De empreendedor para investidor: como construir uma relação ganha-ganha

Um dos grandes desafios de quem empreende é entender melhor como funcionam as relações com possíveis investidores. E isso, desde o começo: quando buscar investimento? O que um investidor procura numa potencial empresa a ser investida? O que procurar em um investidor para dar certo? Como abordá-lo? Como deve ser a relação diária nas operações?

Estas são apenas algumas das perguntas que costumam tirar o sono de quem está em busca de um aporte. Mas, recentemente, Fabiana Salles, empreendedora da Gesto, e Patrick Arippol, do fundo DGF, deram algumas respostas valiosas durante uma mentoria coletiva sobre investimento realizada pela Endeavor e pelo Santander para os empreendedores do programa Radar Santander.

Neste artigo, selecionamos alguns dos principais pontos debatidos, para que você entenda melhor como teve início uma bem-sucedida parceria entre investidor e empresa investida.

“Será que você me ajuda?”

Fabiana Salles começou explicando o contexto de seu negócio — a Gesto Saúde e Tecnologia (GST). A empreendedora comentou sobre como sempre quis ser pioneira no desenvolvimento de soluções para auxiliar grandes companhias e operadoras a gerir de maneira eficiente a saúde de funcionários e toda a cadeia envolvida.

Ela contou que, quando pilotou a empresa para o modelo SaaS (software como serviço), começou a receber propostas de aquisição do mercado. Mas não se precipitou: queria respondê-las de forma adequada, então procurou um conselheiro. Já naquele momento ela sabia que não queria vender, mas um investimento poderia contribuir muito para a empresa crescer. “Será que você me ajuda?”, perguntou ela para o “advisor”.

Na mesma época, começou a frequentar eventos — foi quando conheceu o Patrick e a DGF. Descobriu a boa reputação do fundo, mas resolveu aprofundar a pesquisa: conversou com as empresas investidas por eles. Só então escolheu trabalhar com o fundo. E a relação tem sido frutífera: “A DGF agrega bastante valor e agora estamos na fase de buscar uma nova série de investimentos”, contou Fabiana. “O Patrick está ajudando, está fazendo as pontes”.

Equipe fora de série

Já Patrick começou apresentando seu ponto de vista sobre a parceria. Lembrou que o DGF é um fundo de investimento com dois braços: Venture Capital e Growth, e que investe em poucas empresas.

Depois, revelou o que chamou a atenção na Gesto: “Uma experiência profunda sobre os desafios do segmento de saúde e uma equipe fora de série”. De acordo com ele, o processo de se construir uma relação entre investidor e investido está muito calcado nessa troca de experiências.

Hoje, Patrick e o DGF estão muito satisfeitos com o investimento, principalmente por esse caráter de troca. “A gente aprende muito, também. É uma via de duas mãos. A gente quer ajudar nas questões estratégicas, mas nas questões do dia a dia a gente não põe o dedo”.

“Saber que não sabe”

De acordo com Patrick, o principal componente de sucesso dos investidos é uma característica dos sócios fundadores: a honestidade intelectual. “É saber que não sabe”, conta ele.

Por um lado, o empreendedor que tem a tenacidade de rapidamente avaliar uma situação de mercado para entender, antes, se precisa mudar completamente ou mudar um pouco. Por outro lado, “tem gente cujo drive é excessivo, gente que não ouve o mercado”, confidencia o investidor. E, por conta disso, a empresa vira um gargalo, porque o empreendedor está fazendo muito mais do que deveria.

A avaliação do time por parte do investidor

Para Patrick Arippol, a boa e velha analogia com o matrimônio ainda é muito eficaz. “Você está se juntando pra tentar fazer mais do que as pessoas individualmente — e é muito dia de chuva e dia de sol, de felicidade e de tristeza”, revela.

Da parte do fundo, ele compartilha alguns procedimentos: “A gente checa referências, mas não só: a gente se aprofunda e conhece especialmente no contato direto”. Mas nada de acelerar o processo.

O que fazer nos momentos de “chuva”?

Já Fabiana Salles conta sobre os momentos mais delicados da “relação”. Talvez o principal tenha sido a pivotagem para o mercado de corretagem: não foi fácil esperar pelo momento certo.

“Quando a gente fez a primeira captação, eu achava que o mercado de corretagem era muito forte”, conta ela. “Eu era muito questionada sobre os motivos pelos quais não virava uma corretora de seguros”. Alguns dos fundos até vinham e perguntavam a vontade da Fabiana de entrar nesse mercado, mas a resposta era enfática: “nenhuma”.

Patrick, por sua vez, entendeu que não era o momento. Da parte do DGF, não houve pressão, o que foi muito importante para a Gesto. “Fizemos pivot no final do ano passado, trazendo a corretagem. Ampliou muito o mercado, foi no momento certo”. Tem a ver com o “saber que não sabe”, com ouvir o mercado. “Foi um momento delicado, de tensão, mas a relação com o fundo permitiu que passássemos por ele sem grandes problemas, e com ganhos”.

O investidor também precisa saber ouvir

Sobre qual critério de escolha usou na procura pelos fundos, Fabi Salles ecoa Patrick: saber ouvir.

“Para o investidor, também cabe isso: será que ele sabe te ouvir? Ele não está com você no dia dia, ele não está no seu lugar. Então, essa capacidade de ouvir o empreendedor e entender as dores de cada momento é algo fundamental. De minha parte, puxei um pouco da história das empresas investidas para entender como o potencial investidor agiu nos momentos mais difíceis. Tem alguns casos que são desastrosos, mas felizmente eu ouvi mais histórias positivas”.

E qual é o momento certo de vender a empresa?

De acordo com Patrick Arippol, esta é a “pergunta de um milhão de dólares”. Para ele, a questão esbarra na ansiedade de empreendedores, e mesmo de investidores: “Quando fiz a captação da minha startup, eu me frustrei muito, porque os fundos nem tinham entrado e já falavam sobre saída. Achava que tinham um foco excessivo em saída”.

O investidor afirma que são necessárias disposição e paciência para aguardar o momento certo. “Ter a disposição para encarar e estar junto por pelo menos quatro anos para fazer acontecer. É música pros nossos ouvidos quando os empreendedores falam ‘vamos tocar a vida’, mas tem que ter uma reflexão. Os caminhos de saída são principalmente estratégicos, nunca afobados”.

Fonte: https://endeavor.org.br/

A reorganização societária e seu crescimento no mercado empresarial

A reorganização societária consiste na modificação, total ou parcial, da estrutura de uma empresa. Esta prática tem sido adotada por empresários, em momentos de necessidade de renovação ou expansão, com a finalidade de atração de novos clientes e conquista de novos mercados. Essa operação pode transformar o tipo de sociedade de uma empresa, como também a organização e participação dos sócios, remodelando a sua forma e limites de atuação.
Dentre as normas de Direito Empresarial, a reorganização societária está prevista no Código Civil, possibilitando que empresários optem por uma das modificações existentes. A mudança de um tipo societário para outro acarretará na reestruturação interna da empresa, com a escolha de um novo regime tributário, reorganização do quadro de sócios e alteração de capital.
Portanto, a reorganização societária irá atender aos interesses econômicos de sócios ou acionistas, de acordo com as mudanças previstas, que podem ser tanto na seara tributária (enquadramento em um novo regime de tributação), quanto a modificação do porte da companhia. Dessa forma, o instituto da reorganização societária originou-se com o mister de possibilitar a expansão da atuação de empresários e investidores no mercado, redução da carga tributária, reenquadramento em um regime fiscal, proteção patrimonial, entre outras hipóteses.
Logo, para aderir à reorganização societária, é fundamental o planejamento prévio, contendo todos os prós e contras desta prática, para definir se, no caso de uma empresa em específico, essa medida será de fato vantajosa.
O mercado da reorganização societária tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e os serviços profissionais de assistência e acompanhamento, durante esse processo, tornaram-se constantemente requisitados, especialmente por empresários com pouca experiência na área corporativa.
Neste artigo, serão descritos os tipos de reorganização societária, previstos na legislação empresarial, e como administradores, advogados, contadores e economistas poderão auxiliar neste processo.
Os tipos de reorganização societária
De acordo com os objetivos principais dos empresários, sócios e investidores, haverá um tipo ideal de reorganização societária, que permitirá essa reestruturação.

