) e as críticas ao que precisa ser melhorado (Não gosto, 0 a 6).

Uma coisa super importante no processo de ouvir o cliente e que faz com que ele confie no processo e colabore ainda mais, abrindo o coração, é o retorno em relação ao que ele falou. É claro que nem tudo que o cliente fala vai virar alguma inovação, melhoria ou ação na sua empresa, mas ele saber que foi ouvido e que sua ideia foi implementada é muito bom. E se o que ele falou não se tornar nenhuma ação por parte da empresa, que pelo menos ele saiba o motivo ou pelo menos que a empresa o agradeça por ele ter compartilhado suas ideias, sentimentos etc.

Como você percebeu, existem várias maneiras de ouvir os clientes e ouvi-los é uma maneira maravilhosa de deixar a sua marca conectada com eles. E quanto mais conectados estiverem, mais próximos vocês estarão.

Na prática, o que você pode fazer?

  • Antes de implementar uma ferramenta, você sabe o que vai fazer com as sugestões dos clientes? Se não tiver uma forma de respondê-los ou analisar as ideias para possivelmente serem implementadas, não crie esse canal. O mais importante de abrir espaço para ouvi-los é saber que pode respondê-los.
  • De todas as ferramentas apresentadas, qual delas é mais simples e rápida de você implementar? Antes de pensar no NPS por mensagem de texto, por exemplo, comece com a caixinha de sugestões ou com a visita às lojas e pontos de venda. E, aos poucos, vá evoluindo na ferramenta.
  • Se você sozinho não consegue estar em todas as lojas ao mesmo tempo, deixe o seu time ser sua fonte de captação dos insights: peça que eles reportem a opinião dos clientes, semanal ou quinzenalmente, chame os atendentes para uma conversa, ouça a linha de frente. E incentive também os gerentes a sair do escritório para exercitar essa escuta ativa. Isso pode impactar não só em melhorias no produto, mas também na assertividade da comunicação e no pitch de vendas.

Fonte: https://endeavor.org.br/

Saiba os principais documentos necessário para abrir uma empresa

Abrir uma empresa é o principal sonho de muitas pessoas. No entanto, o projeto acaba não sendo executado por conta das burocracias envolvidas para iniciar um negócio. Isso se dá porque, no Brasil, os estilos de empreendimento são muitos e pode causar certa confusão ao futuro empresário. Então, saiba agora quais são os documentos necessários para isso, e não deixe o desânimo tomar conta.

Gastos fixos e documentação

Antes mesmo de reunir a documentação exigida, analise os gastos fixos, como: aluguel de local ou equipamentos, contas a pagar e afins. Partindo deste princípio, a papelada burocrática será o menor dos problemas para o empreendedor. Assim, com todas as contas fixas contabilizadas, você pode dedicar seu tempo a organizar os documentos, sendo eles:

• Contrato social: contendo o tipo de atividade prestada pela empresa, e se existem sócios;

• Registro na junta comercial: o passo que facilita a obtenção do CNPJ, que é o documento mais importante para a abertura de um negócio próprio;

• Alvarás: caso a empresa exista em ambiente físico. Para a circulação de funcionários ou clientes, é de extrema importância a obtenção de alvarás – documento que comprova as boas condições do local;

• Inscrição estadual: para o comércio, a inscrição estadual é obrigatória. Este documento permite a regularização do negócio em relação ao ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços;

• Licenças: as licenças são permissões adquiridas para se comercializar determinado serviço ou produto. É importante verificar a necessidade de licenças na prefeitura de cada município.

Dicas para abrir o seu próprio negócio

Em primeiro lugar, é essencial que a empresa seja relevante para o público escolhido. Ou seja, o estudo de mercado deve ser priorizado para direcionar o negócio. Tome nota do tipo de público consumidor, o que oferece seus possíveis concorrentes, e qual será o seu diferencial frente ao mercado.

Entenda o que necessita cada tipo de público e, principalmente, saiba tudo sobre o seu produto ou serviço ofertado, como: qualidade, durabilidade, gasto e prazo de produção, trocas, garantias, entregas, e atendimento. Em suma, conheça detalhadamente todos os processos do que pretende vender.

Em segundo lugar, liste ferramentas que possam agregar valor ao seu negócio. Por exemplo, as redes sociais, que oferecem: uso gratuito, fácil acesso, altíssimo alcance de público e facilidade de atualização. Em outras palavras, o próprio empresário consegue alavancar suas vendas utilizando as ferramentas on-line.

Em terceiro lugar, não ignore os gastos, por menores que sejam. Tudo deve ser anotado e contabilizado, para que a empresa permaneça em equilíbrio com suas finanças. Por isso, é preferível investir com capital destinado somente ao negócio. Isso ajuda a evitar maiores dores de cabeça ao deparar-se com eventuais prejuízos e imprevistos.

Em conclusão, é fundamental que o empresário tenha disposição, iniciativa e criatividade para dar início ao processo. Após a regularização dos documentos solicitados, a empresa estará pronta para ser administrada. Portanto, não se deixe levar pelo medo da burocracia, pois é possível empreender e obter sucesso, sendo você seu próprio chefe.