Fusão
A fusão consiste na junção de duas ou mais sociedades, que irão se unir e formar uma nova empresa, independentemente das anteriores. Logo, nesta modalidade de reorganização societária, as sociedades fundidas são extintas, e a nova empresa adquire todos os direitos e obrigações advindos desta fusão.
Nota-se, portanto, que na fusão não ocorre a dissolução e liquidação das sociedades fundidas, mas a transferência de patrimônio para a nova empresa, que assumirá todos os créditos e débitos. Para que o processo de fusão seja posto em prática, é imprescindível a prévia aprovação do projeto, por uma assembleia geral.
Após aprovada, será redigido o novo estatuto da empresa e seu contrato social, sendo possível, inclusive, que companhias de diferentes tipos societários se fundam. Dessa forma, o objetivo da fusão é, além da modificação de sua natureza jurídica, a junção de recursos tecnológicos, redução de gastos, expansão das atividades e mercados, e o crescimento econômico.
Cisão
Na cisão, ocorrerá a transferência de patrimônio, em seu todo ou partes, para uma ou mais empresas distintas. Portanto, esse tipo de reorganização societária é subdividido em: cisão total e cisão parcial. A cisão total consiste no processo de transferência da totalidade do patrimônio da empresa cindida, extinguindo-a.
Por sua vez, na cisão parcial ocorre a transferência de apenas parte do patrimônio. Sendo assim, a empresa, que cedeu parte de seu patrimônio, continua a operar normalmente. Nessa modalidade de reorganização societária, a sociedade que receber, no todo ou em parte, o patrimônio da empresa cindida, assumirá todos os direitos e obrigações correspondentes.
A cisão será indicada nos casos de divergência entre sócios ou acionistas, como também nas hipóteses de crescimento indesejado de alguns setores empresariais.

Incorporação
Neste processo, a empresa incorporada é totalmente absorvida por outra, a chamada sociedade incorporadora. Portanto, na incorporação, há a extinção da pessoa jurídica que foi incorporada, e soma-se o patrimônio das duas empresas, que passa a pertencer à sociedade incorporadora.
É possível, inclusive, que mais de uma empresa seja incorporada, sendo necessária a aprovação dos sócios, da companhia que pretende incorporá-las. Na incorporação, há o aumento de capital da sociedade incorporadora, que é correspondente ao valor das ações das empresas incorporadas.
Esse tipo de reorganização societária é indicado para empresários que pretendem expandir suas atividades, tornando-se mais competitivos no mercado, através da potencialização da produtividade.

Transformação
Na transformação, ocorrerá a modificação do tipo societário. A título de exemplo, tem-se a mudança de sociedade limitada para sociedade anônima e vice-versa. Esta espécie de reorganização societária se limita apenas à modificação da constituição do quadro de sócios, e suas respectivas participações na empresa, não importando na dissolução e liquidação da pessoa jurídica transformada.
Importante ressaltar a necessidade de realização do registro destas modificações do tipo societário na Junta Comercial, conforme os requisitos previstos para cada constituição societária. De acordo com o artigo 1.114, do Código Civil, a transformação deverá ser aprovada por todos os sócios, salvo se prevista no ato constitutivo.
O processo de reorganização societária
Dada as vantagens que o processo de reorganização societária proporciona, conforme os objetivos de mercado de empresários e investidores, a nossa contabilidade oferece soluções estratégicas, através da assistência fornecida por seus franqueados.
Contamos com profissionais especializados em reorganização societária, que utilizam-se de ferramentas próprias para proceder com a reestruturação empresarial interna, reduzindo os riscos envolvidos na atividade econômica.
Dessa forma, o cliente é assistido durante todo o processo, por meio de uma equipe qualificada, com ampla experiência em negociações financeiras. Estes serviços garantem, portanto, maior segurança nas operações realizadas, permitindo que o cliente faça a contratação somente após conhecer as soluções apresentadas.
Dentre elas, estão a realização de valuation; captação de recursos; reorganização societária; governança e compliance; proteção de marca; blindagem patrimonial; redução de passivo trabalhista; cobrança de ativos; oportunidades de investimentos; renegociação de dívidas; entre outros serviços.

https://administradores.com.br/

Reforma Tributária PL 2.015/2019 Prever Tributação do lucro distribuído

Por: Rinaldo Araújo Carneiro*

            Criado em 1926 – e exatos 25 anos após sua extinção, em 1995 –, o imposto está de volta à pauta legislativa, agora pegando carona no tema Reforma Tributária ou, mais especificamente, a possibilidade real desse aumento da carga tributária veio de “brinde” em um projeto de lei (PL), o 2.015/2019.

            A ideia de tributar novamente o lucro distribuído é antiga, reiteradamente trazida à baila dos sucessivos governos por legisladores e gestores da fazenda federal. Estes últimos, reconheçamos, historicamente excelentes na sua missão de arrecadar e prover os cofres públicos e que, no caso presente, também se manifestaram a favor do tema. O que não muda com o passar dos mandatos é a falta de novos argumentos que justifiquem tal expressivo aumento da carga tributária.

            Quando extinto o IR sobre lucro distribuído, nos idos de 1995, a carga tributária girava em torno de 26%. Hoje, afirma-se que está entre 37% e 39%. Ou seja, o contexto tributário por si só já reprova a medida.

            Todavia, observando-se de forma sintética a balança dos argumentos, apuramos alguns fatores que pesam a favor e outros contra para, depois, observarmos quem está apoiando, criticando ou até repudiando tal hipótese.

            Na confusão das justificativas a favor e contra, os maiores descalabros sem dúvida estão naquelas “a favor”, senão vejamos:

O autor e sua justificativa

            Contra-atacar planejamentos tributários nocivos à arrecadação é o mais redundante fundamento apresentado pelo autor do projeto. A pejotização de algumas atividades, especialmente as profissões regulamentadas, seria o alvo dos 15% adicionais de imposto ora sugeridos no Projeto 2015/19.

            É de doer tal argumentação, a uma, porque os temas pejotização, terceirização e outros assemelhados em nada se confundem com a criação de imposto, vale dizer, nem se resolve nem se deixa de resolver o assunto, que é de natureza evidentemente jurídica, assunto de tribunal.

            E, ainda, a duas, porque a evolução do Simples Nacional permitiu a adesão de inúmeras profissões regulamentadas ao regime simplificado. Ou seja, não seriam atingidas pelo teor do PL, já que propõe (salvo alterações que sejam enxertadas de última hora) tributar os lucros distribuídos aos sócios de empresas optantes pelos regimes de lucro real, presumido e arbitrado, portanto não atingindo optantes do Simples.

            Afunda o dedo na ferida quando se vêem apoiadores da ideia (poucos, é bom que se diga) mirando supostamente no lucro dos grandes bancos e corporações, assunto este também de natureza diversa e que poderia ser objeto de proposta apartada e independente. E que também, por óbvio, seria de discutível e duvidosa aceitação geral, já que, quando se fala em tributar lucro distribuído, não se fala do lucro da empresa, e, sim, daquela parte repassada aos sócios. A confusão que se vê nas declarações de alguns envolvidos no debate é primária, juvenil.