3 coisas que você deve saber antes de abrir um negócio

Hoje em dia, está cada vez maior o número de pessoas que pensa em largar seu emprego e seguir seu sonho, abrindo uma empresa e se tornando seu próprio chefe. De fato, abrir o próprio negócio é um sonho muito tentador, principalmente porque todos queremos investir nossas energias em algo que tenha valor para nós. Mas é preciso ter algumas coisas em mente antes de se jogar nessa empreitada.

Em 2019, uma pesquisa do IBGE verificou que 6 em cada 10 empresas fecharam em até cinco anos de atividade. Com certeza, esse número seria bem menor se os novos empresários tomassem certas precauções.

Para ter verdadeiras chances de sucesso e se destacar no mercado, o empreendedor precisa ter as possíveis dificuldades em mente para poder se preparar e estabelecer planos de ação com prontidão.

Para te ajudar nessa empreitada, listamos 3 coisas que você precisa saber antes de abrir um negócio.

1. Não será fácil

Não estamos tentando te desanimar com esse tópico e nem estamos dizendo que seu empreendimento será impossível. Mas é preciso ter em mente que são necessárias certas habilidades para ser um empreendedor de sucesso.

Por isso, veja a lista abaixo e reflita se você tem essas habilidades ou mesmo se está disposto a desenvolvê-las.

  • Alta tolerância ao risco – mesmo que você adentre um mercado mais estável e seguro, em algum momento terá que fazer escolhas que trarão risco à sua empresa. Você está disposto a fazê-lo?
  • Resistência à pressão – você será o maior responsável por sua empresa e seus resultados e provavelmente também será responsável por manter seus empregados motivados.
  • Boa visão de negócio e capacidade de tomar decisões.
  • Boa capacidade de comunicação.

Lembre-se de que você não precisa estar 100% preparado em todas as áreas, mas precisa estar disposto a aprender e a se desenvolver continuamente se quiser abrir um negócio de sucesso.

Para isso, existem diversos cursos preparatórios que você pode fazer antes de começar seu empreendimento – cursos como oratória, administração, marketing etc –, e durante também.

2. É preciso conhecer bem o mercado que você pretende adentrar

Se você já escolheu o segmento em que pretende atuar, saiba que é preciso conhecer bem o mercado escolhido para aumentar suas chances de sucesso.

Assim, faça um estudo rigoroso de mercado tendo principalmente os seguintes pontos em mente:

  • Concorrentes diretos e indiretos: conheça os preços praticados e serviços oferecidos por seus concorrentes. Isso irá te ajudar a saber como se diferenciar e se destacar no mercado;
  • Ferramentas: saiba quais são as ferramentas (digitais ou não) utilizadas pela concorrência e por seu público-alvo;
  • Público-alvo: conheça o seu público-alvo – descubra suas necessidades (e pense em soluções reais e diferenciadas para elas) e preferências.

3. Os primeiros meses tendem a ser os mais difíceis financeiramente

É sabido que os primeiros meses tendem a ser mais difíceis para os novos empreendimentos. Isso porque, no começo, a lucratividade pode não ser alta, podem ocorrer gastos inesperados e são necessários investimentos iniciais (como decoração, compra de equipamentos e materiais, etc).

Assim, listamos algumas dicas preciosas para esse período mais desafiador do seu negócio:

  • Conheça de antemão os custos do seu negócio (e se prepare para eles);
  • Tenha uma reserva de emergência;
  • Separe as finanças da empresa das finanças pessoais (defina um salário para os sócios da empresa);
  • Leve em consideração a carga tributária (Dica: lembre-se de que pequenos empresários obtêm benefícios por meio do Simples Nacional).

Com essas dicas, esperamos que você tenha muito sucesso ao abrir seu negócio e esteja preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ao abrir a própria empresa.

Acesso a capital: um guia para quem procura investimento (Parte 2)

Quais os principais tipos de investimento? 

Quando você começa seu negócio e precisa de algum capital para tocar, geralmente o primeiro dinheiro que vem é o que a gente chama de friends and family – seus amigos e sua família, alguém que acredita em você. Depois de desenvolver um pouco mais a sua ideia, você vai precisar de um pouquinho mais de dinheiro e de ajuda, existem alguns caminhos possíveis:

  1. Aceleradora: organização que te dá capacitação, espaço de trabalho – coworking, mentoria, treinamento e algum dinheiro para você continuar crescendo. É importante lembrar que esse dinheiro está sempre atrelado a uma participação no seu negócio;
  1. Investidor anjo: são pessoas físicas que juntaram algum patrimônio ao longo da vida e querem investir em outros negócios e empreendedores. Eles também põem dinheiro e te ajudam a tomar decisões, por isso dificilmente um anjo entra numa área que ele não conhece ou gosta. Anjos também fazem isso por uma participação na sua empresa, sendo que os investimentos giram em torno de 30, 50, 100 mil reais; ou
  1. Crowdfunding: essa ferramenta funciona como uma vaquinha eletrônica. Ou seja, um grupo de pessoas pode colocar algum dinheiro na sua proposta, de forma coletiva, e em valores menores – cerca de mil a 5 mil.