            Para também afundar juridicamente a tese de tributar lucro distribuído, a pretensão vem, inacreditavelmente, com ideia de retroagir aos lucros de 2016, ignorando preceitos constitucionais, que estabelecem limites ao poder de tributar.

            Ignora-se o princípio da irretroatividade tributária, segundo o qual se estabelece que não haverá cobrança de tributo sobre fatos que aconteceram antes da entrada em vigor da lei que o instituiu.

            Pisoteado também o princípio da anterioridade tributária, segundo o qual a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios estão proibidos de cobrar qualquer tributo no mesmo exercício financeiro, ou antes de noventa dias da data de publicação da lei que os institui ou aumenta. Vide artigo 150, III, letras “a” e ”b” da nossa Constituição Federal, aqui negligenciada.

            Deixamos de comentar os princípios da “não surpresa tributária”, da anualidade, da segurança jurídica, além de outros institutos, posto que o projeto de lei, nesse particular, é absolutamente inconstitucional, registrando-se que há muito o Supremo Tribunal Federal, por meio da Adin 939, já declarou que o princípio da anterioridade tributária é cláusula pétrea.

A audiência pública, os posicionamentos

            O formato de audiência pública por si só já é insuficiente e prejudicado, já que não foi antecedido por amplo debate com os verdadeiros afetados pela medida: os empreendedores.

            Juntaram-se, porém, mais alguns debatedores, os quais, vistos um a um, pouco ou nada representam aqueles que serão, de fato, afetados pela medida. O principal deles, o empresário que atua nos mais variados setores, especialmente de serviços, estava praticamente ausente do debate, salvo a palavra aberta a duas confederações, o que convenhamos, é muito pouco. É como celebrar um casamento sem avisar os noivos.

            A posição da CNC, da CNI, da Febraban era presumível e sem novidades. Não apuramos a posição da Auditoria Cidadã da Dívida, de quem desconhecemos missão e propósitos institucionais. Dois debatedores em especial chamaram a atenção: o CFC e a Unafisco. Esta última surpreendeu positivamente quando registrou preocupação com o impacto negativo nos investimentos, consequência lógica, direta e evidente de tal medida proposta, que só os legisladores parecem não enxergar. É como se não dependêssemos nesse atual momento econômico de atrair novos negócios para o país, como se não precisássemos (muito!) gerar milhões de empregos, como se não quiséssemos aproveitar o bom momento econômico.

            A medida proposta tem, de fato, grande chance de atrapalhar a navegação econômica, em vez de não se tocar no leme do barco, como há poucos meses defendeu o “capitão” eleito.

            Já a posição “oficial” do Conselho Federal de Contabilidade foi particularmente confusa e de certa forma até desanimadora para o contabilista que esteja a par do quadro econômico do país e antenado no dia a dia dos clientes-empresários, inclusive os profissionais liberais que, direta e objetivamente, se aprovado for tal PL, passarão a pagar mais 15% de Imposto de Renda no momento da distribuição do lucro.

            De início, admitiu o CFC, a norma faz sentido (!), postulando apenas que fosse aplicada não retroagindo aos lucros de 2016, mas, apenas daqui para frente… Limitou-se ainda o CFC a pedir “compensações” pelo aumento da carga tributária ali sugerido e, pior, algumas “contrapartidas” viriam de universos totalmente distintos do tema em debate: redução dos encargos incidentes sobre a folha de pagamento, harmonização dos conceito de paraíso fiscal e de regime privilegiado (!), aumento do percentual de compensação de prejuízos fiscais de 30% para 80% (!!), a manutenção do instituto do juro sobre capital próprio, (…) “permitir, em parte, a remuneração do capital próprio investido, e partindo-se para outros modelos internacionais de compensação, como, por exemplo, o Allowance for Corporate Equity, adotado por Bélgica, Itália, Portugal, Turquia e outros países”.

            Enfim, em suma, é isso que o CFC propôs, em troca da aprovação do aumento de 15% no Imposto de Renda sobre lucro distribuído de todos os empresários brasileiros afetados pelo Projeto de Lei. Para surpresa ainda maior, o Conselho Federal ali também defendeu a necessidade de “combater a pejotização”,… posicionamento que dispenso comentar, já que, igualmente, o tema é da seara do Judiciário (fonte: www.cfc.org.br, Portal do CFC).

            Desta participação do CFC na audiência pública que discutia aumento de carga tributária, com incidência inclusive retroativa, registre-se, portanto, a total discrepância entre o posicionamento daquela autarquia e o pensamento praticamente unânime do empresariado a respeito do tema, somando-se a esse evidente distanciamento de opinião, a necessidade de se rever o protagonismo buscado pelo nosso respeitável Conselho, em temas e episódios que, institucionalmente, estão a cargo de outras várias entidades legalmente representativas do empresariado.

            Assim, sem entrar ainda mais no mérito da discutível presença do CFC naquele debate, já que não representa, institucionalmente, nem empresas afetadas nem tampouco os seus sócios, há que se registrar a inconveniência e insuficiência dos argumentos apresentados posto que, para os parlamentares envolvidos, certamente passou a impressão de que essa é a posição de consenso entre os contabilistas e, pior ainda, entre os empresários vitimados por mais esse duro aumento na carga tributária. Só que não!

Afugentando investidores

            O discurso do atual presidente da República em campanha e no início de mandato, quando se dirigiu aos empreendedores, foi no sentido de manter o governo o mais afastado possível da rotina dos empresários, de forma a não atrapalhar sua já desafiadora missão de empreender, num país já repleto de problemas e de tão controversas forças políticas.

            A fala soou como música no ouvido dos empregadores e, paralelamente, como pontapé inicial no jogo dos investidores estrangeiros de plantão, de olho na postura da recém-empossada gestão.

            Já a proposta de voltar a tributar lucros distribuídos também soa como um pontapé, só que agora no traseiro, dos mesmos investidores. E isso é consenso não só entre os analistas de variados setores econômicos, mas até mesmo de alguns poucos que defendem o malfadado Projeto de Lei.

A posição da Fenacon:

            Fundada em 1991 por empresários do setor de serviços, a entidade tem abrangência nacional, contando com 37 sindicatos, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. Esses sindicatos representam mais de 400 mil empresas que atuam nas áreas de contabilidade, assessoramento, perícias, informações e pesquisas.

            Filiada à CNC, a Fenacon tem como missão institucional a coordenação da liderança na representação do setor de serviços e atua diretamente no combate à alta carga tributária, na diminuição da burocracia, na geração de mais empregos, além de lutar por políticas públicas que garantam mais desenvolvimento às empresas brasileiras, sobretudo as micro e pequenas. Apoia também a administração pública na implementação de medidas coerentes com o pensamento da sua base.

            A Fenacon é claramente contrária à ideia contida no Projeto de Lei 2.015/19, posto que é consenso entre seus representados o efeito danoso e imediato que decorre de qualquer aumento da carga tributária. O alto peso dos tributos leva à contração do PIB, por conseguinte eleva o risco de inflação e desemprego, é fator da descompetitividade nacional em relação a outros países desenvolvidos ou emergentes, agravando o quadro de irracionalidade da política tributária, pois sua imposição encarece todos os nossos produtos e serviços no mercado internacional, afetando ainda a concorrência no mercado interno.

Conclusão

            A ideia de aumentar significativamente a nossa já abusiva carga tributária, em pleno início de um processo de retomada do crescimento econômico no país, smj, é particularmente ruim e deveria ter sido descartada de pronto, tal qual foi a infeliz tentativa recente de se recriar a famigerada CPMF.

            Mas, como tudo aqui sempre pode piorar, o início de 2020 é o momento certo e único para as entidades legítimas se movimentarem em torno do tema, afastando inclusive protagonistas improvisados opinando sobre temas que não lhes dizem respeito, de forma a atuarem preferencialmente aquelas entidades real e legalmente representativas, no convencimento dos parlamentares, os quais, por vezes distantes da realidade dos empreendedores, são convencidos por opiniões de paraquedistas, metas de arrecadação (ainda que legítimas) e promessas de acordos de compensação que, historicamente, quase sempre acabam não cumpridas.

            A CPMF, a multa dos 10% do FGTS (só agora extirpada), o empréstimo compulsório dos combustíveis, etc., enfim, o Brasil coleciona exemplos que desautorizam confiar em mais um severo e direto aumento de imposto, apenas com base na frágil promessa da redução de outro(s), ou, menos ainda, apenas com base na filosófica e vazia expressão de “promover a justiça social” à custa do empreendedor.

            Na opinião do mestre Ives Gandra da Silva Martins, a tributação era a favor da descompetitividade nacional. Assim aplica-se a esse projeto de lei uma de suas pérolas:

“Enquanto os nossos fracassados dirigentes pensarem em reproduzir as ultrapassadas fórmulas de um ajuste sobre a sociedade (aumento de tributos e juros) e não sobre o Governo (corte real de despesas), teremos que concordar com o saudoso amigo, Roberto Campos, que dizia: ‘com esta mentalidade, o Brasil não corre nenhum risco de melhorar’”.

*Rinaldo Araújo Carneiro é contabilista, administrador e advogado inscrito na OAB-SP. Empresário desde 1989, atua na assessoria de micros, pequenas e médias empresas. Diretor voluntário do Sescon-SP de 2007 a 2018 e atual diretor Financeiro da Fenacon.

Fonte:http://www.fenacon.org.br/noticias/tributacao-do-lucro-distribuido-sonho-de-poucos-pesadelo-de-muitos-5267/ fbclid=IwAR3c74jk3VhrXeNyquQglqA47pa6iefjabh3DlWCmzgPuei9oMyvPTfuD3Y

Expansão e Desenvolvimento

A Prefeitura de São Paulo prevê aumento de 34,4% nos investimentos na cidade para 2020

A Prefeitura de São Paulo apresenta à Câmara Municipal nesta segunda-feira (30/09) o Projeto de Lei Orçamentária Anual para o exercício 2020 (PLOA 2020). Com o total previsto de R$ 68,9 bilhões, 13,9% maior do que o Orçamento de 2019. Os valores estão adaptados ao revisado Programa de Metas, lançado em abril deste ano pela administração municipal, que, após uma apurada análise, contempla uma série de entregas e investimentos nas mais diversas áreas, sempre alinhada com as necessidades imediatas da sociedade. Para 2020, R$ 8,9 bilhões serão aplicados em ações relacionadas ao Programa de Metas.

Nesta peça orçamentária, destaca-se, de pronto, o expressivo aumento de 34,4% no montante previsto para investimentos na cidade: R$ 7,3 bilhões frente R$ 5,4 bilhões orçados em 2019. Esta expansão é resultante dos esforços contínuos da administração pública municipal no controle de despesas correntes que, alinhado ao combate à sonegação fiscal e ao Plano Municipal de Desestatização, permitem o incremento na capacidade de fornecer novos equipamentos e serviços públicos ao munícipe paulistano.

Na Educação, a peça orçamentária de 2020 traz um forte investimento em demandas colhidas da população durante as audiências públicas do PLOA. Será mantido o foco na conclusão das novas unidades dos CEUs e no aumento de vagas em creches, que conta com mais de R$ 2,8 bilhões destinados à ação de manutenção e operação da rede parceira nos Centros de Educação Infantil (CEI). Os esforços estão concentrados na ampliação das matrículas na periferia do município, onde a demanda é maior e a permanência das crianças pequenas na creche melhora sensivelmente sua qualidade de vida e seu desenvolvimento futuro. O valor total para a pasta é de R$ 13,8 bilhões, 7,7% a mais do que o valor orçado em 2019.

Na área da Saúde, o orçamento proposto alcança R$ 11,8 bilhões, 11,5% acima da LOA 2019, com destaques para as ações relacionadas à manutenção e operação de atendimento ambulatorial básico, de especialidades e de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia (R$ 3,5 bilhões), manutenção e operação de hospitais (R$ 2,6 bilhões) e manutenção e operação de Unidades Básicas de Saúde (R$ 348 milhões).

Neste setor primordial de serviços à população, a Prefeitura tem buscado novas fontes de financiamento e de promoção da atenção à saúde, e isso envolve a captação de recursos provenientes de financiamento junto a organismos multilaterais, como o Projeto Avança Saúde, fruto dos recursos oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que está contemplado no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2020, com valores acima de R$ 236 milhões, integralmente direcionados para as iniciativas do Programa de Metas. Nesta seara, ainda há a previsão de destinação de recursos para a construção de novos equipamentos (R$ 76 milhões), ampliação dos serviços, exames e diagnósticos (R$ 70 milhões) e ampliação, reforma e requalificação de equipamentos de saúde (38 milhões), entre outras iniciativas.

Expansão semelhante de gastos em comparação ao orçamento de 2019 também é observada em outra área fundamental: Assistência Social. A cidade de São Paulo reforça seu compromisso com seus cidadãos, buscando garantir a proteção de quem mais necessita tanto no aspecto básico como no especial. O Orçamento da pasta em 2020 soma R$ 1,3 bilhão. Vale destacar a parceria entre a Secretaria de Educação e de Assistência e Desenvolvimento Social na atuação conjunta para o atendimento dos equipamentos de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes, os CCAs. São R$ 333 milhões, sendo R$ 100 milhões previstos no orçamento da Educação para integrar o programa às atividades curriculares da educação em período integral.

Uma das grandes prioridades da atual gestão na revisão efetuada do Programa de Metas é a área de Zeladoria Urbana. O valor definido na peça orçamentária para 2020 aloca R$ 3 bilhões, praticamente o dobro do valor disponível em 2019, com destaques relevantes para pavimentação e recapeamento de vias (R$ 1,2 bilhão), reforma e acessibilidade em passeios públicos (R$ 628 milhões), manutenção de vias e áreas públicas, incluindo tapa-buraco (R$ 713 milhões), manutenção e operação de áreas verdes e vegetação arbórea (R$ 213 milhões) e manutenção de sistemas de drenagem (R$ 322 milhões).

A área de Segurança também merece destaque, através de uma expansão orçamentária de 6,7% para R$ 693 milhões em 2020, com R$ 124 milhões alocados para ampliação, reforma e requalificação das instalações da Guarda Civil Metropolitana e R$ 43 milhões para as Operações Delegadas.

Desafios

A proposta da peça orçamentária para 2020, que vem de acordo com o Programa de Metas revisado, traz diversas entregas e investimentos nas mais diversas áreas a serem efetuadas até o ano que vem. Fomentada com a participação da sociedade civil por meio de audiências públicas mais uma vez realizadas nas 32 Subprefeituras, tem sido cada vez mais incentivada para que o orçamento corresponda minimamente às necessidades e anseios prioritários dos paulistanos.

E a presente peça orçamentária prevê a continuidade da busca por eficiência das despesas públicas. Contempla ainda a contratação de operações de crédito para investimento, a exemplo do importante financiamento do BID para a área da saúde, que adicionará ao orçamento um valor de aproximadamente R$ 800 milhões em cinco anos e permitirá a entrega de diversos equipamentos.

Desestatização

Importante iniciativa para impulsionar o investimento, Plano Municipal de Desestatização prevê o redimensionamento estrutural do governo por meio de projetos de concessão, privatização e Parcerias Público-Privadas. Em 2017 e 2018, importantes etapas legais e administrativas foram vencidas e, no ano de 2019, ocorreram as primeiras concessões, do Mercado Municipal de Santo Amaro e do Estádio do Pacaembu, este em valores que ultrapassam R$ 115 milhões.