Ok, cresci, agora preciso de R$1 milhão, R$2 milhões. Como cresço?

Essa é a hora de ir para um fundo. Esse fundo geralmente é de venture capital, em que um gestor investe o dinheiro de terceiros na sua empresa. Ele faz investimentos maiores, geralmente a partir de R$500 mil, e, em troca, vai pegar uma parcela do seu negócio e também participar dele. Nesse estágio de VC, ele não participa assumindo a gestão ou um cargo, e sim colocando metas para você desenvolver, fazendo um plano conjunto, um conselho onde ele possa participar uma vez por mês, acompanhar seus resultados,etc.

Um fundo de Private Equity é a mesma coisa em essência, mas entra em empresas em estágio um pouco mais maduro. Um fundo de PE nunca vai investir menos de R$ 40 milhões, R$ 50 milhões. Estamos falando de empresas que obviamente têm histórico, faturamento, existem provavelmente há mais de 10 ou 15 anos, dão margem, têm vários funcionários, etc.

Se nenhuma dessas opções conseguir ajudar a sua empresa, existe sempre a solução mais simples, os bancos. Em muitos casos, o banco é mal visto por empreendedores. As pessoas acham que ele é o vilão, mas às vezes ele pode  oferecer um dinheiro até mais barato que um investidor.

Qual é o melhor local para apresentar o projeto e captar recurso?

No final das contas, o que faz a indústria de serviços são as pessoas. O primeiro passo é encontrar o interlocutor adequado. Na maioria dos bancos, essa pessoa é o gerente de relacionamento de empresas. Ele é melhor ponto de contato para entender as demandas das empresas e conversar internamente para desenvolver isso.

Normalmente, quando investidores têm que conversar com empresa a área de riscos vem junto. Isso facilita muito o processo em relação a velocidade e também ajuda a fazer as perguntas certas. Num banco, é muito importante entender o que é o fluxo de caixa da empresa e, em empresas jovens, onde o fluxo ainda não está bem constituído, é preciso apresentar garantias para aportar, informações que dêem o suporte necessário para aquela linha de crédito. Já com os fundos, a garantia é a própria empresa.

Não adianta reclamar, tanto o banco quanto o investidor precisa de segurança sobre o que está investindo. O que acontece na maioria das empresas é  que muitas abrem uma conta no banco porque precisam, mas não por que querem. Daí o negócio começa a operar e, em determinado dia, a empresa descobre que precisa de dinheiro. O problema é muitas empresas só percebem isso 2 dias antes, então elas vão correndo no banco e falam: “pelo amor de Deus, me dá uma linha de crédito”.

Os empreendedores esquecem que o relacionamento com banco é fundamental.

O gerente não analisa só por números, mas sim por quem você é, o que você faz, como é seu negócio.

Se o banco não for visto como um parceiro pela empresa o negócio não funciona. E para você construir uma parceria, é uma relação de confiança, dos dois lados. Por isso é importante também o banco visitar a empresa. A vantagem do mercado de VC é que os investidores estão muito concentrados no Brasil, então é razoavelmente fácil de achar. A forma mais fácil é participar de eventos, como hackathons, pitch nights, competições e buscar associações. A Anjos do Brasil, por exemplo, congrega uma grande quantidade de investidores, você pode mandar seu projeto, consultar o site deles. O pessoal de lá faz um trabalho muito bom, assim como o  Gávea Angels, no Rio de Janeiro. Diferente do que muitos pensam, eles não são um ser inacessível.

Que material apresento para o investidor e para o banco?

Dependendo do estágio em que sua empresa está e quanto dinheiro você está buscando, coisas diferentes serão avaliadas. Mais de 50% da análise, quando o negócio está começando, é baseada no empreendedor, porque, na verdade, nessa fase as empresas têm uma ideia, não resultado e faturamento.

Você vai precisar estar apto a descrever, de maneira sucinta e que chame atenção, o que seu negócio está se propondo a fazer. Por exemplo: Estou atacando tal mercado, montando uma solução X para um problema Y, meu diferencial é Z, meus potenciais clientes são esses e estou pensando em cobrar tanto, e, para isso, preciso dessa quantia. Uma coisa muito ruim que empreendedores fazem é não pedir nada. Muitos chegam, informam um monte de dados e falam “tchau, obrigado”. Nessa hora, você deixa os investidores pensando: “ué, o que essa empresa quer de mim?”. Você tem que ser muito claro em relação  ao que você quer daquela pessoa, senão ela sente que você está fazendo mau uso do tempo dela. E, convenhamos, ninguém gosta dessa sensação.

No caso dos bancos, é um pouco diferente. Se esse é o seu caso, saiba que sua empresa precisa estar consolidada, com balanços consolidados ou pelo menos um fluxo de caixa bem organizado. Isso tudo ajuda o banco a entender o que entra e o que sai, como é feita a gestão e a tesouraria do seu negócio.

Além disso, é importante o banco conhecer o seu modelo de negócio e saber como a empresa pensa em operar no futuro. Assim os banqueiros podem tomar uma decisão mais fundamentada e saber por onde podem assessorar a empresa, inclusive indicando a melhor linha de crédito.

Os bancos olham muito para o passado da empresa e quando olham para o futuro, querem saber se a sua empresa vai poder pagar o crédito de volta. Quanto menos histórico de empresa, mais complexo é ir para um banco. Para os investidores, é o contrário. Eles só querem saber o que você vai construir no futuro.

Como funciona o tipo de formalização – ME, LTDA, S.A – com investidor?

Para empresas que estão começando, não faz nenhuma diferença. A hora que você vai pegar dinheiro de um fundo de investimento, como uma empresa mais madura, aí temos um problema. A regra da CVM exige que seja uma S.A.. Parece um pouco burocrático, mas tem vantagem para os dois lados. 

A S.A. permite que você tenha uma segurança jurídica do capital e permite uma governança muito maior, com um Conselho Administrativo, acordos de proteção ao acionista, etc. É uma vantagem até para a empresa se profissionalizar. O problema é que muitos não querem ser ou migrar para S.A. porque isso custa mais caro, já que se você tem um patrimônio líquido maior que R$1 milhão você precisa publicar seu balanço anualmente, o que custa entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. As S.A.s também não se enquadram no Simples Nacional, então você precisa adotar o regime de Lucro Real ou Lucro Presumido, em que você paga mais imposto. Se o fundo te obriga a ser S.A., ele realmente encarece sua operação. Mas se você não tem um patrimônio líquido maior que R$1 milhão e também já passou do teto do Simples Nacional, ser LTDA ou S.A. não muda nada.

Para banco, a formalização não muda, com exceção de ME, porque apresenta um pouco mais de risco. Quando é uma LTDA de certo tamanho e precisa estruturar um financiamento mais complexo ou mais longo prazo e quer emitir uma debênture, tem que virar S.A., pela mesma regra da CVM.

Como calcular o risco do dinheiro que você está recebendo?

O empreendedor tem 2 riscos:

  1. O próximo Facebook

Se investirem R$ 1 milhão no seu negócio, por 50% dele, e ele vira o próximo Facebook, o investidor tem 50% do Facebook e só pagou R$1 milhão por ele. O risco aqui é você dar um pedaço muito grande de um negócio que pode ser muito bem sucedido e esse dinheiro te custar absurdamente caro;

  1. A influência que o investidor tem sobre o seu negócio

Ele pode ser mais passivo e falar “me liga uma vez por mês e me diz como está” ou pode ficar muito no seu pé. Ele pode sentar no seu Conselho, querer mudar seu negócio, as pessoas, travar o que você quer fazer.

É muito importante, da mesma maneira que um investidor escolhe empreendedor, o empreendedor escolher um investidor.

Tem que ser uma pessoa com quem você tem empatia, alguém ético que vai agregar no seu negócio. O que acha de pedir contato de de 3 ou 4 negócios em que o investidor injetou capital?

Como saber se o equity pedido pelo investidor é justo?

Quanto mais maduro e mais tração você tem, mais fácil é de você apurar o valor e fazer essa defesa com o investidor.

Não tem resposta certa para isso. Não é ciência, é arte. Se estamos falando de PE, com empresas mais maduras, aí sim tem ciência, dá para fazer a matemática. Numa startup, sem histórico, é muito difícil estimar valor. Geralmente ele é dado pelo mercado, com base em transações similares com empresas parecidas.

Por exemplo: Você tem um startup de aplicativo de e-commerce. Você pega 3 ou 4 empresas investidas e faz uma média: digamos que um histórico mostra que investiram de R$ 300 a R$ 500 mil, por 10% a 30% da empresa. Se vem alguém te oferece R$ 50 mil por 50%, está errado. O mercado acaba se auto regulando e fazendo uma média do setor.

Quanto mais novo, mais difícil ter argumentos além de “sou um cara bom e minha ideia é legal”.

Como o mercado precifica isso? Ao longo da sua jornada empreendedora, você vai passando por várias rodadas de investimento. Cada vez que você levantar esse dinheiro, você vai dar um percentual, você vai sendo diluído.

É preciso ter cuidado para, no final da jornada, você não ficar com 2% do seu negócio. Até porque se você tiver só 2% e seu negócio começar a dar problema, você vai para casa ou pedir emprego no banco, do que ficar se matando para levantar um negócio do qual você só tem 2%.

Existe investimento certo para cada tipo de empresa?

Uma coisa é você financiar um bem de capital de uma indústria, outra é financiar o estoque da empresa que vai fazer um giro no dia a dia. Se é importação ou exportação, você faz investimentos mais sofisticados. No final das contas, é totalmente diferente. Você consegue separar isso por indústria, em parte, e pela necessidade da empresa. Por isso entender o modelo de negócio.