Outros projetos estão em andamento e já foram aprovados pela Câmara Municipal, de modo que até 2020 novas parcerias com a iniciativa privada serão realizadas. São esperados para o ano que vem cerca de R$ 2,9 bilhões em receitas do programa de desestatização.

Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/fazenda/noticias/?p=26814

Gerenciamento de notas fiscais: veja 5 dicas incríveis

A gente sabe que além da quantidade gigantesca de documentos fiscais em nosso país, ainda existem diversas burocracias que acabam utilizando muito tempo do seu dia a dia, não é mesmo?
Neste artigo, você vai encontrar dicas preciosas para te ajudar no gerenciamento de notas fiscais eletrônicas, e ainda poder organizar melhor o seu tempo no escritório.
Boa leitura!
Organização de notas fiscais por ano e mês
É de suma importância organizar as notas fiscais por ano e mês, além de separá-las em pastas. Esse processo facilitará na hora de fazer a busca por uma nota fiscal específica.
Faça backup das notas fiscais gerenciamento de notas fiscais
É importante que as notas fiscais estejam salvas em local apropriado. Pense bem: caso a sua máquina seja formatada ou invadida por um vírus, você poderá perder seus arquivos, então para evitar isso, é necessário guardar seus documentos em um HD externo ou na nuvem, enfim seus arquivos ficarão seguros e você terá acesso a eles sempre que precisar.
Separando notas fiscais do passado
Sabe aquelas notas fiscais antigas, de 5 anos atrás ou mais? Você pode criar um arquivo morto para elas, em uma pasta específica, garantindo a organização delas. Desta forma, ficará mais fácil de encontrá-las na hora da fiscalização, caso seja necessário.
Capacite a sua equipe
Uma equipe atualizada e bem treinada é capaz de agilizar os processos com mais rapidez. Defina os responsáveis pela baixa e organização das notas fiscais, lembrando-se: quanto menos pessoas tiverem acesso às notas, menores os riscos de desorganização e aumento de segurança delas.
Adquira um sistema emissor de notas fiscais
Você já sabe a importância da emissão de notas fiscais eletrônicas, não é mesmo? Então conte com a ajuda de um sistema eficaz. Emita notas sem erros de digitação, de maneira rápida e automatizada, com total economia de tempo. Seus colaboradores e clientes vão agradecer!
Viu como é fundamental o gerenciamento de notas fiscais? Ela não precisa ser um problema no seu escritório ou empresa.
Se precisar de mais auxílio no Gerencimento de Notas Fiscais, entre em contato conosco, nós podemos auxiliar.

Fonte: https://administradores.com.br/

Máquina de Talentos: como construir a sua? – Parte 2

Aplicando o Framework da Pirâmide
Nossa estrutura de pirâmide invertida aparece de novo para iniciarmos a montagem da Máquina de Pessoas. Por meio dela, fazemos uma análise do que temos e onde queremos chegar quanto a processos, indicadores, tecnologia, aceleradores e skill set necessários, o que também servirá de base para ajustar sua estrutura organizacional.

1. Processos
Mapeie os fluxos de trabalho e tarefas que estão envolvidas em cada etapa da nossa metodologia, focando sempre no seu ITP.
Por exemplo: na etapa de Awareness, quais são os canais de divulgação de vagas possíveis? Dentre estratégias como inbound, outbound e headhunter, quais serão utilizadas para cada tipo de cargo? Durante as fases de Education e Selection, quais os meios de informar sobre a missão e cultura da empresa e quais os métodos graduais de avaliação? Qual o passo a passo para lidar com candidatos desengajados? E com os eliminados do processo seletivo?
Não se esqueça de usar o Process Model Canvas para documentar suas definições, indicando:
Nome da etapa
Objetivos da etapa
Ações da etapa
Triggers (indício de que o candidato ou colaborador entrou e que saiu daquela etapa)
2. Indicadores
O estilo de metrificar seu sucesso, aqui, é essencialmente igual ao da Máquina de Clientes. Utilizamos as mesmas três dimensões:
Taxa de Conversão (CR): que porcentagem de talentos passam de uma etapa à seguinte;
Tempo (T): o número de dias que leva cada ciclo;
Volume: a quantidade de talentos presente em cada etapa — apesar de relevante, é bastante variável e por isso não estamos considerando esta dimensão em nosso esquema.
Quando otimizamos cada um dos CRs e Ts representados em nosso esquema de forma gradual e em pequena escala, olhando para uma engrenagem da máquina por vez, os incrementos, somados, resultam em um ganho de escala exponencial.
Isso quer dizer que, para dobrar de tamanho ao final de um ano, podemos focar em melhorar de 12% a 13% cada uma das 6 etapas da sua máquina (Awareness, Education, Selection, Onboarding, Ramp-up e Growth).
Ao melhorar 13% seis vezes, por exemplo, temos 1,13 elevado à sexta potência, que é igual a 2,08.
E aumentar sua taxa de conversão e reduzir o tempo dela em 13% parece mais simples que dobrar de tamanho em um ano, não?
Além disso, outros indicadores gerais de sustentabilidade devem estar no radar. Entre eles, o turnover e o faturamento da empresa dividido pelo número de colaboradores, assim como benchmarks comparativos de mercado, ajudam a manter a saúde financeira da sua máquina.
3. Tecnologia
Nesta etapa, você deve escolher a tecnologia que servirá às seguintes funções, em ordem de prioridade:
Permitir o tracking de processos para conseguir monitorar indicadores
Melhoria de performance dos colaboradores
Automatizar processos
Por exemplo, na etapa de Awareness, podemos utilizar ferramentas como LinkedIn Recruiter, Catho, Wall Jobs e Infojobs, entre outras HR techs que tenham o objetivo de facilitar a divulgação de vagas e os esforços de employer branding da companhia.
Em Education e Selection, plataformas variadas, entre elas a Gupy e a Kenoby, ajudam a organizar seu processo de recrutamento em etapas, monitorar candidaturas e organizar a documentação de cada uma, utilizar inteligência artificial para otimizar a triagem, automatizar o fluxo de ligações e e-mails, além de outros detalhes que permitem uma gestão mais data driven — que é essencial para o bom funcionamento da máquina.
Já em Onboarding, Ramp-up e Growth, temos plataformas como a Qulture.Rocks, a Appus e outras, que dão suporte à definição de OKRs, avaliações de desempenho, processos de feedback, acompanhamento do desenvolvimento dos colaboradores, pesquisas internas, entre outras análises relevantes para a adaptação e crescimento dos colaboradores.
4. Aceleradores
Os aceleradores são as ferramentas que você e seu time utilizarão em determinados momentos do processo para torná-lo mais eficiente, e elas também devem ser divididas por etapas.
Em Awareness e Education, por exemplo, podemos usar vídeos institucionais, vídeos mostrando o dia a dia na empresa, declaração do CEO, depoimentos de colaboradores, papers sobre a cultura da empresa e mais.
Em Selection, uma ideia é ter prontos formulários e dinâmicas para otimizar testes e avaliações, scorecards, templates de e-mails ou de ligações, além de outros materiais.
Para Onboarding, cabe ter treinamentos pré-preparados, ou apresentações sobre a empresa.
Enquanto isso, em Impact e Growth, você pode ter scripts para falar sobre crescimento profissional, templates de 1-a-1 para gestores, documentos de feedback e avaliação padronizados, bem como materiais explicativos para conduzir esses processos.
5. Skill set
Da mesma forma que diferentes etapas da Máquina de Clientes exigem habilidades e especializações diferentes, essa segmentação também facilita a escala dos times para a Máquina de Pessoas.
Em vez de um BDR (Business Development Representative), como seria na de clientes, passamos a ter uma pessoa responsável por divulgação de vagas, na etapa de Awareness — alguém com conhecimentos de marketing e facilidade para realizar parcerias.
Em Education e Selection, precisamos de gente com boa percepção e olhar analítico; recrutadores que irão conduzir o processo seletivo com os líderes técnicos das áreas com oportunidades abertas.
Em Onboarding, alguém com boa comunicação e alta motivação para cuidar da experiência dos novos colaboradores, engajá-los e fidelizá-los. Em Ramp-up e Growth, um responsável com perfil de coach, que facilite caminhos para o desenvolvimento de cada funcionário.
6. Estrutura Organizacional
Assim como na Máquina de Clientes, também podemos montar nosso time de Gente com base em estruturas ágeis, em particular nos PODs: unidades independentes, compostas por colaboradores especializados em uma parte da jornada do talento e que têm uma performance consistente ao mirar em um alvo ou etapa particular.
Na Máquina de Pessoas, um desenho que funciona bem aqui na Direct.One é o seguinte:
Talent development rep
Recrutadores
Talent Experience (como se fosse um CS)
Coach (pode ser seu líder)
Com essa estrutura e responsabilidades bem definidas, um POD consegue dar conta de aproximadamente 8 a 10 novas contratações por mês. Isso se traduz em até 120 novos colaboradores em um ano, que, lembre-se, devem ter suas jornadas acompanhadas de perto, inclusive em uma eventual promoção ou demissão.
Fine-tuning
Não podemos esquecer nunca de uma máquina precisa de óleo em suas engrenagens. O fine-tuning é essa checagem constante, em um ciclo PDCA, mirando nos dados, para avaliar pontos que merecem atenção e gerar melhorias contínuas.
Nesse processo, o output de uma fase é o input da próxima. A conversão baixa em uma das etapas pode prejudicar toda a performance da sua Máquina de Pessoas — e ela é a base para as outras máquinas que compõem sua empresa.
Um empreendedor contrata pessoas, essas pessoas criam bons processos e esses processos permitem a escala do produto. Não há outra ordem possível; o crescimento do seu negócio depende dos seus colaboradores, assim como eles devem crescer no ritmo do seu negócio.
Fonte: https://endeavor.org.br/