É importante entender o tipo de negócio que o investidor de risco está disposto a financiar. A maioria deles não é financiável por investidor de risco.  O foco desses investidores são negócios novos, geralmente ligados a inovação ou com algum diferencial, que conseguem escalar muito rápido e lá na frente serem vendidos para alguém.

Se você está montando o negócio da sua vida dele, investidores de risco não são a sua melhor saída.

Para negócios mais tradicionais, o banco é muito mais bem recomendado.

Fonte: https://endeavor.org.br/

Acesso a capital: um guia para quem procura investimento (Parte 1)

Você sempre se perguntou onde ficava escondido aquele dinheiro para o investimento que a sua empresa sempre precisou?

Chegou a hora de esclarecer suas dúvidas! Acesso a capital, uma junção de palavras que gera tanto dores de cabeça como pulos de alegria para qualquer tipo de empreendedor. Por mais que nos últimos anos as informações sobre captação de recursos e investimento tenham sido divulgadas de forma mais ampla, muitas empresas ainda encontram-se no escuro quando falam sobre o assunto.  Também, não é para menos, diferente do que muitos pensam, existem diversas formas de levantar capital.

E com tantas oportunidades, fica difícil para o empreendedor saber qual é o melhor tipo de investimento para o seu negócio além da dúvida que sempre está presente: onde posso encontrar pessoas ou instituições dispostas a darem o aporte financeiro que minha empresa precisa?

Pensando nisso, reunimos as perguntas mais frequentes feitas por empreendedores e criamos um guia de investimento. Aqui você vai encontrar a resposta para muitas das suas perguntas. Preparado para começar?

Recurso financeiro é a única opção?

Quando pensamos em alternativas  para o crescimento de uma empresa, temos 3 alternativas:

  1. Bootstrapping: segurar o custo, gerar receita e pagar suas contas;
  2. Dinheiro do cliente: esse seria o modelo ideal, já que você não precisa dar parte da sua empresa e nem mesmo pagar juros. No entanto, às vezes só isso não é suficiente e você não consegue atingir tão rápido o seu objetivo. Nesse caso, os recursos de externos podem te ajudar a dar um boost;
  3. Recurso financeiro: nessa categoria entram os fundos de investimento, investidores anjo, aceleradoras, bancos, etc.

Se o foco for no banco, é importante lembrar que para as pequenas empresas, principalmente as recém constituídas e com uma boa ideia, um dos pontos principais é a capacidade de contar uma boa história. Seu negócio precisa contar o que quer fazer para que o banco e o sistema financeiro possam entender o que está por trás daquela ideia, como elas estão organizadas, quais seus objetivos e, principalmente, o planos de negócios. Pode parecer muita coisa, mas quanto mais informações mais fácil será de conseguir um financiamento ou investimento.

Para uma empresa que não seja constituída juridicamente é mais difícil ter acesso ao crédito, mas isso é normal em qualquer país. Mas, calma, os bancos também estão abertos a escutar e entender como podem  ajudar a desenvolver essas empresas.

Motivações na decisão de captar recursos de investidores

Quando se vai levantar dinheiro de um fundo de investimento – e a regra para o banco não é muito diferente – é muito importante ter consciência da necessidade desse dinheiro. Não se engane, todo dinheiro custa caro. O banco vai cobrar juros e o investidor vai pegar parte da sua empresa como remuneração.

Pegar dinheiro de alguém de fora é para aqueles momentos em que você realmente precisa dele para crescer. Ou seja, se você pega 100 mil com um investidor e usa isso para crescer seu negócio, você deve ser capaz de gerar lucros no futuro maiores do que 100 mil. Só dessa forma valerá a pena o empréstimo de dinheiro.

É muito importante também ter noção da quantidade de dinheiro que você pensa em captar. Pegar demais é ruim, pegar de menos também. Pegar pouco é ruim porque o esforço de convencer alguém é muito grande e se você pega uma quantidade menor e daqui a 6 meses já tiver usado tudo, você vai precisar começar a convencer seu investidor de novo. E, convenhamos, essa não é uma tarefa tão fácil assim. Agora, se você pega demais, existe uma grande chance de você fazer besteira.

Geralmente, empreendedor com muito dinheiro em caixa acaba sendo seduzido para gastar onde não é necessário. A melhor coisa é sempre ter essa quantia exata ao longo do tempo.

Fonte: https://endeavor.org.br/

 

Semana que vem abordaremos temas como: 

Quais os principais tipos de investimento?

Qual é o melhor local para apresentar o projeto e captar recurso?

 

Se você leu este artigo, provavelmente sua empresa precisa de uma Assessoria Financeira, entre em contato com a nossa contabilidade, podemos auxiliar e tirar suas dúvidas. 

Entenda qual é a importância dos principais setores de uma empresa e suas funções

Ter clareza sobre a estrutura formal da organização pode se tornar um desafio para um empreendedor, mesmo para aqueles que acumulam anos de experiência. Compreender como as diferentes partes da empresa se interconectam e mantêm relações de dependência é tarefa primordial para construir bases empresariais sólidas.