Máquina de Talentos: como construir a sua? – Parte 1

Não há clientes mais importantes que seus colaboradores. Do recrutamento à remuneração, entenda como criar processos para escalar os talentos do seu negócio.
Você tem uma demanda de habilidade na sua empresa. Você abre a vaga, chovem candidatos qualificados, você seleciona um, ele começa a trabalhar e supera todas as suas expectativas.
E então você acorda, porque convenhamos, seria um sonho se fosse tão simples.
O mercado está aquecido e a concorrência não perdoa — há muita oferta de trabalho e é preciso competir com empresas grandes e pequenas, brasileiras e internacionais, pelos melhores talentos. O processo de encontrar, contratar e desenvolver um colaborador hoje se parece mais a um processo de vendas. Só que, em vez de um produto, vendemos um sonho; em vez de investirem dinheiro, eles investem o que eles têm de mais precioso: tempo.
Aqui na Direct.One, conseguimos um excelente ganho de escala ao criar nossa Máquina de Clientes, mas percebemos que perderíamos em potência se não tivéssemos estruturas equivalentes para construir times capazes de acompanhar esse crescimento.
Quando começamos a ver que muitas das barreiras criadas pela própria equipe eram relacionadas à falta de gente, passamos a nos aprofundar no novo cenário de talentos, estudando formas de solucionar esse desafio.
Foi quando começamos a desenvolver, nos mesmos moldes da Máquina de Clientes, nossa Máquina de Pessoas. E a metodologia Scale-X se encaixou como uma luva no nosso propósito de fazer nossos times crescerem, em todos os sentidos. Afinal, não há cliente mais importante que seu colaborador.
Mais uma ampulheta
Na Máquina de Clientes, vimos que não basta trazer os clientes certos. É preciso mantê-los, ajudá-los a crescer, e investir em todo o trabalho de pós-vendas e Customer Success com a mesma intensidade, em um processo de ampulheta — aquela que substitui o funil e dá igual atenção ao Landing e ao Expanding.
Pois o caminho de construção de um time também é uma venda: você vende seu sonho, engaja candidatos para que doem seu tempo e esforço e, uma vez selecionados, trabalha em retenção e treinamento para que eles evoluam com a empresa.
Nesse caso, o Landing consiste em recrutamento e seleção, enquanto o Expanding foca em engajamento e desenvolvimento.

Da mesma forma que a primeira ampulheta introduzida, a Máquina de Pessoas também é composta por 6 etapas:
Awareness (Reconhecimento): É onde ocorre a divulgação das vagas, o esforço de employer branding, e onde prospects ganham ciência do que a empresa pode oferecer a eles, sendo convencidos a se tornarem candidatos.
Education (Educação): Eles passam a entender melhor o que a companhia faz e a acreditar na missão, avançando na triagem até serem confirmados como candidatos qualificados.
Selection (Seleção): Aumenta a vontade de trabalhar para a empresa — candidatos qualificados torcem para serem escolhidos e passam por avaliações adicionais até serem finalmente selecionados.
Onboarding: Esse é o momento de alinhar as expectativas, ambientá-lo ao modo de trabalho e colocá-lo em sintonia com o resto do time.
Ramp-up (Adaptação): Sabe-se que o potencial do colaborador é alto, mas é chegada a hora de vê-lo em ação. Após aproximadamente 3 meses de experiência, é possível definir se a escolha foi acertada ou não.
Growth (Crescimento): Temos o colaborador que aqui chamamos de #OWNER: integrado, com cabeça de dono e preparado para crescer enquanto agrega ainda mais valor à empresa. É preciso investir em seu desenvolvimento pessoal e profissional para aumentar seu #TLTV — Talent Lifetime Value.
E novamente, no esquema, somos guiados pelo pensamento do cliente — ou melhor, talento. Para definir o perfil ideal que ele deve ter, ou seu Ideal Talent Profile (ITP), o processo também não é muito diferente da construção do seu Ideal Customer Profile.
O Perfil do Talento Ideal é o que vai conduzir decisões sobre o que fazer em cada uma das 6 etapas listadas. Ele deve agregar uma série de valores, comportamentos, habilidades, backgrounds e outros critérios desejados para cada tipo de vaga.
As soft skills que compõem o ITP são as mesmas para toda empresa, o que muda são as hard skills exigidas por cada vaga.
Para desenhar esse perfil, primeiro é preciso analisar sua própria cultura, os padrões encontrados entre seus colaboradores de maior performance, e separá-los por área e nível de senioridade.
Fazendo uma comparação, portanto, uma contratação de líderes mais sênior é equivalente a uma venda para clientes Enterprise, enquanto coordenadores podem ser equivalentes a clientes middle market, e analistas e outros cargos mais juniores a pequenas e médias empresas. Essas camadas podem ser cruzadas com padrões de habilidades mais técnicas ou comerciais e, dessa forma, você tem perfis distintos de colaboradores para os quais o processo pode ser customizado, cada um com um playbook diferente.
Gostou? Na próxima semana continuaremos com as dicas de como turbinar sua máquina de talentos.

Fonte: https://endeavor.org.br/

Como sobreviver aos gastos extras de janeiro

O professor de Economia e Empreendedorismo, Paulo Ferreira, dá dicas de como encarar os três primeiros meses turbulentos do ano.