Os principais setores de uma empresa são definidos de acordo com algumas características. O tamanho da organização e o seu organograma, por exemplo, são apenas alguns deles.

Além disso, quanto mais complexos se tornam os processos gerenciais, mais evidente se torna a necessidade de contratar profissionais com conhecimentos consistentes e visão estratégica.

Dessa maneira, por mais autônomo e experiente que seja um empreendedor, ele só pode ser multitarefa até certo ponto.

Confira a seguir, alguns dos principais setores de uma empresa e as funções desempenhadas em cada um deles. Acompanhe!

Setor Administrativo

O setor administrativo pode ser considerado o departamento chefe, pois possui uma relação estreita com todas as outras áreas da empresa e é o principal responsável pelo planejamento estratégico da organização.

Em empresas pequenas, é bastante comum que o setor administrativo seja responsável pelas atribuições de outros departamentos, como o de Recursos Humanos e o Financeiro. Afinal, o orçamento é limitado, o número de funcionários pequeno e os processos gerenciais ainda não são muito complexos.

Setor Financeiro

O setor financeiro, por outro lado, apresenta funções mais específicas e delimitadas, embora algumas empresas mantenham este departamento como um subsetor do administrativo.

Tudo que é relacionado às contas, Notas Fiscais, movimentações bancárias e emissões de cobranças, tanto internas quanto externas, são de responsabilidade deste Financeiro.

Além disso, o departamento de finanças também desempenha importante papel junto à alta gerência ao apresentar dados, relatórios e informações sobre a administração de fundos e retorno sobre os investimentos realizados que apoiam a tomada de decisões.

Setor de RH

O departamento de Recursos Humanos é responsável por administrar a folha de pagamentos dos funcionários, recrutar e contratar talentos que apresentam o perfil mais adequado para a organização, além de propor os treinamentos e planos de desenvolvimento necessários para reter a mão de obra.

Para isso, conta com conjunto de conhecimentos e métodos que têm por objetivo servir aos interesses da organização e, em algumas situações, exercer um papel mediador entre os colaboradores, as metas da empresa e os gestores.

Setor Comercial

Fazer com que os produtos e serviços cheguem até o consumidor final é um processo que passa por todos os principais setores de uma empresa. Entretanto, o setor Comercial é aquele que estabelece uma relação mais próxima e direta com os clientes.

É tarefa deste departamento:

• Desenvolver ações de merchandising;

• Implementar estratégias de vendas;

• Atingir metas de faturamento;

• Estruturar o telemarketing;

• Prospectar clientes;

• Pensar em novas maneiras de motivar a equipe.

O setor Comercial também trabalha em conjunto com o departamento de Marketing, para analisar o mercado e a concorrência, elaborar novos produtos e buscar diferenciais.

Por fim, os departamentos de Logística, Compras e Produção também fazem parte dos principais setores de uma empresa. A interação entre as áreas é o que determina se a engrenagem organizacional está preparada para sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e imprevisível.

O que é empreender..

Muita se fala em empreender, hoje este assunto estar por todo lado. Empreender é …

Empreender é ir em busca dos seus objetivos, dos seus sonhos. É estar intensamente comprometido com a sua causa individual, causa esta que vai gerar valor para o coletivo, empreender é ser resiliente para levar um “NÃO” e mesmo assim não baixar a guarda.

Empreender é entender que nem sempre você vai ganhar, nem sempre aquele plano vai dar certo, nem sempre você vai conseguir pagar a conta do mês, empreender é viver sem saber o quanto vai faturar no próximo mês, todavia o empreendedor não liga para estes fatores, pois ele sabe onde quer chegar, sabe que hoje ele pode andar a pé, e amanhã poderá estar em seu Jepp Compass, ele sabe que hoje não pode ter nem o que vestir nem o que comer, mas amanhã poderá escolher qualquer um de seus ternos italianos para visitar o melhor restaurante da Itália.

Empreender é viver para deixar um legado, é viver para construir história, é viver para contribuir como crescimento da raça humana. Uma única pergunta paira na cabeça do empreendedor: “como eu posso mudar o mundo? ” Exatamente porque este é o desejo do empreendedor, mudar o mundo.

Empreender é se atentar para o planejamento, para as metas, para o trabalho duro. Empreender é viver na prática aquela filosofia “sem dor, sem ganho”

Fonte: https://administradores.com.br/

Você está pensando em Abrir uma Empresa, deseja empreender e não sabe por onde começar?

Entre em contato com a nossa contabilidade e podemos bater um papo sobre o assunto, o que acha? 

Cinco passos para quem quer adotar inovação em sua empresa

Etapas ajudam os empreendedores a conceber, gerar e implementar um plano de inovação

A inovação, de uma maneira geral, é associada a grandes empresas, que possuem estrutura, processos sistematizados e recursos para investir em tecnologia para geração de novos produtos e serviços.

Assim, a maioria dos empresários donos de pequenos negócios acredita que na realidade em que atuam, inovar é muito difícil porque as equipes são pequenas e os recursos estão totalmente direcionados para o negócio atual, além do alto valor de investimento.

As cinco etapas apresentadas pelo Sebrae ajudam os empreendedores a conceber, gerar e implementar um plano de inovação. Mas, para que isso aconteça, um requisito é que a empresa esteja motivada para inovar, ou seja, de nada adianta ter um método se o empreendedor não o colocar como prioridade.

Fase 1: Estou preparado para inovar?

O objetivo dessa fase é fazer com que a equipe (o envolvimento do time é essencial) da empresa reflita sobre suas práticas de inovação e os resultados alcançados até o momento. Além disso, a empresa precisa refletir sobre problemas de seus clientes ou potenciais clientes que podem ser oportunidades para inovar. Ao final dessa fase, a empresa terá consciência do seu estágio e a infraestrutura disponível para inovar.

Fase 2: Em que inovar?

Durante essa fase, a empresa avalia e valida qual é a oportunidade de inovação que pode trazer maiores resultados, com base nos problemas que foram elencados com a equipe na Fase 1 e definirá aquele que tem maior mercado e que entregará maior valor ao cliente.

É importante conhecer bem o seu cliente (ou potencial cliente) para entender ou identificar qual o problema/necessidade que ele enfrenta ou precisa resolver. Quanto melhor for a solução encontrada, maiores serão os ganhos. É importante lembrar que existem vários problemas a serem resolvidos, mas poucos são economicamente interessantes.

É neste momento também que a empresa precisa ir para rua (mercado) e conversar com clientes para validar o problema. Essa fase é esquecida por muitos empreendedores, o que reduz drasticamente a chance de sucesso do lançamento do novo produto, processo ou modelo de negócio, o que causa frustração e desperdício de recursos. Ao final dessa fase, a empresa terá um problema validado.

Fase 3: Qual é a solução?

Uma vez identificado o foco da inovação (problema validado), o próximo passo é estruturar uma solução inovadora que atenda ao que o cliente está tentando fazer e não consegue, cuja oportunidade foi identificada na fase anterior.

É importante desenvolver ideias de como resolvê-lo de forma inovadora: qual a melhor oferta a ser feita ao mercado? Quais as melhores tecnologias? Quais tipos de inovação posso explorar para resolver o problema? Quem já está fazendo algo semelhante? Na fase ideação, temos sempre dois momentos: um de ideias livres (divergente) e, depois, uma seleção das melhores ideias (convergente).

Fase 4: Qual é o modelo de negócios?

O objetivo desta fase é que a empresa desenvolva um modelo de negócio viável, replicável e sustentável para a solução proposta na fase anterior. A empresa deve ser capaz de capturar valor a partir da inovação e estimar custos e receitas.

Neste momento, já será possível definir a proposta de valor, segmentos de clientes e como será o relacionamento com eles, canais que serão utilizados na divulgação e comercialização da solução, parceiros e atividades importantes no desenvolvimento, estimativa de receita e custos do projeto.

Para finalizar, a empresa deve criar um plano de ação para a implementação, que deverá conter: prazo para execução, atividades, recursos necessários, identificação de responsáveis e principalmente os resultados a serem alcançados.

Fase 5: Estou atento às oportunidade?

O empreendedor precisa compreender que o processo de inovação é contínuo, por isso é preciso estar atento às oportunidades. Importante lembrar que os empresários podem contar com o Sebrae para alcançar esse objetivo de modo mais rápido e eficiente.

Fonte: https://revistapegn.globo.com/

De empreendedor para investidor: como construir uma relação ganha-ganha

Um dos grandes desafios de quem empreende é entender melhor como funcionam as relações com possíveis investidores. E isso, desde o começo: quando buscar investimento? O que um investidor procura numa potencial empresa a ser investida? O que procurar em um investidor para dar certo? Como abordá-lo? Como deve ser a relação diária nas operações?

Estas são apenas algumas das perguntas que costumam tirar o sono de quem está em busca de um aporte. Mas, recentemente, Fabiana Salles, empreendedora da Gesto, e Patrick Arippol, do fundo DGF, deram algumas respostas valiosas durante uma mentoria coletiva sobre investimento realizada pela Endeavor e pelo Santander para os empreendedores do programa Radar Santander.

Neste artigo, selecionamos alguns dos principais pontos debatidos, para que você entenda melhor como teve início uma bem-sucedida parceria entre investidor e empresa investida.

“Será que você me ajuda?”

Fabiana Salles começou explicando o contexto de seu negócio — a Gesto Saúde e Tecnologia (GST). A empreendedora comentou sobre como sempre quis ser pioneira no desenvolvimento de soluções para auxiliar grandes companhias e operadoras a gerir de maneira eficiente a saúde de funcionários e toda a cadeia envolvida.