Após a empolgação com as festas é chegada a hora de planejar o pagamento das conhecidas e temidas contas de início de ano. A lista dos famosos gastos como IPVA, IPTU, materiais e uniformes escolares, será estendida com o acréscimo de prováveis aumentos nas contas de água, energia e combustível.O professor de Economia e Empreendedorismo, Paulo Ferreira, dá dicas de como encarar os três primeiros meses turbulentos do ano.
“As pessoas deveriam ter se preparado para os gastos de início de ano em novembro do ano passado, quando receberam a primeira parcela do 13° salário, porém sabemos que a maioria das pessoas não faz esse tipo de planejamento, e agora não enxerga uma luz no final do túnel”, explica o professor.
Segundo Ferreira, a melhor maneira de encarar a situação é reunir a família e fazer um planejamento de despesas, retirando do orçamento qualquer gasto que não seja fixo e os supérfluos. “Gastos com restaurantes, idas ao shopping, cafezinhos na rua, compra de vestuário, tudo isso deve ser deixado de lado nesse momento; a prioridade deve ser pagar as contas fundamentais”.
O parcelamento de dívidas, o diálogo com os credores e a pesquisa de preços são fundamentais para se obter um bom resultado. Para Paulo Ferreira as despesas que não devem ser, nunca, parceladas são a fatura do famoso cartão de crédito… e utilizar o cheque especial – nem pensar! “São os dois `nuncas´ que utilizamos na economia,” afirma.
As palavras de ordem para quem quer sair do sufoco são planejamento (de contas), renegociação (de dívidas), pesquisa (de preços) e contenção (de gastos). “É necessário que, passado o sufoco, fique a lição para em 2020 guardar o 13° salário e fazer um planejamento para as contas de janeiro, para não passar pela mesma situação novamente,” finaliza o professor.

Fonte: https://administradores.com.br

Como gerir seu orçamento quando você está quebrado

É preciso compromisso e tempo, mas você pode aprender a administrar seu dinheiro mesmo quando não há muito dele. Siga estas etapas para gerir um orçamento se você estiver falido.
Aqui está o que você precisa fazer para voltar aos trilhos:
Primeiro: avalie sua situação financeira
Se você tem mais dinheiro saindo do que entrando, aqui está o que seu plano financeiro resume: gastar menos e / ou ganhar mais. Para descobrir como fazer isso, primeiro faça uma avaliação de suas receitas e despesas. Isso ajudará você a desenvolver um orçamento razoável e realista.
CATEGORIZE SUAS DESPESAS
Divida suas despesas nos últimos meses. Categorize e separe-os em necessidades e desejos. A separação ajudará você a priorizar suas finanças. Para ter uma ideia clara de suas necessidades e desejos, considere a criação de uma hierarquia de gastos. Organize suas dívidas também.
IDENTIFIQUE SUAS ÁREAS DE GASTO DE PROBLEMAS
Tome nota dos seus hábitos de consumo. Existem lojas específicas que você freqüenta? Você tem um hábito de café que pode ser cortado? Muitas vezes, há “vazamentos” em um orçamento que pode ser conectado. O primeiro passo é descobrir onde eles estão. Identifique essas categorias e mantenha-as em mente depois de iniciar seu orçamento.
Cortar seus gastos
Encontre maneiras de reduzir suas despesas. O primeiro lugar para começar é a categoria “quer”.
É importante permitir-se um pouco de espaço respiratório para se divertir no seu orçamento. Se você não o fizer, corre o risco de acabar com isso – e isso pode fazer com que você queira desistir completamente. Mas lembre-se: a chave para administrar seu dinheiro quando você está falido é reduzir o seu estilo de vida. Se você não puder pagar suas contas, dê uma olhada no que pode ser um luxo. Aqui estão alguns exemplos de gastos desnecessários:
Cabo
Um plano de celular com muitos dados
Férias
ECONOMIZE DINHEIRO EM CONTAS
Uma vez que os desejos estão fora do caminho, dê uma olhada em suas necessidades – você pode achar que pode economizar muito, especialmente em suas contas. Confira nosso guia de fatura por conta para economizar dinheiro em suas despesas mensais para algumas ideias.
SEJA FRUGAL
Quando você está lutando para sobreviver, a frugalidade é sua amiga. Tire o máximo proveito do seu dinheiro e das coisas em que você o gasta. Por exemplo, você poderia:
Alongue suas refeições : Procure comprar em mercados mais baratos. Faça pesquisa.
Faça você mesmo : Uma das melhores maneiras de reduzir custos é aprender a fazer as coisas sozinho, em vez de pagar por elas. Por exemplo, você pode economizar dinheiro aprendendo a manutenção preventiva básica do carro , fazendo projetos residenciais e fazendo seus próprios produtos de limpeza e produtos de higiene pessoal .
Economize na habitação : você pode negociar seu aluguel? Você pode se mudar para um lugar mais barato? Como essa é provavelmente uma das suas maiores despesas, essa é uma das melhores maneiras de reduzir seus gastos.
Suas opções irão variar. O objetivo é adotar um estilo de vida frugal e procurar oportunidades para reduzir custos.
Priorize suas metas de dinheiro
Muitas pessoas se perguntam se deveriam priorizar a dívida ou a poupança. A resposta depende da sua situação. Mas a especialista financeira Sarah Place recomenda pelo menos a construção de um fundo de emergência antes de enfrentar a dívida. De acordo com o Bankrate:
“Ela reconhece que é difícil dizer às pessoas para economizar” em um ambiente em que eles estão ganhando uma fração de um por cento de juros sobre suas economias “enquanto são cobradas taxas de empréstimo de mais de 30% em seus cartões de crédito. No entanto, em determinadas circunstâncias econômicas, escolhas difíceis precisam ser feitas “, diz ela.”
Os contratempos são inevitáveis. Se você não estiver preparado para eles, eles podem devastar seu orçamento e suas finanças. Embora possa levar algum tempo para construir um fundo de emergência, ele permitirá que você se atenha ao seu orçamento caso ocorra um revés financeiro.
Nem todos os especialistas concordam sobre qual é o melhor para se concentrar em primeiro, dívida ou poupança.
Enfrente sua dívida
Tudo o que você escolhe para focar, não arriscar suas finanças desvendar ignorando sua dívida. Taxas e juros atrasados ​​podem transformar uma pequena dívida em uma dívida avassaladora. Sua dívida deve ser uma prioridade.
ESCOLHA UM MÉTODO DE REEMBOLSO
Você terá que chegar a um plano de pagamento da dívida. Para fazer isso, primeiro escolha um método:
O método “Dívida Snowball” : Pague suas menores dívidas primeiro. Vendo suas dívidas pagas para baixo irá ajudá-lo a construir o ímpeto para continuar. Melanie Pinola, escritora do Lifehacker, aponta que um estudo recente descobriu que esse método é eficaz.
O método “Avalanche da Dívida” : Pague as dívidas com as taxas de juros mais altas primeiro. Como o blog de finanças Ready for Zero aponta: “os proponentes do Avalanche da Dívida apontam que você pode perder milhares de dólares optando por não atacar primeiro suas contas com juros mais altos”.
REDUZA SUA TAXA DE JUROS DE CARTÃO DE CRÉDITO
Sim é possível. Segundo uma pesquisa nos EUA descobriu-se que 56% dos consumidores que ligaram para empresas de cartão de crédito para solicitar uma taxa de juros mais baixa tiveram resultados positivos. Relatórios de taxa bancária:
“Um telefonema de cinco minutos para o emissor do seu cartão de crédito pode poupar centenas, até milhares, de dólares em juros. Não há incentivo para eles baixarem sua taxa, a menos que você ligue. A roda estridente pega o óleo”, diz Brad. Dakake, um defensor do consumidor com o Massachusetts Public Interest Research Group “.
Vale a pena arriscar. Mas cuidado com os golpes de taxa de juros de cartão de crédito também. Segundo a Federal Trade Commission:
“Caixas de correio de voz em todo o país estão sendo obstruídas com telefonemas pré-gravados de empresas que afirmam ser capazes de negociar taxas de juros significativamente mais baixas com seus emissores de cartão de crédito, se você apenas pagar uma taxa primeiro.”
SOLICITAR EXTENSÕES OU PLANOS DE PAGAMENTO
Vamos dizer que você está atrasado em contas, dívidas ou aluguéis. A Investopedia sugere que você trabalhe com seu provedor, emprestador ou locador:
“Não tenha medo de solicitar extensões de contas ou planos de pagamento. Essas solicitações são geralmente concedidas. Se sua maior preocupação for a expulsão de seu apartamento, fale com seu locador, mas também veja se você pode obter extensões para outras despesas.” liberar dinheiro para manter sua casa “.
Jogar o catch-up pode inviabilizá-lo de seus outros objetivos financeiros. Mas o mais importante é manter seus débitos organizados e elaborar um plano sobre como você vai lidar com cada um deles.
Elabore seu plano
Cada centavo será contabilizado, fazendo com que seu orçamento fique bem apertado. Neste ponto, uma estratégia de orçamento tradicional pode não ser adequada para você. Mas não perca também seu orçamento. Evite os seguintes erros:
Não sendo realista: Crunch os números de forma realista. Defina uma quantia razoável para cada uma das suas despesas. Talvez você planeje comer por R$ 200,00 por mês, tomando algumas medidas extremas. Na realidade, eles provavelmente não vão funcionar. Não se prepare para o fracasso.
Cortar toda a diversão: é importante dar-se algum espaço para respirar. Money in Your 20s explica: “Você pode ter que limitá-lo a cinquenta reais por mês, se o seu orçamento é realmente apertado, mas … este pouco extra de dinheiro pode impedi-lo de se sentir privado, o que pode levar a gastos excessivos.”
A quantidade de espaço para respirar dependerá da sua situação. Mas deve ser suficiente apenas para evitar que você perca seu orçamento. Reserve um valor adequado, mas modesto.
Uma vez que suas despesas e metas estão em vigor, é hora de elaborar o seu plano. JD Roth compartilha seu conselho:
“Comecei listando minhas dívidas na ordem em que eu queria pagá-las … Em seguida, listei minhas fontes de renda esperadas. Finalmente, pensei em um possível plano de ataque.”
Brainstorm seu próprio plano de ataque. Depois de escolher sua estratégia de pagamento da dívida, aloque um valor para cada dívida. Calcule quanto tempo levará para eliminar cada um deles, com o orçamento definido. Quebrar os objetivos em marcos menores os torna mais fáceis de alcançar.
Aproveite as oportunidades
Parte do gerenciamento de dinheiro quando você está falido está aumentando sua renda. Por exemplo, você pode ser capaz de:
Aumentar a produtividade da sua empresa
Verificar uma maneira de anunciar seu negócio
Venda suas tralhas
Encontre um trabalho paralelo
Essas opções não estão disponíveis para todos. Mas, em última análise, é sobre ser engenhoso. Procure oportunidades para ganhar mais e economizar mais dinheiro. Então aproveite essas oportunidades. Às vezes, eles podem parecer mais sacrifícios.
Aqui está um exemplo pessoal: Minha mãe lutou para sobreviver há 20 anos. Ela estava me criando sozinha e trabalhando em tempo integral em uma mercearia. De alguma forma, ela conseguiu economizar R$ 10.000 em poucos anos. Eu perguntei como ela fez isso. Parte disso, ela disse, estava aproveitando cada oportunidade que surgia em seu caminho. Ela trabalhou horas extras. Qualquer inesperado foi economizado. Ela chamou esses “intervalos de sorte”. A maioria das pessoas não veria horas extras como sorte, mas minha mãe estava comprometida com seu objetivo financeiro. Então, ela colocou tudo em termos de atingir esse objetivo e aproveitou tudo o que ajudaria.
Se você está deprimido com a falta de fundos, tenha isso em mente: muitas das melhores histórias de sucesso começam com o fracasso. Venha com um plano. Defina pequenos marcos. Aproveite as oportunidades. No geral, isso ajudará você a assumir o controle. Depois disso, você poderá se surpreender com o que conseguir.

Fonte: https://jornaldoempreendedor.com.br

3 dicas valiosas para sua loja vender muito

As lojas preparam-se para o aumento do fluxo de clientes e, consequentemente, das suas vendas. E, para que esse seja um período prazeroso para quem está nas lojas, sejam clientes ou colaboradores, muitos líderes antecipam ações pontuais para prevenir riscos e contratempos. O checklist é extenso, mas vamos nos atentar a três ações simples que impactam diretamente na produtividade das lojas, mas que são percebidas apenas quando o movimento aumenta.
É natural que depois da correria, lojistas atentos à melhoria contínua dos seus negócios parem e avaliem como foi o período e analisem, além dos indicadores financeiros, os pontos que podem melhorar na operação das lojas. Um olhar mais crítico para processos, pessoas e tecnologias, é capaz de identificar o que de fato contribuiu e o que pode ser melhorado em períodos como o Natal. Portanto, não espere chegar o Natal de 2020 e faça agora mesmo uma autoavaliação, partindo dessas três perguntas:
1. Estoque
O meu estoque está bem organizado? Além de ganhar tempo na operação, manter o estoque em dia faz com que as informações do seu sistema de gestão sejam confiáveis, assim é possível visualizar quantos e quais produtos tem a oferecer aos clientes. Duas coisas acontecem a curto prazo quando melhoramos a organização do estoque: o time de vendas passa a ganhar tempo para fazer o que mais importa, que é vender, e, também, a ser mais assertivo no atendimento, entregando rapidamente o que o cliente solicitou. A equipe de gestão, por sua vez, terá dados confiáveis no sistema para definir estratégias, promover liquidações sem prejuízos, fazer reposições e planejar as compras.

2. Promoções
Como são as promoções da minha loja? No próximo feriado, as pessoas estarão em busca do presente perfeito e serão guiadas também por promoções. É claro, essa não é a melhor estratégia de vendas para o período, mas, caso seja adotada, é fundamental definir as condições mais adequadas com base nos objetivos de markup dos produtos e na disponibilidade do estoque. Vale lembrar que para evitar surpresas na finalização da venda no caixa, os valores dos produtos precisam estar corretos. Use os recursos do seu software de gestão para facilitar o trabalho!
Historicamente, as liquidações acontecem após o Natal e avaliar o desempenho das promoções vai ajudar com o planejamento e a identificação da real necessidade de adotar a famosa “queima de estoque” em janeiro.

3. Tecnologias
As tecnologias da minha loja comportam um aumento expressivo de vendas? Computadores, internet, impressoras, equipamentos e celulares com as soluções mobile são a base para o funcionamento perfeito das lojas. Ultimamente ninguém quer esperar, portanto evite desgastes desnecessários. Convide seu técnico para ir até a loja com antecedência e faça um checklist dos equipamentos, que são indispensáveis para as vendas.
Lembre-se que as vendas nesse período precisam ser muito rápidas. E que a infraestrutura técnica da sua loja tem forte influência para o bom funcionamento dos caixas e fluxo das vendas. O tempo do seu cliente é valioso e ele quer dedicar esse tempo para escolher os melhores produtos que você tem a oferecer. Aproveite!
Dica extra: Para facilitar o embrulho de presentes, escolha padrões de embalagens e deixe tudo organizado para não prejudicar a experiência de compras dos clientes. O ideal é reservar um espaço e um responsável para essa atividade, enquanto a equipe de vendas continua focada e inteiramente à disposição para ajudar os clientes.

Fonte: https://administradores.com.br