Ela contou que, quando pilotou a empresa para o modelo SaaS (software como serviço), começou a receber propostas de aquisição do mercado. Mas não se precipitou: queria respondê-las de forma adequada, então procurou um conselheiro. Já naquele momento ela sabia que não queria vender, mas um investimento poderia contribuir muito para a empresa crescer. “Será que você me ajuda?”, perguntou ela para o “advisor”.

Na mesma época, começou a frequentar eventos — foi quando conheceu o Patrick e a DGF. Descobriu a boa reputação do fundo, mas resolveu aprofundar a pesquisa: conversou com as empresas investidas por eles. Só então escolheu trabalhar com o fundo. E a relação tem sido frutífera: “A DGF agrega bastante valor e agora estamos na fase de buscar uma nova série de investimentos”, contou Fabiana. “O Patrick está ajudando, está fazendo as pontes”.

Equipe fora de série

Já Patrick começou apresentando seu ponto de vista sobre a parceria. Lembrou que o DGF é um fundo de investimento com dois braços: Venture Capital e Growth, e que investe em poucas empresas.

Depois, revelou o que chamou a atenção na Gesto: “Uma experiência profunda sobre os desafios do segmento de saúde e uma equipe fora de série”. De acordo com ele, o processo de se construir uma relação entre investidor e investido está muito calcado nessa troca de experiências.

Hoje, Patrick e o DGF estão muito satisfeitos com o investimento, principalmente por esse caráter de troca. “A gente aprende muito, também. É uma via de duas mãos. A gente quer ajudar nas questões estratégicas, mas nas questões do dia a dia a gente não põe o dedo”.

“Saber que não sabe”

De acordo com Patrick, o principal componente de sucesso dos investidos é uma característica dos sócios fundadores: a honestidade intelectual. “É saber que não sabe”, conta ele.

Por um lado, o empreendedor que tem a tenacidade de rapidamente avaliar uma situação de mercado para entender, antes, se precisa mudar completamente ou mudar um pouco. Por outro lado, “tem gente cujo drive é excessivo, gente que não ouve o mercado”, confidencia o investidor. E, por conta disso, a empresa vira um gargalo, porque o empreendedor está fazendo muito mais do que deveria.

A avaliação do time por parte do investidor

Para Patrick Arippol, a boa e velha analogia com o matrimônio ainda é muito eficaz. “Você está se juntando pra tentar fazer mais do que as pessoas individualmente — e é muito dia de chuva e dia de sol, de felicidade e de tristeza”, revela.

Da parte do fundo, ele compartilha alguns procedimentos: “A gente checa referências, mas não só: a gente se aprofunda e conhece especialmente no contato direto”. Mas nada de acelerar o processo.

O que fazer nos momentos de “chuva”?

Já Fabiana Salles conta sobre os momentos mais delicados da “relação”. Talvez o principal tenha sido a pivotagem para o mercado de corretagem: não foi fácil esperar pelo momento certo.

“Quando a gente fez a primeira captação, eu achava que o mercado de corretagem era muito forte”, conta ela. “Eu era muito questionada sobre os motivos pelos quais não virava uma corretora de seguros”. Alguns dos fundos até vinham e perguntavam a vontade da Fabiana de entrar nesse mercado, mas a resposta era enfática: “nenhuma”.

Patrick, por sua vez, entendeu que não era o momento. Da parte do DGF, não houve pressão, o que foi muito importante para a Gesto. “Fizemos pivot no final do ano passado, trazendo a corretagem. Ampliou muito o mercado, foi no momento certo”. Tem a ver com o “saber que não sabe”, com ouvir o mercado. “Foi um momento delicado, de tensão, mas a relação com o fundo permitiu que passássemos por ele sem grandes problemas, e com ganhos”.

O investidor também precisa saber ouvir

Sobre qual critério de escolha usou na procura pelos fundos, Fabi Salles ecoa Patrick: saber ouvir.

“Para o investidor, também cabe isso: será que ele sabe te ouvir? Ele não está com você no dia dia, ele não está no seu lugar. Então, essa capacidade de ouvir o empreendedor e entender as dores de cada momento é algo fundamental. De minha parte, puxei um pouco da história das empresas investidas para entender como o potencial investidor agiu nos momentos mais difíceis. Tem alguns casos que são desastrosos, mas felizmente eu ouvi mais histórias positivas”.

E qual é o momento certo de vender a empresa?

De acordo com Patrick Arippol, esta é a “pergunta de um milhão de dólares”. Para ele, a questão esbarra na ansiedade de empreendedores, e mesmo de investidores: “Quando fiz a captação da minha startup, eu me frustrei muito, porque os fundos nem tinham entrado e já falavam sobre saída. Achava que tinham um foco excessivo em saída”.

O investidor afirma que são necessárias disposição e paciência para aguardar o momento certo. “Ter a disposição para encarar e estar junto por pelo menos quatro anos para fazer acontecer. É música pros nossos ouvidos quando os empreendedores falam ‘vamos tocar a vida’, mas tem que ter uma reflexão. Os caminhos de saída são principalmente estratégicos, nunca afobados”.

Fonte: https://endeavor.org.br/